quinta-feira, 13 de julho de 2017

Santos de cada dia 13 de Julho

 Santos de 13 de Julho


 Santa Teresa de Jesus dos Andes
Joana Fernandez Solar nasceu no dia 13 de julho de 1900, no berço de uma família profundamente cristã, na cidade de Santiago do Chile, capital deste país. Seus pais se chamavam Miguel e Lúcia. A partir dos seis anos de idade assistia com a mãe, quase diariamente, à Santa Missa e ansiava poder receber a Primeira Comunhão, o que aconteceu em setembro de 1910. Desde então, procurava comungar diariamente e passar longos momentos mantendo um diálogo íntimo com Jesus.Teve a infância marcada por uma intensa vida mariana, que foi um dos sólidos alicerces da sua vida cristã. Joana estudou durante onze anos no Colégio do Sagrado Coração, até 1918. Foi muito dedicada à família e se julgava incapaz de viver separada dos seus. No entanto, assumiu com resignação o distanciamento nos últimos três anos dos estudos em regime de internato. Sua vocação religiosa se confirmou aos catorze anos. Nessa época, ela se correspondia com a Superiora das Carmelitas dos Andes, e lia muito sobre a trajetória da vida dos Santos. Assim, Joana foi se preparando de tal modo que, desde os dezessete anos, já externava o ideal de ser carmelita, e com ardor defendia a sua vivência contemplativa, que todos julgavam “inútil”. A separação definitiva da família e do mundo se deu em maio de 1919, aos dezenove anos de idade. Entrou para as Carmelitas dos Andes e tomou o nome de Teresa de Jesus. Ali viveu apenas onze meses, pois contraiu a febre tifóide e logo morreu, no dia 12 de abril de 1920, na sua cidade natal. Teresa de Jesus, tinha tamanha liberdade para se expressar com o Senhor, que costumava dizer: “Cristo, esse louco de amor, me fez louca também”. A sua aspiração e constante empenho se centraram em se assemelhar a Ele, em se comungar com Cristo. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II quando este visitou o Chile em 1987. Depois, foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice em 1993, em Roma. Nesta ocasião ele a chamou de Santa Teresa de Jesus “dos Andes” e declarou que era a primeira chilena e a primeira carmelita latino-americana a ser elevada à honra dos altares da Igreja, para ser festejada no dia 13 de julho. O Santuário de Santa Teresa dos Andes, como ficou popularmente conhecida, se tornou um centro espiritual no Chile, visitado por milhares de peregrinos anualmente. Sua fama de intercessora pelas graças e milagres concedidos correu logo, principalmente entre os jovens católicos. Santa Teresa dos Andes continua assim cumprindo a missão reconhecida como sua: despertar fome e sede de Deus nos jovens deste nosso mundo moderno tão materializado.


Santo Henrique e Santa Cunegundes

Muitos dizem que a Idade Média foi a “idade das trevas” na história da humanidade. Não tem como discordar disso se não abrirmos nossos olhos e passarmos a olhar para o almo, pois é lá que estavam as luzes deste período. Ou seja, lá estavam os inúmeros santos e santas.


Santo Henrique e Santa Cunegundes fazem parte deste “lustre”, esta fonte de luz do período. Afirmamos isso pois eles conseguiram viver uma perfeita harmonia de afetos, assim como de projetos e também de ideais de santidade.

Santo Henrique era filho de duque. O santo do dia nasceu em um castelo na Alemanha no ano de 973 d.C. Ele fazia parte de uma família santa e sua educação foi feita por cônegos e, mais tarde, pelo bispo de Ratisbona. Foi assim que ele adquiriu uma especial formação cristã.

Segundo relatos, espiritualmente Santo Henrique se preparou intensamente para poder assumir o trono da Alemanha, mas de forma inconsciente, pois ainda era jovem quando sonhou com estas breves palavras: “Entre seis”. Assim, ele interpretou que teria seis dias antes de morrer. Ao ver que isso não aconteceu, ele se preparou para seis meses e depois para seis anos, até que, por Providência, assumir o reinado.

No caso de Henrique vemos a verdade ao se dizer que por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher. O santo do dia de hoje se casou com a princesa de Luxemburgo, Cunegundes. Ela era uma mulher de muitas virtudes, além de muitos dons, a ponto de por 27 anos ajudar seu esposo na organização do império e também na implantação do Reino de Deus.

Quando Henrique II faleceu e teve seu reconhecimento de santidade, Cunegundes foi viver em um mosteiro. Lá ela cortou o cabelo e passou a vestir hábito pobre e a obedecer suas superioras. Foi assim até que aos 61 anos de idade ela foi ao encontro de Henrique no céu.

O casal morreu sob a coroa de Sacro Romano no império terrestre e também sob a coroa da Glória do império celeste.



 Oração para o santo do dia


Hoje fazemos duas orações de santo do dia, uma para Santo Henrique e outra para Santa Cunegundes:

Oração a Santo Henrique

Senhor Deus, que cumulastes de graça o imperador Santo Henrique, elevando-o de modo admirável das preocupações do governo terrestre às coisas do céu, concedei por suas preces, que Vos procuremos de todo o coração entre as vicissitudes deste mundo.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

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Oração para Santa Cunegundes

Ó querida Santa Cunegundes, fiel seguidora do ideal clariano em pobreza e castidade, sê para nós um modelo de vida pobre e casta. Que possamos viver uma fidelidade a toda prova, um amor profundo a Jesus. Intercede por nós, para que saibamos abraçar com radicalidade a nossa vocação, reconhecendo que a graça nos conduz à plenitude da experiência dos mistérios de Jesus Cristo. Que o teu amor a Jesus nos ajude a viver plenamente a nossa consagração. Amém!


 Santo Eugênio de Cartago, bispo e mártir
          
           Sob o jugo dos vândalos que ocupavam o Norte de África, muitas sés episcopais, por causa das terríveis perseguições, ficaram anos e anos sem pastor. Tal sucedeu também a Cartago, após a morte de São Deogracias, ocorrida em 457.
            Ora, cerca do ano 476, ao terrível Genserico sucedeu seu filho Hunerico, homem de uma crueldade perversa que, para evitar concorrentes ao trono, mandou assassinar todos os irmãos.
            Para afetar alguma bondade, concedeu uma certa liberdade religiosa, permitindo que, em Cartago, se elegesse o bispo.
            Havia entre os católicos, um homem muito sábio, afável, caritativo, esmoler e dedicado aos pobres de nome Eugênio. Reunido o povo, foi logo escolhido para ocupar a cátedra cartaginesa.
            Não agradou a eleição a muitos cristãos que seguiam as doutrinas heterodoxas de Ario, pois o novo bispo era extraordinariamente sábio nas doutrinas da fé, e, por isso, procuravam qualquer ensejo de o acusar ao rei.
             A primeira denúncia foi que este prelado pregava da cátedra episcopal a doutrina adversa às suas convicções, afirmando que Jesus era realmente Deus e que admitia na igreja homens e mulheres vestidos, conforme o uso dos vândalos.
            Chamado à presença do rei, o bispo defendeu-se, dizendo que estando as portas do templo abertas a quem quer que fosse, todos poderiam entrar livremente e, além disso, vestir segundo os usos dos vândalos não poderia ser crime uma vez que eles assim trajavam.
            Não aceitando tal argumentação, Hunerico mandou soldados guardar as portas da igreja episcopal, a fim de maltratarem quantos a frequentavam com o traje igual ao dos seus vassalos diretos.
           Muitos católicos abandonaram a cidade, enquanto outros sucumbiram perante tantos maus tratos. Para além desta violência, mandou que os bispos católicos se reunissem em Cartago, a fim de resolverem com os arianos as suas controvérsias.. Pela sua enorme sabedoria, foi escolhido o bispo Eugênio, para que explicasse ao rei o sentido do termo ‘consubstancial ao Pai’ que tanto lhe desagradava, exigindo, ao mesmo tempo, que fossem convidados os bispos de toda a província e se desse conhecimento à Sé de Roma.
            A resposta do soberano foi desterrar alguns prelados, matar outros e provocar uma grande confusão.
           Como Santo Eugênio tivesse dado, por aqueles dias, a vista a um cego bem conhecido na cidade, as pessoas levadas pelo prodígio miraculoso, começaram a exigir que se prestasse atenção à controvérsia e se realizasse a reunião pedida pelo príncipe.
           Assim se fez, mas os arianos, tendo escolhido o seu bispo Cirilo para chefiar o seu partido, rodearam-se de gente armada para a discussão do tema, enquanto Hunerico expedia circulares para tratarem menos bem os católicos, quando voltassem do concílio, se não mudassem de opinião.
           Santo Eugênio conseguiu, com a sua maravilhosa sabedoria e habitual calma e serenidade, apoiado nos sínodos anteriores, formular a verdadeira doutrina à qual os arianos não puderam responder.
           Entretanto as respostas ao Santo foram vexames, insultos e afrontas, pois ninguém ousava matá-lo, devido ao prestígio alcançado pela cura do cego.
          Cirilo, a fim de mostrar também um milagre semelhante, combinou com um seu correligionário para fingir de invisual e, no momento próprio, garantir estar já a ver. Mas, afinal, ficou mesmo cego. Houve de contar à multidão todo o logro preparado e, tendo pedido a misericórdia do bispo católico, recuperou a vista pela sua intercessão.
          Como não se podia vencer a sabedoria de Eugênio, este foi desterrado para Tripoli e aí permaneceu até que a morte levou Hunerico. Regressado à sua cátedra, recomeçou a doutrinação do seu povo, pediu ao Papa Félix instruções precisas para os que haviam sucumbido à perfídia da heresia e a todos concedeu o dom do perdão.
          Surgidas outras perseguições e achando que a sua presença naquela região só levaria a maiores males, retirou-se para Albi, na Gália, onde viveu alguns anos em recolhimento aproveitados para fundar um mosteiro onde agasalhou muitos dos fiéis que o seguiram. Aí morreu, tendo sido sepultado junto ao túmulo de Santo Amarand.
 


Oração

Deus, nosso Pai, vós sois a "profundeza inatingível e última de nossa vida, a fonte de nosso ser, a meta de todos os nossos esforços". Vós sois comunidade e comunhão de amor e de vida. Santo Eugênio confessou a vossa Trindade Santíssima, que a nós se manifesta cheia de bondade e de misericórdia, rica em graça e fidelidade. Que também nós, criados à vossa imagem e semelhança, cheguemos à perfeita comunhão convosco e com nossos irmãos. Vós sois um Deus de amor. Possamos vos conhecer e amar cada vez mais e, mediante este amor e este conhecimento, transformar a nossa mente e o nosso coração. Bendito sejais, Senhor Deus de nossos pais. Bendito seja o vosso nome de glória e santidade. Sejais bendito no templo de vossa glória. Sejais bendito sobre o trono do vosso reino! 
 
 Santa Mildred 
Mildred foi uma abadessa do mosteiro Minster-in-Thanet em Kent (sudeste da Inglaterra), um dos conventos mais ricos da Inglaterra anglo-saxã. (Minster, que deriva de monasterium em latim, foi o termo Inglês Antigo para praticamente qualquer instituição eclesiástica, e não distingue claramente entre conventos e mosteiros, ou conventos e igrejas.) Há inúmeros textos sobre a Vitae de Santa Mildred, com análises detalhadas de David Rollason em A Legenda de Mildred: um estudo da hagiografia medieval na Inglaterra (Leicester: Universidade de Leicester Imprensa 1982) e de Stephanie Hollis, A História da Fundação de Minster-in-Thanet, Inglaterra anglo-saxã, 27 (1998). A sequência de textos sobre Mildred é particularmente importante porque a versão mais antiga, agora perdida, parece ter sido composta no início do século VIII. Além disso, Hollis argumentou que o texto original apresenta as tradições das mulheres que viviam em Minster-in-Thanet, em vez das tradições monásticas masculinas que normalmente aparecem em outros textos. O início da Igreja anglo-saxã parece ter se caracterizado por dar mais destaque às mulheres do que mais tarde e os textos sobre Mildred fornecem uma visão útil de como isto se dava. O primeiro e o principal texto, uma versão relativamente simples e completa, é uma abreviação no Inglês Antigo da legenda original de Mildred que foi perdida (ou talvez uma versão independente com base nas mesmas tradições), conhecida como Tha Halgan ("Os Santos"), ou a Legenda Real de Kent, que talvez tenha sido composta em Kent (o se pode deduzir por no texto aparecer a palavra sulung distintamente da região de Kent), entre 725 e 974. * Mildrith, também conhecida como Mildthryth, Mildryth ou Mildred era a filha do rei Merewalh de Magonsaete, um sub-reino de Mércia, e de Santa Eormenburga, filha do rei Etelberto de Kent e, como tal, personagem das Legendas Reais de Kent. Suas irmãs, Milburga e Mildgytha também foram canonizadas. Goscelin, se baseando numa história agora considerada perdida dos governantes do reino de Kent, escreveu uma hagiografia sobre Mildred. A família materna de Mildred possui laços íntimos com os monarcas Merovíngios de Gaul, e acredita-se que Mildred tenha sido educada na prestigiosa Abadia de Chelles. Ela entrou na abadia de Minster-in-Thanet, a qual sua mãe havia estabelecido, e da qual se tornou abadessa em 694. Acredita-se que seus laços com Gaul foram mantidos, já que existe uma série de dedicações a Mildred em Pas-de-Calais, incluindo em Millam. Mildred morreu provavelmente em 716 (ou 733), em Minster-in-Thanet e foi enterrada lá. Seus restos mortais foram transferidos para a Abadia de Santo Agostinho, na Cantuária, em 1030; a data é comemorada em 18 de maio. Mildred parece ter sido substituída na função de abadessa por Edburga de Minster-in-Thanet, correspondente de São Bonifácio. Santa Mildred é celebrada no dia 13 de julho. Etimologia: Mildred, do alemão antigo Miltr(a)aud: (milti) “graciosa, risonha” e (trud) “amável, afetuosa, familiar”. * A Abadia de Minster-in-Thanet é o coração de Thanet. Em 597, o Papa S. Gregório Magno enviou para ali Santo Agostinho da Cantuária, que iniciou sua missão de evangelização do povo anglo-saxão. Alguns anos depois de sua chegada à Thanet, a Cristandade já havia se espalhado por toda a região da Inglaterra e a vida monástica começou a florescer. Minster-in-Thanet foi uma das primeiras fundações monásticas. O mosteiro foi construído no ano de 670 d.C. pela mãe de Santa Mildred, que foi a segunda abadessa do mosteiro. Santa Mildred era uma das mais amadas Santas anglo-saxãs e é a padroeira de Thanet. Durante o período em que foi abadessa, a igreja do mosteiro era dedicada aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. O mosteiro foi atacado inúmeras vezes e provavelmente destruído durante as invasões viking nos séculos 9 e 10. Escavações dos anos 1930 descobriram as fundações de seus edifícios. A história da fundação da Abadia de Minster-in-Thanet está bem documentada nas antigas crônicas e atestada por vários capítulos da Legenda dos Reis de Kent. Em 1027 a propriedade foi dada à Abadia de Santo Agostinho e o mosteiro foi reconstruído. A Ala Saxã, a mais antiga das partes da abadia, com uma pequena capela, ainda está em uso pela comunidade atual. Os monges logo assumiram a vida de oração e reedificaram a igreja do mosteiro bem como a igreja paroquial, que se tornou conhecida como a catedral. Por muitos anos os monges serviram de sacerdotes na paróquia de Thanet. Com os habitantes da região, os monges tornaram as terras agriculturáveis e construíram instalações para acomodar hóspedes e peregrinos que visitavam as relíquias de Santo Agostinho da Cantuária. A Abadia foi o lar dos monges por 500 anos. Na época de Henrique VIII, os monges foram obrigados a abandoná-la e a propriedade passou para mãos particulares. Em 1937, a comunidade beneditina católica de Santa Valburga, da Bavária, reestabeleceu a vida monástica da Abadia. Mais uma vez, ela se tornou local de oração e dedicação a Deus. Como nos dias de Santa Mildred, hospitalidade é um importante aspecto da vida monástica e uma forma de partilhar as ricas heranças beneditinas. As irmãs têm uma Casa de Hóspedes que fica no local do antigo mosteiro. A Abadia atrai centenas de visitantes todo ano. Embora seja um monumento antigo, é também o local de uma comunidade viva. Alguns vão à Abadia por motivos históricos, outros por perspectivas arqueológicas. Mas vários vão para encontrar a paz e para rezar na capela, desfrutando da sacralidade de um local aonde a adoração a Deus vêm sendo cantada por muitos séculos. 
 

Padroeira das Catequistas

Santa Clélia Barbieri

 

Fundadora da congregação das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora das Dores

Origens

Clélia Barbieri nasceu em 13 de fevereiro de 1847, em São João de Persiceto, Itália. Seus pais, Jacinta e José eram muito católicos. Como demonstração de fé, batizaram Clélia no mesmo dia em que ela nasceu. Assim ela viveu sua infância num lar cristão, habituado à oração, à santa missa, à reza do terço e à vida paroquial.

Crisma

Clélia Barbieri recebeu o sacramento do crisma com apenas nove anos de idade. Desde então, ganhou novo impulso na fé. O Espírito Santo a levou a fazer da vida familiar paroquial uma escola de santidade e vida. Nesses dois lugares se vive e se relaciona com pessoas, exerce-se o amor, a caridade fraterna, o perdão e a edificação mútua. E Clélia cresceu em todas essas virtudes.

Primeira comunhão

Somente dois anos depois da crisma, aos 11 anos, ela recebeu a primeira comunhão. A Santa Eucaristia deu a ela um novo ânimo na fé e uma sabedoria admirável para uma menina que pouco estudou. Em 1862, aos quinze anos, ela ingressou no movimento das "operárias da doutrina cristã". Neste movimento, ela se destacou por sua grande sensibilidade à situação da Igreja, que, naquela época, passava por duras provações.


Semente do Reino dos Céus

Para perseverar na fé e no amor, Clélia se apegava nos ensinamentos de Jesus escritos nos Evangelhos e procurava segui-los à risca, vivendo-os em seu dia a dia. Sem saber, ela se tornava uma pequena semente do Reino dos Céus. E, como disse Jesus, “o Reino dos Céus é como uma semente de mostarda. A princípio, é a menor de todas as sementes. Porém, quando germina e cresce, torna-se a maior entre todas as hortaliças.” (Mateus 13, 31-32)

A semente começa a germinar

Com apenas vinte anos de idade, Santa Clélia Barbieri foi inspirada a elaborar um projeto de vida totalmente consagrada a Deus. Para isso, ela contou com a orientação espiritual de seu pároco, chamado Caetano Guidi. Além disso, participaram da criação as amigas Úrsula, Violeta e Teodora. A inspiração era simples, porém, profunda e evangélica: uma comunidade de catequistas leigas, cujo compromisso principal era conhecer, viver e ensinar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tudo o que é Reino de Deus, cresce

A comunidade começou pequena, como um grão de mostarda. O compromisso das jovens era, antes de tudo, viver o Evangelho em suas próprias casas. Depois, partilhavam suas experiências de vitórias e fracassos na missão. Isso era ocasião de grande crescimento para todas. A união e o amor nascido entre elas, começou a cativar outras jovens e a obra começou a crescer.

Vivendo o Evangelho

A pequenina congregação passou por várias experiências na busca de viver o Evangelho. Nos sofrimentos, viviam a Paixão de Cristo. Na comunhão, na oração, na caridade, viveram as experiências místicas, contemplativas, caritativas, apostólicas, missionárias e até mesmo eremíticas, quando algumas buscavam a solidão para a oração. Tudo isso desabrochava na caridade para com os pobres, doentes e marginalizados. Tanto que, entre eles, Clélia e suas amigas passaram a ser chamadas carinhosamente de “Madres”. A pequena congregação recebeu o nome de Irmãs Mínimas de Nossa Senhora das Dores, após a morte de Santa Clélia.

Morte

Santa Clélia Barbieri faleceu tendo completado apenas vinte e três anos de idade. Ela faleceu no dia 13 de julho de 1870, vítima de tuberculose. No seu leito de morte, entre dores e sofrimentos, apesentava grande alegria pelo fato de saber que iria "comungar para sempre com Cristo Jesus". Após sua morte, suas filhas espirituais transformaram-se em grande luz para igreja local, perseverando na vivência do Evangelho, na caridade para com os pobres e necessitados, sendo “Luz de Cristo” neste mundo.

O legado da “Madre Adolescente”

O testemunho de Santa Clélia Barbieri desperta a admiração, o carinho e o amor entre todos os que ficam conhecendo sua obra. No ano de 1989, ela foi canonizada pelo papa João Paulo II. Um ano depois, o mesmo papa a proclamou "Padroeira das Catequistas". Em 1993, A igreja de Le Budrie, onde está o túmulo de santa Clélia Barbieri, recebeu o importante título de santuário. A existência de Santa Clélia Barbieri foi breve, mas repleta de amor a Deus e de devoção à Virgem Maria. Sua mensagem de “viver o Evangelho no dia a dia”, continua ecoando por todo o mundo, como semente do Reino de Deus.

Oração a Santa Clélia Barbieri

Ó Deus, que nos destes em Santa Clélia um exemplo de vida evangélica e de disponibilidade em servir aos irmãos, concedei que nós também saibamos imitar a Cristo, manso e humilde de coração, para alcançarmos a herança no vosso reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, amém. Santa Clélia Barbieri, rogai por nós.”

Oração composta por Santa Clélia Barbieri

Meu querido Jesus, meu esposo. Eu quero escrever para ter memória. Grandes são as graças que Deus me dá. Sinto uma grande inspiração de mortificar a minha vontade em todas as coisas para agradar sempre ao Senhor. Sinto a vontade de fazê-la. Mas a minha força não é bastante grande. Ó grande Deus, o Senhor você vê que a minha vontade é te amar e procurar sempre estar longe de te ofender. Mas a minha miséria é tão grande que eu sempre te ofendo. Senhor, abra o seu Coração e derrame muitas chamas de amor. E com estas chamas, ascenda-me. Faça que eu queime de amor. Com a ajuda do Senhor, procurarei acalmar-me e te amar, meu Deus. Não se esqueça de mim, pobre pecadora. Sou a sua serva.”

 Beato Carlos Manuel Rodriguez Santiago, leigo consagrado
         O beato Carlos Manuel Rodríguez Santiago, nasceu em 22 de novembro de 1918 em Cagua, Porto Rico e faleceu em 13 de julho de 1963. Ele era um legio e foi beatificado no dia 29 de abril de 2001 e tornou-se o primeiro portorriqueno, no primeiro caribenho a ser beatificado pela Igreja.

          Rodrígeuz era filho de Manuel Baudilio Rodríguez e Hermínia Santigo, ambos de famílias muito católicas. Ele foi batizado na Igreja Doce Nome de Jesus em Caguas no dia 4 de maio de 1919, era o segundo filho de cinco irmãos e irmãs. Duas de suas irmãs se casaram, enquanto que a outra se tornou irmã carmelita. Seu único irmão, Pepe Rodríguez é padre beneditino e o primeiro portorriquenho a tornar-se abade em seu mosteiro.

          Carlos foi educado no Colégio de Nossa Senhora em Cagua. Aos 12 anos de idade salvou seu primo de um ataque de cachorro. Ele ficou muito ferido durante o ataque, recebendo muitos golpes que o deixarm com sérios problemas intestinais.

           Na universidade, Rodríguez tornou-se um ministro leigo. Ele professava uma extrema devoção para com a Liturgia e trabalhou arduamente para reverter a perda dos costumes litúrgicos que tinha se perdido por gerações. Ele expressava uma atenção especial pela Vigília Pascal, dizendo que tinha perdido muito de suas características. Uma de suas favoritas frases era "Nós vivemos para esta noite".

           Estes são os dizeres sobre o seu túmulo localizado na Catedral Doce Nome de Jesus em Caguas.

           O Beato Carlos Manuel Rodríguez faleceu aos 44 anos de idade de um câncer intestinal.

           Em 1981, uma mulher de 42 anos de idade foi diagnosticada com um câncer maligno. Ela e seu marido tinham sido amigos de Carlos durante os anos de colégio e sabiam que ele tinha morrido de câncer, então ela pediu a intercessão de Carlos e recebeu pela sua intercessão o milagre de sua cura.    

           Em 1991, um padre da Espanha, Reverendo Mauro Mesa, foi a Porto Rico para conduzir um seminário. Depois de tomar conhecimento sobre Carlos, ele foi autorizado pelo bispo local a levar a história ao Vaticano. Em Roma, Padre Mesa iniciou o processo requerido que poderia levar à sua canonização. O resultado foi que foi decidido dar início ao seu processo.

            No dia 7 de julho de 1997, o beato papa João Paulo II, decretou as virtudes heróicas e santidade de sua vida. O processo tomou maior firmeza quando em 29 de abril de 2001, Carlos Rodríguez foi beatificado pelo Papa João Paulo II. 


  BEATO FERNANDO MARIA BACCILIERI
(1821-1893)




FERNANDO MARIA BACCILIERI nasceu a 14 de Maio de 1821 em Reno Finalese, na Província de Módena (Itália). Recebeu a Ordenação sacerdotal em Ferrara, a 2 de Março de 1844, e começou o seu ministério pregando missões populares, dedicando-se à direcção espiritual e ao ensino de italiano e latim no Seminário de Finale Emília. Em 1848 inscreveu-se na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade de Bolonha, onde obteve o doutorado em Direito canónico e civil. Em 1851 foi designado para a paróquia de Galeazza, tendo assumido definitivamente o cargo de pároco dessa comunidade em Abril de 1852. Ali permaneceu durante 41 anos.

Dedicou-se de maneira especial à pregação, que se tornava extraordinariamente eficaz, preparada no estudo e na oração. Em 1867, afectado por uma afonia, continuou o ensino catequético com a ajuda de colaboradores, dedicando-se porém com maior intensidade à direcção espiritual e ao ministério da reconciliação, passando muitas horas no confessionário. Convencido da eficácia das missões populares, chamava os redentoristas ou os franciscanos para as dirigir com pregações e a direcção dos paroquianos. Procurou envolver os leigos na vida paroquial, suscitando a colaboração de jovens voluntários para a assistência às famílias pobres, o serviço litúrgico e a instrução das mulheres.

Fundou um instituto religioso, as Servas de Maria de Galeazza, com a finalidade de se ocuparem da educação das meninas pobres do centro que havia fundado perto da igreja paroquial. A Congregação surgiu da Confraria da Virgem das Dores, erigida em 1852; depois, em 1856, este instituto transformou-se em Terceira Ordem, permanecendo as jovens nas próprias casas, mas vivendo os votos de castidade, pobreza e obediência. Constatando a necessidade de ter unido este grupo de jovens consagradas, abriu um convento junto da casa paroquial. O Instituto obteve a aprovação diocesana em 1899 e, em 1939, a pontifícia. O trabalho destas Religiosas estendeu-se pela Itália, Alemanha, Brasil, Coreia do Sul e República Tcheca. Este homem de Deus, apóstolo do confessionário, faleceu a 13 de Julho de 1893.
 



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