sexta-feira, 14 de julho de 2017

SANTOS DE CADA DIA-15 DE JULHO

SANTOS DO DIA 15 DE JULHO


Beata Ana Maria Javouhey, religiosa e fundadora


    



     A Beata Ana Maria pertence ao número bastante grande das Fundadoras de Institutos Religiosos Femininos surgidos na França mal cessou a triste época do Terror.

     Nasceu em Jallongers, região vinícola da Borgonha, em 10 de novembro de 1779. A família transferiu-se pouco depois para Chamblanc. A família era muito católica.

     Em 1791, em plena Revolução Francesa, certa noite um sacerdote não juramentado bateu na porta: “Pediram-me para assistir a um doente e não conheço o caminho”. Ana, intrépida, se ofereceu para acompanhá-lo. No caminho, o sacerdote lhe explicava a necessidade de permanecer fiel à Igreja de Roma. A partir desse momento, e com a colaboração de sua família, passou a organizar cerimônias clandestinas e a esconder os sacerdotes perseguidos pelos revolucionários.

     Em 1798, aos dezenove anos, consagrou-se definitivamente a Deus. Em 1800, o pároco de Chamblanc convenceu Baltasar Javouhey a deixar a filha ingressar nas Irmãs da Caridade de Besançon. Era Superiora e Mestra das Noviças a própria fundadora, Santa Joana Antide Thouret, religiosa de grande valor.

     Foi ali que, num estranho sonho, Ana se viu rodeada de muitas pessoas, na maioria crianças, de todas as cores e sobretudo pretas, e ouviu uma voz que dizia: “São os filhos que Deus te dá. Sou Santa Teresa. Serei a protetora da tua Ordem”.

     Vendo que sua vocação era outra, Ana saiu de Besançon e voltou a dar aulas na sua terra. Começaram a segui-la, com o mesmo ideal de vida religiosa, não só as irmãs (com 16, 14 e 11 anos), mas também outras jovens.

     Em 1802, um encontro providencial com D. Augustin de Lestrange, restaurador da Ordem dos Trapistas na França, levou Ana a encaminhar-se para a Trapa. Mais uma vez, seus diretores e ela percebem ser outra a sua vocação. Mas, os poucos meses de permanência no convento lhe permitiram receber uma sólida formação na vida religiosa.

     Depois de novas tentativas de criar escolas na região do Jura, Ana Maria regressou para a casa paterna para estabelecer sua obra educativa. Em Chamblanc, continuou as suas atividades apostólicas nas aldeias com suas irmãs e outras jovens.

     Na Páscoa de 1805, retornando a Roma após a sagração de Napoleão, Pio VII parou uns dias em Châlon-sur-Saône, a poucos quilômetros de Chamblanc. Ana e suas amigas assistiram à Missa do Papa na Igreja de São Pedro, comungam da sua mão e no fim têm com ele uma audiência privada. A jovem expõe ao Santo Padre seus projetos. Pio VII, ao abençoar Ana, lhe disse: “Coragem, minha filha, Deus fará por meio de ti grandes coisas para a Sua glória”.

     Na vigília da Assunção de 1805, Ana fixou-se em Châlon-sur-Saône. A municipalidade ofereceu-lhe parte do antigo Seminário Maior desocupado, mobília e subsídios para a obra de educação da juventude.

     No dia 12 de maio de 1807, o novo Bispo de Autun presidiu à cerimônia de consagração das jovens na Igreja de São Pedro. Aos votos religiosos de pobreza, obediência e castidade juntaram um 4° voto, o de se dedicarem à educação da juventude. Naquela tarde, o mesmo Bispo reuniu as religiosas em capítulo e presidiu a eleição da Superiora Geral. Os votos recaíram sobre Ana-Maria.

     Um dia do mês de janeiro de 1812, Madre Ana Maria descobriu um anúncio que dizia estar à venda o antigo convento dos recoletos, em Cluny. Recorreu então a seu pai, que se deixa convencer e adquiriu a propriedade; ali se instalam as monjas, convertendo-se na Congregação de São José de Cluny.

     A princípio, a dimensão missionária da Congregação parece não ter sido prevista pela Fundadora. Com não poucas dificuldades, Madre Ana Maria conseguiu abrir uma escola em Paris.

     Em 1816, o intendente da Ilha Bourbon (atual Ilha da Reunião) lhe fez uma visita e solicitou algumas monjas para a ilha, acrescentando que ela era povoada “de brancos, mulatos e negros”. Diante destas palavras, a madre se sobressaltou, recordando a profecia de Besançon. Pouco depois, o Ministro do Interior lhe pedia também monjas para as possessões da França no ultramar. Suas perspectivas missionárias a levam a aceitar tudo.

     A 10 de janeiro de 1817, partiram de Rochefort, a bordo do “Eléphant”, barco da marinha mercante, quatro novas professas. A viagem do grande veleiro durou cinco meses e 18 dias, fazendo escala no Rio de Janeiro. Foi a primeira aventura missionária.

     No início de 1819, um contingente de sete religiosas embarcou para o Senegal. Porém, neste local o hospital que deveriam cuidar se encontrava em um estado lamentável, a cidade não tinha igreja, a catequização apenas havia começado. As monjas desanimam.

     A própria Madre Ana Maria partiu para o Senegal em 1822. Persuadida de que os negros se sentem inclinados à religião por natureza, afirmava: “Somente a religião pode proporcionar a este povo princípios, conhecimentos sólidos e sem perigo, porque suas leis e dogmas não só reformam os vícios grosseiros e externos, como também são capazes de mudar o coração. Dê solenidade à religião, para que a pompa do culto os atraia e que o respeito os retenha, e em seguida, a face deste país terá mudado”.

     Por outro lado, ela percebia que a África tem vocação agrícola. Em fins de 1823, ela estabeleceu uma granja-escola em Dagana, o que lhe permitiu manter relações com a população. Logo a chamam de Gâmbia e depois de Serra Leoa, onde se encarregou dos hospitais.

     Entretanto, cartas chegam da França suplicando-lhe para voltar. Em fevereiro de 1824, retornou à França após ter assentado as bases de uma obra perseverante para a civilização e a cristianização da África.

     Na França, a revolução de julho de 1830 gerou profundas transformações políticas pouco favoráveis à religião católica, diminuindo o apoio econômico do governo às obras de Madre Ana Maria. Contudo, ela prosseguia seu trabalho de forma que seus centros resistissem às dificuldades. Em 1833, fundou um leprosário próximo de Mana.

     Em fins de abril de 1835, Mons. d’Héricourt impõe a Madre Ana Maria novos estatutos que modificam os antigos e, segundo os quais, ele se convertia no superior geral das Irmãs. Mas, a Madre escreveu ao bispo comunicando-lhe que manteria os estatutos de 1827.

     Por esta época, a questão da escravidão era debatida e, em 18 de setembro de 1835, uma ordem ministerial confiou oficialmente a Madre essa missão. O próprio rei Luis Felipe a recebeu várias vezes, colocando com ela o plano relativo à emancipação dos negros.

     À sua chegada na Guiana em fevereiro de 1836, a Madre Ana Maria se encarregou de uns quinhentos escravos negros arrebatados dos negreiros. Sua pedagogia não consistia em recorrer à força, mas a educar com doçura, paciência e persuasão. Ela mesma escrevia: “Me instalei como uma mãe em meio sua numerosa família”.

     Apesar de todas as dificuldades, dois anos depois um certo espírito de ordem e de sobriedade reinava em Mana. Em 21 de maio de 1838, a Madre presidiu a emancipação de cento e cinco escravos.

     Contudo, a oposição do Bispo de Autun a perseguia até a Guiana. Em 16 de abril de 1842, a fundadora escrevia que o Bispo de Autun “proibiu que o prefeito apostólico me administrasse os sacramentos, a menos que o reconheça como superior geral da congregação. Eu o perdôo de todo coração pelo amor de Deus”.

     O sofrimento intenso que gerava esta situação durou dois anos. Isto se agravou com a circulação de libelos infamatórios contra a madre. Nos momentos em que suas Irmãs se aproximavam da Santa Eucaristia e ela era privada de fazê-lo, as lágrimas que derramava eram abundantes.

     Em 28 de agosto de 1845, tendo voltado para a França, a Madre Ana Maria vai a Cluny onde com grande serenidade falou à suas filhas, deixando-as livres para escolher entre ela e o bispo. Das oitenta jovens, somente sete recusaram segui-la.

     O Bispo de Autun finalmente reconheceu estar errado em sua posição, e em 15 de janeiro de 1846 chegou a um acordo com a madre.

     No início de 1851 a saúde da Madre Ana Maria decai e no mês de maio deve permanecer de cama. No dia 8 de julho tomou conhecimento da deposição do Bispo de Autun. Uns dias depois ela afirmava: “Devemos considerá-lo como um dos nossos benfeitores. Deus se serviu dele para enviar-nos a tribulação num momento em que ao nosso redor só ouvíamos elogios. Era preciso, porque com o êxito que a nossa congregação estava alcançando nós nos teríamos acreditado importantes se não tivéssemos sofrido essas penalidades e contradições”.

     Pouco depois de pronunciar estas palavras, entregou a alma a Deus. Era o dia 15 de julho de 1851. Ela se encontrava na atual Casa-Mãe, em Paris. Falecia aos 71 anos de idade e 44 de generalato, 14 dos quais passados em terras longínquas. A sua peregrinação alcançou 45 mil quilômetros navegados em frágeis barcos que singravam os mares no  início do século XIX.

     Naquele momento sua congregação contava com umas 1.200 religiosas, dedicadas a fazer em tudo a vontade de Deus por meio do ensino, das obras hospitalares e missionárias.

     “Estar onde há bem a fazer”, era outra de suas máximas. Por sua luta pela liberdade dos escravos da Guiana ficou conhecida como ‘Mãe dos Negros’.

     Peçamos a Beata Ana Maria Javouhey, beatificada por Pio XII em 15 de outubro de 1950, que nos alcance a libertação da pior das escravidões, a do pecado. Que ela nos participe seu espírito de dedicação, de caridade e de simplicidade para que alcancemos a verdadeira liberdade dos filhos de Deus.


 SÃO BOAVENTURA


 Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância, por intercessão de São Francisco.
Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura, dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro.
Boaventura buscou a ordem franciscana porque com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram à elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades européias.
Esta nova situação vivenciada pela ordem, fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares. Opôs-se à todos que atacavam as ordens mendicantes, especialmente a dos franciscanos. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico.
Em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito Superior Geral da ordem pelo papa Alexandre IV. Neste cargo permaneceu por dezoito anos. Sua direção foi tão exemplar que acabou sendo chamado de segundo fundador e pai dos franciscanos. Ele conseguiu manter o equilíbrio a nova geração dos frades, com os de visão mais antiga, renovando as regras, sem alterar o espírito cunhado pelo fundador. Para isto, usou dosou tudo com a palavra, para uns, a tranqüilizadora e par outros, a motivadora.
Alicerçado nas teses de Santo Agostinho e na filosofia de Platão, escreveu onze volumes teológicos, procurando dar o fundamento racional às verdades regidas pela fé. Além disto ele teve outros cargos e incumbências de grande dignidade. Boaventura foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório X que, para tê-lo por perto em Roma, o fez também Bispo-cardeal de Albano Laziale. Como tarefa foi encarregado de organizar o Concilio de Lion, em 1273.
Neste evento, aberto em maio de 1974, seu papel foi fundamental para a reconciliação entre o clero secular e as ordens mendicantes. Mas, em seguida, Frei Boaventura morreu, em 15 de julho de 1274, ali mesmo em Lyon, na França, assistido pessoalmente pelo Papa que o queria muito bem.
Foi canonizado em 1482 e recebeu o honroso título de Doutor da Igreja. A sua festa litúrgica ocorre no dia se sua passagem para a vida eterna.


São Vladimir de Kiev


No final do século IX, o povo russo começava a viver sob a influência do Cristianismo, depois da conversão da futura santa Olga de Kiev.

São Vladimir
Príncipe de Kiev
963-1015

Neto de Santa Olga, Vladimir era o filho mais novo de Sviatoslav de Kiev, com sua empregada Malusha. Malusha, era uma profetisa que viveu até os 100 anos de idade e fora trazida de sua caverna ao palácio para prever o futuro.
O irmão de Malusha, Dobrynya, era tutor de Vladimir e seu conselheiro mais fiel. Uma tradição hagiográfica, liga sua infância ao nome de sua avó, Olga Prekrasa, que era cristã e governava a capital durante as freqüentes campanhas militares de Esviatoslav, seu filho.

Com a morte do pai, o príncipe Vladimir, hábil e audacioso, começou a governar as terras que herdara. Guerreou contra o irmão que estava em Kiev e o venceu. Subiu ao trono de Kiev em 980. No início, idólatra e animado por um zeloso ardor pelos deuses vikings, chegou a dedicar um templo ao deus do trovão e do relâmpago, Perun, onde sacrifícios humanos eram realizados.

O príncipe levava uma vida devassa. Ao retornar de uma campanha vitoriosa contra os Jatvagues (983), ele decidiu dar graças aos deuses, por meio de um sacrifício. As vítimas escolhidas foram um mercador varegue, chamado Teodoro, e seu filho João, cristãos, parentes de sua avó Olga. As circunstâncias dessas mortes e a firmeza no testemunho da fé de ambos impressionaram Vladimir.

A maneira como eles se entregaram à morte, surpreendeu o príncipe Vladimir, tocando-lhe, fortemente, a consciência. Após haver consultado seus conselheiros, ele enviou embaixadores a diversos países, para obter informações de como os povos viviam a religião. Quando os emissários, enviados à capital bizantina assistiram às diversas cerimônias que eram realizadas na Igreja de Santa Sofia, ficaram impressionados: "Nós não conseguíamos entender se estávamos no Céu ou na Terra. Pois, não existe, aqui na Terra, um espetáculo como aquele, nem tamanha beleza. Nós não somos capazes de definir tal magnificência. Sabemos, apenas, que é lá que Deus vive com os homens e que sua cultura ultrapassa a de todos os outros países. Jamais esqueceremos o que vimos em beleza e compreendemos que, doravante, será impossível, para nós, viver na Rússia de forma diferente!"

Convencido de que a glória manifestada através das celebrações e das liturgias era o resplendor da Verdade, o príncipe Vladimir decidiu tornar-se cristão. Aceitou a Fé Cristã e mudou completamente sua atitude. A mudança ocorreu de forma rápida, mas gradual. Primeiro, ordenou aos sábios da corte que viajassem a diversos países para verificarem qual era a religião verdadeira. Em seguida, chamou religiosos dos diversos países muçulmanos, judeus, budistas e cristãos. O próprio Vladimir questionou todos eles, ouvindo, atento, suas pregações. O que mais o impressionou foi o grego que pregou o evangelho de Cristo. Os sábios voltaram tocados pela graça, com toda a manifestação de fé em Cristo que viram em Constantinopla, no templo de Sofia. Então eles disseram a Vladimir: "Se a religião de Cristo não fosse a verdadeira, então sua avó Olga, que era sábia, não a teria aceitado".

Vladimir começou a estudar o Evangelho e foi batizado em 989. Logo em seguida, recebeu o sacramento do matrimonio com a princesa Ana, filha de Basílio de Constantinopla. Desde então, chegavam cada vez mais sacerdotes missionários que percorriam seus domínios catequizando o povo e ministrando o batismo. O Cristianismo consolidou-se ainda mais quando Vladimir casou-se com a piedosa neta do imperador da Germânia, após o falecimento da princesa Ana.

Modificando completamente seu caráter, e adotando a doçura e singeleza das atitudes evangélicas, Vladimir suprimiu a pena de morte e passou a levar uma vida agradável a Deus, que fez com que seu povo passasse a defini-lo como o "Sol resplandecente". Ele substituiu os templos pagãos por Igrejas e mandou erigir um esplêndido santuário dedicado à Dormição da Mãe de Deus, exatamente no local onde foram martirizados São Teodoro e o filho, João.

Vladimir morreu em Berestovo, perto de Kiev, em 1015. Seu corpo foi desmembrado em várias partes que foram distribuídas entre numerosas fundações sagradas onde são veneradas como relíquias. Uma das maiores catedrais de Kievan é dedicada a ele.
As igrejas romanas católicas e ortodoxas orientais comemoram no dia 15 de julho a festa de São Vladimir.




Angelina de Montegiove dos Condes Marsciano nasceu em 1357, perto de Orvieto, na Itália. É considerada a fundadora da Terceira Ordem Franciscana Regular. De Fato, ela foi a primeira a obter do Papa Bonifácio IX, em 1403, a autorização para viver em comunidade professando a Regra do Papa Nicolau IV. A humildade da Encarnação e a caridade da Paixão do Filho de Deus Constituíram para Angelina e suas companheiras um tema de contínua meditação, assim como o haviam sido para São Francisco. Angelina morreu no dia 14 de julho de 1437 em Folinho, onde eram sepultadas as Terciárias Franciscanas.O culto que lhe é prestado desde tempos imemoráveis foi aprovado pelo Papa Leão XII em 1825. Numerosos mosteiros italianos e estrangeiros reconhecem-na como Mãe ao longo dos séculos, especialmente o de Folinho que, após três séculos de vida claustral segundo as orientações do Concílio de Trento, no século XX deu origem à congregação das Terciárias Franciscanas da Beata Angelina.
ORAÇÃO - Ó Deus, que chamastes a Bem-aventurada Angelina a procurar com todas as forças o reino do céu no caminho da perfeita caridade, concedei também a nós, que confiamos em sua intercessão, a graça~de progredir com alegria cristã no caminho do vosso amor. Por nosso senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


SANTA VALENTINA 



Origens
Não se sabe muito sobre a vida de Santa Valentina. Sabe-se que ela demonstrou grande compaixão e heroísmo a ponto de entregar sua vida para sofrer e morrer junto a outra mulher cristã chamada Thea. As duas foram martirizadas na Palestina, no tempo do imperador Maximino, entre 308 e 313. Seu ato de heroísmo e amor é narrado por um grande Padre da Igreja chamado Eusébio de Cesaréia, no Capítulo 8 de seu livro sobre os Mártires da Palestina.
Martírio em massa
Eusébio de Cesaréia narra o martírio de grande número de cristãos provenientes do Egito, que foram deportados para a Palestina. Contaram noventa e sete homens além de suas esposas e filhos. Na terra de Israel foram torturados com muita crueldade a mando do governador, chamado Firmiliano. Todos tiveram seu olho direito arrancado e os tendões do pé esquerdo cortados. Depois disso, foram obrigados a trabalhos forçados como escravos.
Cristãos solidários no sofrimento
O mesmo tormento aconteceu a uns cristãos de Gaza, que foram presos enquanto celebravam a Eucaristia. E aconteceu que, quando alguns cristãos de Cesareia presenciaram esse triste espetáculo, decidiram se unir aos cristãos presos para sofrerem também com eles. Eusébio destaca alguns que sofreram ainda mais que os outros. Entre eles, duas mulheres.
Heroínas cristãs
O testemunho de Eusébio é impressionante: “Uma cristã chamada Thea, mulher segundo o corpo, porém, viril por sua valentia e coragem, enfrentou o tirano cara a cara. Por isso, foi flagelada e submetida a tormentos terríveis. Depois, seria obrigada a prostituir-se.” Enquanto Thea era torturada, outra mulher não suportou assistir a esse espetáculo cruel. Chamava-se Valentina. Ela foi até o governador e gritou: “Por quê tratas com tanta crueldade esta minha irmã? Queres torturar a mim como esta jovem?” Então, levaram-na até o altar e forçaram-na a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos. Valentina, porém, derrubou o braseiro com um chute. Por isso, os soldados a jogaram sobre as brasas para ser queimada.
Torturas
Valentina resistia bravamente como se nada lhe tivesse acontecido. Por isso, os cristãos uniram seu ato de valentia a seu nome, que significa “A Valente”. Então, passaram a tortura-la junto com Thea. Em seguida, elas foram queimadas vivas.




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