🌹Aparição de Nossa Senhora da Serra da Gardunha, Fundão.🌹
Ninguém sabe o ano da Aparição mas conta a tradição que, numa tarde, uma mulher, que diziam ser da freguesia de Alcongosta, com uma filha ainda jovem, foi à serra da Gardunha apanhar chamiços para o lume, ao mesmo tempo que levou umas ovelhas para pastarem. De repente, começou a aparecer um nevoeiro, puxado pelo vento. A jovem acabou desencontrando da mãe. A mãe, não vendo a filha, começou a clamar por ela com gritos de aflição. O nevoeiro cresceu e fez-se um pouco escuro. A mãe gritando pela filha, andou à sua procura, rezando sempre a Nossa Senhora. Não a achando, voltou triste para a aldeia.
Na serra existia umas cabanas onde viviam pastores. Soltavam de manhã o gado pela serra, e o recolhiam pelo fim da tarde. Eles conviviam uns com os outros e, antes que a noite descesse, deitavam-se e dormiam, para de madrugada recomeçarem a sua tarefa. Ora, nessa noite, inesperadamente, um enorme temporal desabou sobre a serra. O vento zunia em uivos de animal feroz. A chuva caía, abundante. Preocupados, os pastores não fizeram sair o gado e passaram o dia juntos. O temporal, em vez de amainar, parecia redobrar de fúria. Precisavam de estar atentos. Comeram e beberam, numa quase afronta aos acontecimentos temporais. De súbito, alguém bateu à porta da cabana. Os pastores silenciam. Quem seria, àquelas horas e naquele temporal?
— Quem bate? Perguntam.
Uma voz quase sumida respondeu:
— Perdi-me na serra! Estou tão encharcada!
A voz era de mulher. E de mulher muito jovem. Um dos pastores abriu a porta. Uma rapariga de catorze a dezasseis anos surgiu à luz da candeia dos pastores.
— Entra, entra! Aqui tens aconchego e o calor da fogueira.
A jovem entrou mas logo o pavor tomou conta dela novamente pois ela só viu homens e não nas melhores condições!
Por causa dela começaram uma discussão. A moça teve a sensação de ter caído num covil de lobos. Do seu coração subiu uma prece:
— Valei-me minha Mãe do Céu!!!
Pareciam lobos disputando uma pobre ovelhinha desgarrada. Aproveitando a confusão, a pastorinha fugiu novamente para a noite escura e tempestuosa.
Correu como pôde, ao acaso. Queria estar longe daqueles lobos! Soluçava aflitamente e rezava a Nossa Senhora pedindo socorro. De repente, avistou uma luz prateada, muito estranha.
Aproximou-se. A tempestade estava acalmando.
A pastorinha parou. Reparou melhor. A luz vinha da entrada de uma gruta. A jovem espreitou. Lá dentro estava outra jovem. Então animada, entrou no interior da gruta. Era mais velha do que ela. A pastora, que estava de joelhos, orando sentiu a recém-chegada, e voltou-se para ver. Sorriu sem surpresa e falou numa voz carinhosa:
— Como estás molhada! Toma este agasalho e chega-te para o pé do lume.
A jovem deixou de chorar. Olhava encantada a que lhe falava com tanto carinho. A outra continuou:
— Deves ter vontade de comer. Tens aqui leite e pão.
A pastorinha aceitou. Comeu, sorrindo, sem saber que dizer. Quando terminou, a outra voltou a falar:
— Chega-te mais para o lume. Precisas de secar a roupa e os cabelos.
A jovem sentia-se agora à vontade. Falou:
— Agradeço-te tudo isto. Mas antes deixa-me agradecer também à Mãe do Céu por eu ter encontrado esta gruta... e ter-te encontrado a ti também.
Ajoelhou e orou em silêncio. A outra imitou-a. Depois, os olhares de ambas voltaram a encontrar-se. A que viera fugida procurou saber como estava o tempo lá fora. A companheira elucidou-a:
— A tempestade continua e continuará até que a manhã dissipe as trevas da noite.
Admirou-se a pastora. Que bem falava a sua companheira, embora estivesse vestida como ela! Perguntou com interesse:
— És destes sítios?
Houve um momento de hesitação antes que surgisse a resposta:
— Gosto muito destes sítios... Venho aqui muitas vezes... principalmente quando existe algo para fazer.
— E hoje... tiveste que vir aqui?
— Sim... e encontrei-te perdida na tempestade e na serra.
— Eu é que te encontrei dentro desta gruta, que a Virgem Mãe do Céu colocou no meu caminho!
— Acreditas que foi ela quem te ajudou?
— Acredito! Rezo-lhe todos os dias, para que não me desampare. Não tenho mais ninguém neste momento. Perdi-me na serra e não sei de minha mãe. E tu? Tens pais?
— Eu tenho uma grande família.
— E vieste aqui sozinha?
— Vim.
— E não tiveste medo?
— Não. Quem traz o Céu consigo não conhece o medo.
— Trazes contigo o Céu?
— Trago.
— E como se consegue isso?
— Estando sempre em graça.
— E eu... estarei em graça?
— Estás, sim!
— Como o sabes?
— Porque Deus te ajudou. O mesmo não acontecerá aos pastores que te afligiram.
— Os pastores? Como sabes dos pastores?
— Porque vi.
— Viste? Estavas próxima de mim?
— Estava.
— E não me falaste porque também tinhas medo deles?... Olha, eu... se não fosse ter fé no auxílio da Mãe do Céu... teria morrido de susto.
Fugiste a tempo? Eu também. E agradeço a Deus ter-te encontrado. Como te chamas?
— Maria.
— Eu chamo-me Margarida.
— Bonito nome! É o nome de uma flor que muito aprecio. Sentes-te melhor?
— Nunca me senti tão bem! Hei-de voltar aqui mais vezes!
— Eu também. Mas agora descansa. Precisas dormir.
— Não vou consiguir! Perdi as minhas ovelhas e minha mãe nesta serra.
— Encontrá-las-ás de manhã.
— Como o sabes?
— Verás!
— Vais dormir, Maria?
— Vou.
— Pois eu vou rezar até que seja dia!
Passaram lentas as horas dessa noite em que o Inferno parecia ter contacto com a Terra. Mas quando surgiram os primeiros alvores anunciando a manhã, a chuva deixou de cair e o vento de uivar. Margarida, sempre de ouvido à escuta, falou para a companheira:
— Maria! Já é manhã e nem chove nem faz vento!
Maria não sorriu. Tinha uma expressão dolorosa no rosto. A pastorinha inquiriu:
— Estás triste agora... porquê?
Maria suspirou e disse:
— A tempestade deixa sempre, por onde passa, um caminho de desespero.
Margarida abriu mais os seus olhos vivos.
— Que dizes?
A outra tocou-lhe num braço.
— Ora espreita!
Ambas saíram da gruta. Olharam na direcção do vale onde estavam as cabanas dos pastores. Um espectáculo horrível oferecia-se a quem o contemplava. Todo o vale estava transformado num lago do qual não surgia réstia de vida!
Margarida levou uma das mãos ao rosto, exclamando:
— Santa Mãe de Deus! O que lhes aconteceu!
Desviou o olhar e pousou-o na companheira. Mas vendo que Maria chorava em silêncio, perguntou-lhe:
— Tens pena deles?
Maria respondeu:
— Tenho! Todos somos filhos de Deus e o Pai fica muito triste quando perde qualquer deles.
Margarida ficou perplexa.
— Olha... repara, Maria!... Estás a ver? As tuas lágrimas, ao caírem na terra, fazem nascer margaridas! Gosto tanto destas florinhas!...
Inclinou-se para as acariciar. Como por encanto, as flores campestres começaram a multiplicar-se, impelidas por uma força oculta. Tinham necessidade de romper a terra para a florir.
Feliz, esquecida já do pesadelo da noite anterior, Margarida exclamou:
— Tantas margaridas! Gosto delas porque são do campo, como eu... e têm o meu nome!
Voltou-se. Maria havia desaparecido. No seu lugar as seis ovelhinhas que estavam à guarda da pastora olhavam-na com mansidão. A jovem correu para a gruta, chamando:
— Maria! Maria! Onde estás?
Um cântico suave chegou aos seus ouvidos. No local onde encontrara a companheira via-se um halo de luz sobrenatural. Margarida sorriu. Dos olhos caíram-lhe lágrimas de ternura. Ajoelhou e murmurou no íntimo do seu coração, mãos cruzadas sobre o peito.
— Ave, Maria, cheia de Graça... O senhor é Contigo! Bendita és Tu entre as mulheres! Bendito é o fruto de Teu ventre, Jesus!...
Ficou assim largo tempo, sem saber mais que dizer. Uma felicidade imensa enchia a sua alma ante a certeza de ter passado essa noite de temporal em companhia da própria Mãe de Deus.
Depois saiu, levando consigo as ovelhinhas. Mas, sempre que podia, voltava à gruta rodeada de margaridas, para ali orar à Virgem Mãe do Céu!
A mãe que aflita havia contado o sucedido aos vizinhos e então toda a aldeia se juntou, para irem à serra procurar filha perdida, mas sem qualquer resultado. Ao fim de três dias a acharam dentro de uma caverna na rocha.
Todos ficaram espantados por terem achado a jovem viva, pois a serra tem bastantes lobos e ladeiras.
Viram também uma linda imagem de Nossa Senhora, que iluminava toda o lugar. A jovem disse que não tinha fome, porque aquela Senhora lhe tinha dado comida e agasalho todo o tempo que lá esteve.
E desde então o povo, procura a gruta, e por aí construiram uma capelinha em honra a Nossa Senhora que guardou a jovem e fez nascer as margaridas.
Ninguém sabe o ano da Aparição mas conta a tradição que, numa tarde, uma mulher, que diziam ser da freguesia de Alcongosta, com uma filha ainda jovem, foi à serra da Gardunha apanhar chamiços para o lume, ao mesmo tempo que levou umas ovelhas para pastarem. De repente, começou a aparecer um nevoeiro, puxado pelo vento. A jovem acabou desencontrando da mãe. A mãe, não vendo a filha, começou a clamar por ela com gritos de aflição. O nevoeiro cresceu e fez-se um pouco escuro. A mãe gritando pela filha, andou à sua procura, rezando sempre a Nossa Senhora. Não a achando, voltou triste para a aldeia.
Na serra existia umas cabanas onde viviam pastores. Soltavam de manhã o gado pela serra, e o recolhiam pelo fim da tarde. Eles conviviam uns com os outros e, antes que a noite descesse, deitavam-se e dormiam, para de madrugada recomeçarem a sua tarefa. Ora, nessa noite, inesperadamente, um enorme temporal desabou sobre a serra. O vento zunia em uivos de animal feroz. A chuva caía, abundante. Preocupados, os pastores não fizeram sair o gado e passaram o dia juntos. O temporal, em vez de amainar, parecia redobrar de fúria. Precisavam de estar atentos. Comeram e beberam, numa quase afronta aos acontecimentos temporais. De súbito, alguém bateu à porta da cabana. Os pastores silenciam. Quem seria, àquelas horas e naquele temporal?
— Quem bate? Perguntam.
Uma voz quase sumida respondeu:
— Perdi-me na serra! Estou tão encharcada!
A voz era de mulher. E de mulher muito jovem. Um dos pastores abriu a porta. Uma rapariga de catorze a dezasseis anos surgiu à luz da candeia dos pastores.
— Entra, entra! Aqui tens aconchego e o calor da fogueira.
A jovem entrou mas logo o pavor tomou conta dela novamente pois ela só viu homens e não nas melhores condições!
Por causa dela começaram uma discussão. A moça teve a sensação de ter caído num covil de lobos. Do seu coração subiu uma prece:
— Valei-me minha Mãe do Céu!!!
Pareciam lobos disputando uma pobre ovelhinha desgarrada. Aproveitando a confusão, a pastorinha fugiu novamente para a noite escura e tempestuosa.
Correu como pôde, ao acaso. Queria estar longe daqueles lobos! Soluçava aflitamente e rezava a Nossa Senhora pedindo socorro. De repente, avistou uma luz prateada, muito estranha.
Aproximou-se. A tempestade estava acalmando.
A pastorinha parou. Reparou melhor. A luz vinha da entrada de uma gruta. A jovem espreitou. Lá dentro estava outra jovem. Então animada, entrou no interior da gruta. Era mais velha do que ela. A pastora, que estava de joelhos, orando sentiu a recém-chegada, e voltou-se para ver. Sorriu sem surpresa e falou numa voz carinhosa:
— Como estás molhada! Toma este agasalho e chega-te para o pé do lume.
A jovem deixou de chorar. Olhava encantada a que lhe falava com tanto carinho. A outra continuou:
— Deves ter vontade de comer. Tens aqui leite e pão.
A pastorinha aceitou. Comeu, sorrindo, sem saber que dizer. Quando terminou, a outra voltou a falar:
— Chega-te mais para o lume. Precisas de secar a roupa e os cabelos.
A jovem sentia-se agora à vontade. Falou:
— Agradeço-te tudo isto. Mas antes deixa-me agradecer também à Mãe do Céu por eu ter encontrado esta gruta... e ter-te encontrado a ti também.
Ajoelhou e orou em silêncio. A outra imitou-a. Depois, os olhares de ambas voltaram a encontrar-se. A que viera fugida procurou saber como estava o tempo lá fora. A companheira elucidou-a:
— A tempestade continua e continuará até que a manhã dissipe as trevas da noite.
Admirou-se a pastora. Que bem falava a sua companheira, embora estivesse vestida como ela! Perguntou com interesse:
— És destes sítios?
Houve um momento de hesitação antes que surgisse a resposta:
— Gosto muito destes sítios... Venho aqui muitas vezes... principalmente quando existe algo para fazer.
— E hoje... tiveste que vir aqui?
— Sim... e encontrei-te perdida na tempestade e na serra.
— Eu é que te encontrei dentro desta gruta, que a Virgem Mãe do Céu colocou no meu caminho!
— Acreditas que foi ela quem te ajudou?
— Acredito! Rezo-lhe todos os dias, para que não me desampare. Não tenho mais ninguém neste momento. Perdi-me na serra e não sei de minha mãe. E tu? Tens pais?
— Eu tenho uma grande família.
— E vieste aqui sozinha?
— Vim.
— E não tiveste medo?
— Não. Quem traz o Céu consigo não conhece o medo.
— Trazes contigo o Céu?
— Trago.
— E como se consegue isso?
— Estando sempre em graça.
— E eu... estarei em graça?
— Estás, sim!
— Como o sabes?
— Porque Deus te ajudou. O mesmo não acontecerá aos pastores que te afligiram.
— Os pastores? Como sabes dos pastores?
— Porque vi.
— Viste? Estavas próxima de mim?
— Estava.
— E não me falaste porque também tinhas medo deles?... Olha, eu... se não fosse ter fé no auxílio da Mãe do Céu... teria morrido de susto.
Fugiste a tempo? Eu também. E agradeço a Deus ter-te encontrado. Como te chamas?
— Maria.
— Eu chamo-me Margarida.
— Bonito nome! É o nome de uma flor que muito aprecio. Sentes-te melhor?
— Nunca me senti tão bem! Hei-de voltar aqui mais vezes!
— Eu também. Mas agora descansa. Precisas dormir.
— Não vou consiguir! Perdi as minhas ovelhas e minha mãe nesta serra.
— Encontrá-las-ás de manhã.
— Como o sabes?
— Verás!
— Vais dormir, Maria?
— Vou.
— Pois eu vou rezar até que seja dia!
Passaram lentas as horas dessa noite em que o Inferno parecia ter contacto com a Terra. Mas quando surgiram os primeiros alvores anunciando a manhã, a chuva deixou de cair e o vento de uivar. Margarida, sempre de ouvido à escuta, falou para a companheira:
— Maria! Já é manhã e nem chove nem faz vento!
Maria não sorriu. Tinha uma expressão dolorosa no rosto. A pastorinha inquiriu:
— Estás triste agora... porquê?
Maria suspirou e disse:
— A tempestade deixa sempre, por onde passa, um caminho de desespero.
Margarida abriu mais os seus olhos vivos.
— Que dizes?
A outra tocou-lhe num braço.
— Ora espreita!
Ambas saíram da gruta. Olharam na direcção do vale onde estavam as cabanas dos pastores. Um espectáculo horrível oferecia-se a quem o contemplava. Todo o vale estava transformado num lago do qual não surgia réstia de vida!
Margarida levou uma das mãos ao rosto, exclamando:
— Santa Mãe de Deus! O que lhes aconteceu!
Desviou o olhar e pousou-o na companheira. Mas vendo que Maria chorava em silêncio, perguntou-lhe:
— Tens pena deles?
Maria respondeu:
— Tenho! Todos somos filhos de Deus e o Pai fica muito triste quando perde qualquer deles.
Margarida ficou perplexa.
— Olha... repara, Maria!... Estás a ver? As tuas lágrimas, ao caírem na terra, fazem nascer margaridas! Gosto tanto destas florinhas!...
Inclinou-se para as acariciar. Como por encanto, as flores campestres começaram a multiplicar-se, impelidas por uma força oculta. Tinham necessidade de romper a terra para a florir.
Feliz, esquecida já do pesadelo da noite anterior, Margarida exclamou:
— Tantas margaridas! Gosto delas porque são do campo, como eu... e têm o meu nome!
Voltou-se. Maria havia desaparecido. No seu lugar as seis ovelhinhas que estavam à guarda da pastora olhavam-na com mansidão. A jovem correu para a gruta, chamando:
— Maria! Maria! Onde estás?
Um cântico suave chegou aos seus ouvidos. No local onde encontrara a companheira via-se um halo de luz sobrenatural. Margarida sorriu. Dos olhos caíram-lhe lágrimas de ternura. Ajoelhou e murmurou no íntimo do seu coração, mãos cruzadas sobre o peito.
— Ave, Maria, cheia de Graça... O senhor é Contigo! Bendita és Tu entre as mulheres! Bendito é o fruto de Teu ventre, Jesus!...
Ficou assim largo tempo, sem saber mais que dizer. Uma felicidade imensa enchia a sua alma ante a certeza de ter passado essa noite de temporal em companhia da própria Mãe de Deus.
Depois saiu, levando consigo as ovelhinhas. Mas, sempre que podia, voltava à gruta rodeada de margaridas, para ali orar à Virgem Mãe do Céu!
A mãe que aflita havia contado o sucedido aos vizinhos e então toda a aldeia se juntou, para irem à serra procurar filha perdida, mas sem qualquer resultado. Ao fim de três dias a acharam dentro de uma caverna na rocha.
Todos ficaram espantados por terem achado a jovem viva, pois a serra tem bastantes lobos e ladeiras.
Viram também uma linda imagem de Nossa Senhora, que iluminava toda o lugar. A jovem disse que não tinha fome, porque aquela Senhora lhe tinha dado comida e agasalho todo o tempo que lá esteve.
E desde então o povo, procura a gruta, e por aí construiram uma capelinha em honra a Nossa Senhora que guardou a jovem e fez nascer as margaridas.
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