quinta-feira, 10 de agosto de 2017

SANTOS DE CADA DIA 11 DE AGOSTO - SANTA SUSANA

SANTA SUSANA


Santa Susana de Roma

De acordo com os Acta sobre a sua vida, Susana e sua família eram parentes do futuro imperador Diocleciano. Ela, o pai, Gabino e seu tio, Caio, eram cristãos e os homens eram sacerdotes e a casa onde moravam era utilizada como uma igreja clandestina. Já os outros dois tios de Suzana, Máximo e Cláudio, eram pagãos. Em 283, Caio foi eleito bispo de Roma e passou a ser conhecido como papa Caio[1][3].
Quando ascendeu ao trono em 284, Diocleciano estabeleceu a tetrarquia e passou a reinar no oriente enquanto que Maximiano reinava no ocidente. Ambos nomearam césares como sucessores e co-imperadores juniores: Maximiano indicou Constâncio Cloro (o pai de Constantino, o Grande) e Diocleciano, Galério. Em 293, para garantir sua sucessão, Diocleciano desejava casar seu jovem sucessor rapidamente (ou, segundo outra fonte, seria com Maximiano[3]), mas sua filha, Valéria, já estava casada e a única jovem solteira da família seria Susana, sua prima. O anúncio do casamento traria a desgraça para ela e a família[1].
Segundo um relato do século VI, Susana recusou-se a casar, encorajada pelo pai e pelo tio a manter seu voto de virgindade. Cláudio e Máximo tentaram convencê-la, mas acabaram convertidos ao cristianismo. O próprio Magêncio (ou Maximiano[3]) também não conseguiu dissuadi-la, o que levantou suspeitas de que todos da família seriam cristãos. Depois de ter sido defendida pela esposa de Diocleciano, a imperatriz Prisca, que seria secretamente cristã[3] (vide Alexandra de Roma).
Em seguida, o cônsul Macedônio ordenasse que Susana realizasse um sacrifício ao deus romano Júpiter para provar sua fé. Quando ela se recusou, ficou evidente que ela era de fato cristã, mas neste ponto os relatos divergem. Segundo uma fonte, o próprio Macedônio ordenou que ela fosse morta[3]. Já em outra, Susana teria sido libertada por ser da família do imperador Diocleciano[1].

Morte e devoção

Quando o imperador, que estava na fronteira oriental, soube da recusa e do motivo, ficou furioso e ordenou a execução de Susana. Ela foi decapitada e seu pai, Gabino, foi morto de fome na prisão. Máximo, Cláudio, a esposa deste, Prepedigna, e os filhos do casal, Alexandre e Cúzia, foram todos mortos[3][1].
O único sobrevivente foi o papa Caio, que se escondeu nas catacumbas[1]. De acordo com seu Acta, ela teria sido decapitada em 295[2], enquanto que no relato do século VI, a data seria 293[1].
No ano de 330, uma basílica foi construída sobre a casa de Susana e dedicada primeiro a São Caio, em homenagem ao papa tio dela. No século VI, o papa Gregório, o Grande, rededicou-a em sua homenagem e ela é conhecida desde então como Sancta Susanna ad duas domos[2].
Sua entrada no Martirológio Romano (dia 11 de agosto) a retrata da seguinte forma:
Em Roma, comemoração de Santa Susana, em cujo nome, que foi mencionado entre os mártires nas listas antigas, a basílica da igreja titular de Caio nas Termas de Diocleciano foi dedicada a Deus no século VI.
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SANTOS DE CADA DIA 11 DE AGOSTO - Santa Clara de Assis

Santa Clara de Assis
A vida de Santa Clara de Assis
A vida de Santa Clara de Assis Infância e Juventude Século XII, Assis, na Itália. Nasce Clara Favorone, filha de Hortolona e Favarone, uma família considerada nobre na sociedade local. Acredita-se que a data mais precisa de seu nascimento é 1194 (embora há historiadores que apontem o ano de 1193), em plena Idade Média, marcada pelo desmoronamento do sistema feudal e o crescimento do comércio. Como filha primogênita, natural que sua mãe Hortolona temesse pela gravidez e, principalmente, pelo parto. Extremamente religiosa, ela sempre pedia um bom parto em suas orações, quando, um dia, ouviu uma voz que lhe dizia: “Não temas, mulher, porque terás um parto normal e a luz daquela que vai nascer resplandecerá com mais claridade que um dia de sol”. Por esse motivo, no Batismo, deu o nome de Clara. A menina Clara cresceu num ambiente de nobreza e fartura, pois segundo o biógrafo Tomás de Celano, o pai era militar e a família, dos dois lados, de cavaleiros. Seu pai, Favarone, filho de Ofredúcio e neto de Bernardino, morava com os irmãos em uma bela e grandiosa casa, que a família possuía junto à Catedral de Assis havia mais de cinqüenta anos, embora eles também eram proprietários rurais, com castelos nas redondezas. Mas Clara também teve o suporte da fé. Sua mãe não se descuidou de educá-la para ações mais nobres ainda, principalmente fazendo piedade e caridade com o mais necessitados. É Celano quem fala: “Estendia a mão com prazer para os pobres e, da abundância de sua casa, supria a indigência de muitos”. Nesse período da Idade Média, o dinheiro foi se tornando um novo rei. Os pobres e os doentes, aqueles que não podiam subir na escala social, eram marginalizados. Celano lembra bem que, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, Clara compreendia que as aparências e os adornos mundanos podiam ser enganosos. “Foi compreendendo que as coisas da terra, por mais belas que fossem, não podiam prender seu coração”. É bom lembrar que a cultura cavalheiresca foi a primeira da Idade Média a ser elaborada por leigos e não por clérigos e tinha uma proposta de como deviam ser educadas as mulheres para serem agradáveis, discretas, piedosas, vindo a ser gentis esposas e mães de família. Tinham, enfim, que cuidar da boa fama e, as nobres, tinham uma vida bastante reclusa, enquanto as outras participavam dos negócios dos maridos, da luta diária para manter a família e para construir a civilização da cidade. Já no final deste capítulo, uma pergunta se faz pertinente: onde estará Francisco nesta época? Ele e Clara são contemporâneos e vão se encontrar no próximo capítulo deste livro: O primeiro amor de Clara O Primeiro

O Primeiro Amor


 A menina Clara, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, aos poucos foi cultivando a vida piedosa e simples, uma característica que mais tarde ficaria evidente como mulher consagrada a Deus. Quando estava próxima de completar 18 anos, os pais já começaram a pensar no seu casamento. Clara não concordava com a idéia de se casar tão jovem e estava sempre adiando a decisão. Na realidade, ela começava a se interessar pelo projeto de vida de um jovem de Assis: Francisco. Tomás de Celano explica assim: “Quando ouviu falar do então famoso Francisco que, como homem novo, renovava com novas virtudes o caminho da perfeição, tão apagado no mundo, quis logo vê-lo e ouvi-lo, movida pelo Pai dos espíritos, de quem, embora de modo diferente, tinham recebido os primeiros impulsos”. Clara sempre esteve bem informada sobre os passos de Francisco em Assis, isso porque Frei Rufino e Frei Silvestre eram seus parentes. Não poucas vezes ela escutou as pregações de Francisco, que costumava falar na Igreja de São Rufino ou na Catedral de São Jorge. 
A pregação de Francisco impressionava porque era diferente dos “sermões”. Em suas palavras e em seu modo de ser havia alguma coisa nova. Era certamente a força do Evangelho que transparecia. Francisco se apresentava vestido com muita simplicidade, sem aparato nem ostentação. Suas palavras são inflamadas de amor a Deus. Clara fica sabendo que a vida dos irmãos é extremamente pobre. Segundo Celano, Francisco a visitou, e ela o fez mais vezes ainda, moderando a freqüência dos encontros para evitar que aquela busca divina fosse notada pelas pessoas e mal interpretada por boatos. “A moça saía de casa levando uma só companheira e freqüentava os encontros secretos com o homem de Deus. Suas palavras pareciam flamejantes e considerava suas ações sobre-humanas”. A companheira de Clara nos encontros com Francisco foi Bona de Guelfúcio, testemunha em seu Processo e irmã de Pacífica de Guelfúcio, uma das primeiras religiosas de São Damião. Já com 18 anos, Clara tinha consciência de que não seria compreendida por seus pais quando desse passo decisivo. Havia confiado a Francisco como desejava realizar sua vocação e ele a guiaria para cumprir os desígnios de Deus. “Então se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”, completa o seu biógrafo.

A Decisão e a Fuga


Exultante de alegria, Clara fixou seus olhos nos olhos de Francisco e, sem hesitar, disse: “É minha firme intenção viver só para Cristo, pobre como Ele. Por isso, decidi fugir de casa, para não retornar jamais!” Francisco olhou-a ternamente e disse-lhe com simplicidade: “Irmã, se assim te inspira o Senhor, no momento em que fugires, eu estarei a te esperar com meus irmãos em Santa Maria dos Anjos!” Depois, antes de se despedirem, ambos combinaram a data: a noite de Domingo de Ramos para segunda-feira santa. No dia 18 de março de 1212, Clara levantou-se
bem cedo, vestiu o mais belo vestido e, com algumas amigas, dirigiu-se à catedral para a cerimônia religiosa. A liturgia do Domingo de Ramos era muito longa: dDevia-se proceder à bênção e distribuição dos ramos; seguia a procissão, a celebração da missa com as leituras, as orações e a “Paixão”. Clara estava sentada e acompanhava em silêncio. Pensava na fuga daquela noite, que a levaria para longe de casa, para não mais retornar. Quando o Bispo Guido começou a distribuição das palmas, ela não se moveu; permaneceu sentada, com a cabeça inclinada. O Bispo notou a sua ausência; olhou-a e, como que inspirado, levantou-se, desceu os degraus da cátedra e, acompanhado dos clérigos, encaminhou-se para ela; entregou-lhe a palma e a abençoou. Clara beijou o anel do Bispo, tomou a palma e, comovida, estreitou-a ao seio. Depois inclinou ainda a cabeça e recitou uma oração. Agora, não lhe restava senão andar…

A fuga na noite


Quando a noite já estava avançada, colocou um manto negro sobre o vestido de festa, cobriu a cabeça com um véu e, na ponta dos pés, dirigiu-se para a “porta dos mortos”. Queria sair escondida e, saindo por aquela porta, estava certa de que não encontraria ninguém. Com suas mãos delicadas, removeu a lenha e os utensílios que estavam colocados contra a saída, fez força sobre os ferrolhos e sobre as trancas e, pouco depois, se encontrou na estrada. A espreita, numa esquina, uma amiga muito querida a esperava: Pacífica de Guelfuccio. Com passo ligeiro, juntas, encaminharam-se para Santa Maria dos Anjos. Narram os “Fioretti” que aquela noite era mais “clara” do que de costume, e que as estrelas olhavam do alto para proteger o seu caminho. Aguardando-as no limite do bosque, estavam dois frades com archotes acesos. Com eles, embrenharam-se entre as folhagens, em direção a uma luz que brilhava pouco além: era a Porciúncula.

 A Consagração


Em pouco tempo, Clara chegou à Porciúncula. Francisco a acolheu e lhe deu as boas-vindas. Comovida, ela entrou na igreja, ajoelhou-se diante do altar e, por
alguns instantes, deteve-se em oração. Depois, levantou-se com decisão; tirou o calçado, despiu-se do vestido de brocado e o trocou por uma túnica grosseira, retirou seu rico cinto e o substituiu por uma corda áspera. Em seguida, ajoelhou-se ainda; soltou de uma vez os cabelos que deslizaram sobre os ombros; depois, permaneceu com a cabeça inclinada, à espera do último sacrifício. Francisco recolheu com delicadeza a loura cabeleira e, bem devagarzinho, a cortou. A cerimônia estava acabada. 

A reação dos parentes 



Como era de se prever, a reação dos parentes de Clara não se fez esperar. Pela manhã, apenas descobriram sua fuga, puseram-se em pé de guerra e rapidamente chegaram ao mosteiro de São Paulo para reconduzi-la à casa. Ameaçaram arrombar a porta. Querem Clara, viva ou morta. Com o aparato exterior e as ameaças, esperam assustá-la, mas iludem-se! Clara é irremovível. Visto que era vã toda a ameaça, recorrem às boas maneiras, às lisonjas e às promessas; fazem apelo aos sentimentos, à dor da mãe, das irmãs, de toda a família, mas Clara é inflexível; sabe que está mais em segurança entre aquelas paredes do que se estivesse num castelo. Agarra-se ao altar – Quando se dá conta de que estão a ponto de perder o controle e recorrer à violência, Clara, com um gesto, fez desmoronar todas as ilusões deles: foge para a igreja e corre para junto ao altar; com uma das mãos segura a toalha e com a outra retira o véu da cabeça, fazendo-a aparecer sem os cabelos que haviam sido cortados. Demonstrava, assim, ser agora consagrada a Deus e que ninguém podia tocá-la. Diante de tanta firmeza, aos familiares outra coisa não restou senão abandonarem a igreja e o mosteiro e partirem confusos. Transferida para o mosteiro de Santo Ângelo – Em São Paulo, Clara pôde permanecer só poucos dias. Foram talvez as próprias monjas a solicitar o afastamento dela depois da confusão provocada por sua presença. Francisco interessou-se pela transferência dela. Mais uma vez, dirigiu-se aos Padres Beneditinos e obteve a transferência de Clara para o mosteiro de Santo Ângelo de Panzo. Finalmente um pouco de paz! – Na quietude e no silencio do mosteiro de Santo Ângelo, Clara pôde revigorar o seu ideal de vida. Apegava-se cuidadosamente às prescrições da Regra de São Bento, que possui como fundamento: “Ora et Labora”! Com isso, Clara não pretendia, certamente, abraçar a Regra de São Bento. Não teria tido sentido sua fuga para a Porciúncula, durante a noite, seu total abandono a Deus para além de qualquer estrutura, a exemplo de Francisco. No mosteiro de Santo Ângelo, Clara viveu por algumas semanas. Foram para ela dias de serenidade e de alegria indescritíveis. A alegria de Clara estava toda no sentir-se amada e protegida pelo Senhor, como mesmo amor com que uma mãe protege sua filhinha. A fuga de casa lhe havia fechado o mundo às costas para abrir-lhe um umbral do mistério de Deus. Sua vida, agora, havia se transformado em um arco-íris de oração e contemplação: em um agradecimento alegre e infantil.

Encontra-se com sua irmã Inês 


Clara sentia a necessidade de externar sua ardente experiência mística. Quase todos os dias, sua irmã Inês ia visitá-la: era uma jovem belíssima, de somente quinze anos, de grande sensibilidade para com o sobrenatural. Depois da fuga de Clara, os familiares haviam depositado nela sua esperança. “Cara Inês — confiava-lhe a irmã — lembra-te: é preferível viver um só dia na casa do Senhor, que mil dias fora dela. A juventude é vento que passa. A beleza se desvanece como a fumaça. A vida termina e aqui não fica nada. “Oh! minha irmã, se tu pudesses provar a doçura do amor do Senhor! E um amor sempre jovem, que ninguém nos pode arrebatar!”

O Primeiro Lar: São Damião

Clara e Inês, que se julgavam portadoras de nova Ordem, não podiam certamente permanecer em Santo Angelo de Panzo. Francisco obteve para elas o pequeno convento anexo a São Damião, juntamente com a igrejinha na qual haviam ido rezar tantas vezes. São Damião se tomará, assim, cenáculo de mulheres apaixonadas pelo Senhor, uma semente destinada a germinar uma fileira de almas belas, sequazes intransigentes dos ensinamentos do Poverello. Afinal, Francisco o havia predito, como conta Clara, em seu testamento.”Tendo subido no muro da dita igreja, assim gritava então, com voz elevada e em língua francesa: ‘Venham e ajudem-me nesta obra do mosteiro de São Damião, porque, dentro em breve, virão habitá-lo mulheres e, por sua fama e pela santidade de sua vida, dar-se-á glória ao Pai nosso celeste, em toda a sua Santa Igreja”. Clara e Inês não ficaram por muito tempo sozinhas, porque muitas jovens de Assis foram atraídas por seu exemplo.
 Destas primeiras companheiras, ficam-nos, além do nome, também documentação que testemunha a santidade de sua vida e sua fidelidade, sem compromisso algum, em seguir o exemplo de Clara. Pouco depois da entrada em São Damião, pediu para unir-se às irmãs Offreducci uma amiga de infância de Clara, Pacífica; e de Perúgia, chegou Benvenuta, conhecida nos anos da fuga de Assis, juntamente com toda a sua família . Depois, juntou-se Balvina de Martino; no ano seguinte, Filipa, filha de Leonardo de Gisleno. Todas prometeram obediência a São Francisco, que não deixará de seguir a pequena comunidade, com extrema diligencia e com o amor que merecia a mais bela flor do jardim espiritual. Para as irmãs, que começaram a ser chamadas “Damianitas”, depois de terem provado sua coragem, a própria Clara prescreveu, com evangélica simplicidade, uma regra a ser observada. Em 1215, ela havia impetrado à Sé Apostólica a aprovação do Privilégio da Pobreza, documento singular, único, com o qual a Santa queria, aprovada pelo Papa, a escolha, para ela e suas sequazes, de não aceitar nenhuma posse. E, na Regra Selada, aprovada pela forma de vida da nova comunidade, está escrito: “O bem aventurado pai, considerando que não temíamos nenhuma pobreza, fadiga, tribulação, humilhação e nenhum desprezo do mundo, que, antes, os tínhamos em conta de grande delícia, movido de paterno afeto, escreveu para nós a forma de vida deste modo: ‘Como, por divina inspiração, vos fizestes filhas e servas do altíssimo Sumo Rei, o Pai celeste, e desposastes o Espírito Santo, escolhendo viver segundo a perfeição do Santo Evangelho, quero e prometo, de minha parte e por meus frades, ter sempre de vós e deles atento cuidado e especial solicitude’. O que ele, com toda a fidelidade, cumpriu enquanto viveu e quis que fosse sempre cumprido pelos frades”. Depois de três anos de vida monástica, Francisco julgou oportuno dar à comunidade de São Damião um esboço de organização: pensou em nomear uma abadessa. Esta não podia ser senão Clara, a primogênita da Ordem. Mas Clara refutou: “Não, não eu, Francisco! Fugi de todas as honras e da vaidade do mundo, não posso me colocar no comando das minhas irmãs. Quero só servir e obedecer!” “Bem!” – disse-lhe Francisco em resposta – “se tu queres obedecer, então eu te peço que o faças por obediência!”. Desejosa da palavra de Deus Clara, apenas eleita abadessa, sentia necessidade de uma ajuda segura: temia, sobretudo, não ir pelo caminho da perfeita pobreza. Por isso, teria desejado encontrar-se mais vezes com Francisco Mas o “Poverello” estava muitas vezes longe de Assis e evitava dirigir-se freqüentemente a São Damião para não suscitar “admiração e suspeita” entre as pessoas. Havia recomendado aos seus frades para não terem muita “familiaridade” com as monjas e não entrarem nos seus mosteiros. E nisto, ele queria ser o exemplo. Em São Damião, Clara se encontrou, finalmente, à vontade. Transpondo aquelas paredes em ruínas, compreendeu ter chegado para onde Deus, havia tanto tempo, a conduzia.
 Isso lhe diziam a nudez das paredes, a desolação dos locais, os muros sem reboco, as rústicas tábuas nem mesmo esquadradas do assim chamado “pequeno coro”, a escada íngreme e desconexa que levava ao dormitório, um grande quarto nu e frio. Sem dúvida, era o convento mais pobre jamais visto: a verdadeira cidadela da Santa Pobreza.

Os Milagres do Pão e do Azeite 



Com a pobreza de espírito, que é a verdadeira humildade, harmonizava a pobreza de todas as coisas. Clara de Assis recebia muito alegremente as esmolas em fragmentos e os pedacinhos de pão levados pelos esmoleres. Parecia ficar triste ao ver pães inteiros e pulava de alegria diante dos restos. Dentro deste espírito, Tomás de Celano narra os seus primeiros milagres. A multiplicação do pão Havia no mosteiro um só pão e já apertavam a fome e a hora de comer. A santa chamou a dispenseira e mandou cortar o pão, enviando uma parte para os frades e deixando a outra em casa para as Irmãs. Dessa metade mandou tirar cinquenta fatias, de acordo com o número das senhoras, para servi-las na mesa da pobreza. A devota filha respondeu que iam ser necessários os antigos milagres de Cristo para que tão pouco pão desse cinquenta fatias, mas a mãe a contestou dizendo: “Filha, faça com confiança o que falei”. Apressou-se a filha a cumprir o mandato da mãe, que foi dirigir a seu Cristo piedosos suspiros em favor das filhas. O pedaço pequeno cresceu por graça de Deus nas mãos de quem o cortava e cada uma da comunidade pôde receber uma bela porção. O azeite dado por Deus Certo dia, acabou tão completamente o azeite das servas de Cristo, que não havia nem para o tempero das doentes. Dona Clara pegou uma vasilha e, mestra da humildade, lavou-a com as próprias mãos. Colocou-a lá fora, vazia, para que o irmão esmoler a recolhesse, e chamou o frade para ir conseguir o azeite.
O devoto irmão quis socorrer depressa tanta indigência e correu a buscar a vasilha. Mas essas coisas não dependem de querer e correr, e sim da piedade de Deus. De fato, só por Deus, a vasilha ficou cheia de óleo, pois a oração de Santa Clara foi à frente da ajuda do frade, para alívio das pobres filhas. O frade, crendo que o haviam chamado à-toa, comentou num murmúrio: “Essas mulheres me chamaram por brincadeira, pois, olhe, a vasilha está cheia!”

A Força da Oração: Sarracenos em Fuga



Clara não podia compreender uma vida consagrada com a segurança dos grandes mosteiros e das grandes propriedades. A Santa se empenhava valentemente para que ela e suas irmãs pudessem viver em alegre e austera pobreza. Houve uma época em que os sarracenos estavam nos vales das cercanias de Assis. Eles eram soldados mulçulmanos contratados por Frederico II, que já tinha sido ex-comungado pela segund vez, para tomar Assis, uma comuna filo-papal. Todos os conventos dessa época já tinha sido saqueados e faltava apenas São Damião. A iminência de um ataque deixava os damianitas em pavor. Segundo Celano, tremendo para falar, levaram seus prantos à madre. Corajosa, ela mandou que a levassem, doente, para a porta, diante dos inimigos, colocando à sua frente uma caixinha de prata revestida de marfim, onde guardavam com suma devoção o Santíssimo. Prostrada no chão, assim rezou: “Meu Senhor, quereis entregar estas vossas servas frágeis, que criei em vosso amor, nas mãos dos pagãos? Guardai, eu vos suplico, Senhor, estas vossas servas que no momento não posso defender com minhas forças”. Ouviu-se, então, uma voz dizendo: “Eu vos defenderei sempre!”. “Meu Senhor, acrescentou ela, protegei também, se assim for de vosso agrado, esta cidade que nos sustenta por amor de Vós”. “Assis sofrerá sérios transtornos, mas será defendida por minha fortaleza”. Levantando o rosto banhado em lágrimas, confortou as irmãs que choravam: “Minhas filhas, asseguro que ninguém sofrerá nata; basta confiar em Cristo”. No mesmo instante, os invasores se puseram em fuga, descendo pelos muros que haviam escalado, tal a força daquela que orava e a graça concedida pelo Senhor.

Padroeira da Televisão

O que transformava o Mosteiro de São Damião num lugar privilegiado de oração era, em particular, a celebração da Liturgia das Horas, oração oficial da Igreja, à qual Clara e toda a comunidade consagravam maior parte do dia e da noite. Numa noite de Natal, Clara encontrava-se acamada, doente, e não pôde ir à capela rezar as Matinas. Ficou sozinha em São Damião e começou a meditar sobre o pequenino Jesus e, sofrendo muito por não assistir seus louvores, suspirou: “Senhor Deus, deixaram-me aqui sozinha para Vós”. Segundo Celano, nas Fontes Históricas, eis que de repente começou a ressoar em seus ouvidos o maravilhoso concerto que se desenrolava na Igreja de São Francisco. Escutava o júbilo dos irmãos salmodiando, ouvia a harmonia dos cantores, percebia até o som dos instrumentos. O lugar não era tão próximo que pudesse chegar a isso humanamente: ou a solenidade tinha sido amplificada até ela pelo poder divino, ou seu ouvido tinha sido reforçado de modo sobre-humano. Mas o que superou todo esse prodígio foi que mereceu ver o próprio presépio do Senhor. Quando as filhas vieram, de manhã, disse a bem-aventurada Clara: “Bendito seja o Senhor Jesus Cristo, que não me deixou quando vocês me abandonaram. Escutei, por graça de Cristo, toda a solenidade celebrada esta noite na Igreja de São Francisco”. Devido a esse fato, o Papa Pio XII declarou Santa Clara padroeira da Televisão por decreto de 14 de fevereiro de 1958.

Ardente Amor ao Crucificado


Confiando na presença do Senhor e no sacrário e no ostensório, Clara conseguiu expulsar os sarracenos de seu convento. Normal que uma filha de São Francisco tivesse especial carinho para com a Eucaristia.
Segundo Tomás de Celano, em a Legenda de Santa Clara, Clara “ensinava as noviças a chorar o crucificado dando junto o exemplo do que dizia. Muitas vezes, ao exortá-las a isso em particular, vinham-lhe as lágrimas antes de acabarem as palavras”. Muitas horas, ela passava diante do Santíssimo. Eram confidências feitas ao esposo tão próximo sob as aparências do pão imaculado. Francisco insistia sempre que houvesse muito cuidado para com as coisas do altar. Queria que tudo fosse impecável quando destinava a tocar o corpo e o sangue do Senhor Jesus. Celano conta melhor: “Quão grande foi o devoto amor de Clara pelo Sacramento do Altar demonstram-nos os fatos. Durante a grave doença que a prendeu à cama, fazia-se erguer e sustentar colocando apoios. Assim, sentada, fiava panos finíssimos, com os quais fez mais de cinqüenta jogos de corporais que, colocados dentro de bolsas de seda ou de púrpura, destinava a diversas igrejas do vale e das montanhas de Assis”. As contemplativas, como é o caso das Irmãs de Santa Clara, têm como centro de sua vida religiosa a Capela do Santíssimo.

A Visita e o Trânsito do Pai Francisco


Depois de receber as chagas de Nosso Senhor, Francisco precisava partilhar o fato com uma pessoa: Clara. Então, determinou que o levassem até São Damião. Fora lá que o Crucificado lhe tinha falado pela primeira vez. Lá estavam as irmãs pobres de Clara. Sabia Francisco que se tratava de um viveiro de almas escolhidas e abençoadas por Deus. Para abriga-lo foi construída uma cabana perto do conventinho. Ali, Francisco haveria de se proteger do sol porque seus olhos não suportavam mais a claridade forte. Contam as lendas que os morcegos não abandonavam sua cabana. Clara se dispôs a preparar ataduras, fios, emplastros, feitos com ervas medicinais, chinelos de tecido para os pés chagados do Pai. Podemos bem imaginar a alegria e a tristeza vividas pelas irmãs. Não cessavam de rezar pelo Pai tão doente e tão repleto de graças do amor do Senhor. Foi nesse quadro de exultação e dor que Francisco teria composto o Cântico das Criaturas. Todo abrasado de fervor o cantor das criaturas, já quase cego, vivendo mais no céu do que na terra, perto de suas irmãs estimadas, apresentou a Deus um dos mais belos louvores que já subiram da terra até o céu. No final de setembro de 1226, o Santo manifestou o desejo de terminar seus dias na Porciúncula. Lá tudo havia começado e lá a Irmã Morte o visitou. A Páscoa de Francisco se deu a 3 de outubro de 1226. As clarissas de São Damião tiveram a alegria de receber o corpo de Francisco por alguns instantes. Antes de entrar na cidade, o cortejo tomou um atalho que conduzia até São Damião. Entre sentimentos de alegria e de tristeza, as irmãs beijavam suas mãos abençoadas e enfeitadas com as chagas do Senhor. Com a morte e o sepultamento de Francisco, encerrava-se a convivência de Clara com o exemplo vivo do Evangelho.

Como o Sumo Pontífice Visitou Clara


Segundo Tomás de Celano, Clara estava muito doente depois de quarenta anos vivendo em extrema pobreza. “O vigor de corpo, castigado nos primeiros anos pela austeridade da penitência, foi vencido no final por dura enfermidade, para enriquecê-la, doente, com o mérito das obras. A virtude aperfeiçoa-se na enfermidade”, diz o biógrafo. Quando a enfermidade começa a se agravar, Clara recebe a visita do Cardeal de Óstia, padroeiro e protetor da família franciscana. Tratava-se do Cardeal Reinaldo de Segni, que mais tarde seria o Papa Alexandre IV. Foi ele que obteve do Papa a confirmação do Privilégio da Pobreza. Sabendo do estado de Clara, o Papa Inocêncio IV,que residira com a Cúria em Perúsia no período de 1251 a 1253, foi logo visitar a serva de Cristo com os cardeais, como conta a Legenda: “Entrou no mosteiro, foi ao leito, chegou a mão à boca da doente para que a beijasse. Ela a tomou agradecida e pediu com maior reverência para beijar o pé do Apostólico. Depois pediu com rosto angelical ao Sumo Pontífice a remissão de todos os pecados. Ele exclamou: “Oxalá precisasse eu de tão pouco perdão!” A irmã Inês veio de Monticelli, onde era abadessa, para visitar a Irmã Clara. Ao ver o estado dela, chorou muito. E foi consolada pela irmã: “Irmã caríssima, apraz a Deus que eu me vá; tu, porém, deixa de lado o pranto, porque chegarás junto do Senhor logo depois de mim, e Ele te concederá um grande consolo antes que eu me aparte de ti”. Na realidade, Inês morreu logo depois.

 O Trânsito Final


Tomás de Celano relata que no final pareceu debater-se em agonia durante muitos dias, nos quais foi crescendo a fé das pessoas e a devoção do povo. Também foi honrada diariamente como verdadeira santa por visitas freqüentes de cardeais e prelados. O admirável é que, não podendo tomar alimento algum durante
dezessete dias, revigorava-se o Senhor com tanta fortaleza, que ela confortava no serviço de Cristo todos que a visitavam. No leito de Clara, a presença dos frades: Frei Junípero, Frei Ângelo e Frei Leão. O biógrafo diz que, no momento da partida, Clara conversava com sua alma nestes termos: “Vai segura, porque tens um bom companheiro de viagem. Vai, porque aquele que te criou, também te santificou e cuidando de ti, como uma mãe cuida de seu filho, te amou com terno amor. Senhor, sede bendito porque me criaste”. A agonia durou uma noite inteira. Na manhã de 11 de agosto de 1253, Clara entrava na glória e ia encontrar-se com o Amado Esposo de sua alma. Nas portas do paraíso seria recebida pelo Pai Francisco.

Exéquias e Canonização

Segundo a Legenda de Santa Clara, logo após a sua morte, as pessoas “afluíram em tamanha multidão que a cidade parecia deserta”. Até o podestá, ou prefeito, apresentou-se imediatamente “com um cortejo de cavaleiros e uma tropa de homens armados”. E, no dia seguinte, moveu-se a corte pontifícia inteira. Foi, então, que o papa e os cardeais, “achando que não era seguro nem digno que tão precioso corpo ficasse longe dos cidadãos, levaram-no honrosamente para São Jorge, com hinos de louvor, ao som das trombetas e com solene júbilo” (LSC 37). Logo depois, a igreja de São Jorge foi reformada e ampliada, transformando-se na Basílica de Santa Clara, que ainda estava em obras quando, no dia 3 de outubro de 1260, seu corpo foi solenemente transladado. Lá ficou até 1850. O sarcófago foi descoberto no dia 30 de agosto desse ano, e aberto no dia 23 de setembro. A partir daí, cavou-se uma cripta no solo da basílica e se cuidou de apresentar o corpo da Santa, revestido de hábito e deitado sobre um colchão, dentro de um precioso relicário, para que os peregrinos pudessem venerá-la. Tudo isso ficou pronto no dia 30 de outubro de 1872. Clara foi canonizada no ano de 1255, pelo Papa Alexandre IV, já que o Papa Inocêncio IV morreu em dezembro de 1254. O anúncio solene foi feito na antiga cidade de Anagni, conquistada pelos romanos no século IV aC. Não se sabe exatamente a data, mas há uma corrente que coloca como marco o dia 15 de agosto, festa da Assunção. Antes de partir, Clara deixou a sua bênção: Eu vos abençôo, ainda viva, e abençoar-vos-ei depois da morte; quanto posso vos bendigo, E mais do que posso vos abençôo com todas As bênçãos com as quais o Pai das misericórdias Abençoa e abençoará os seus filhos Do céu e da terra.
Fonte: franciscanos.org


Bênção de Santa Clara:

O Senhor vos abençoe e vos proteja!
O Senhor faça resplandecer sobre vós a sua face!
O Senhor vos dê sua misericórdia!
O Senhor volva para vós seu olhar e vos dê a paz!
O Senhor derrame sobre vós as suas bênçãos e no céu vos coloque entre os santos!
O Senhor esteja sempre convosco
 e vós estejais sempre com ele!
 Amém!





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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Santos de cada dia 10 de Agosto - São Lourenço, SANTA FILOMENA

10/08 – São Lourenço




Hoje comemoramos o Mártir São Lourenço cuja imagem muito divulgada por escritores bem próximos dele (como Prudêncio), nos é familiar no gesto, fixado pelos afrescos do B. Angélico na capela vaticana do Papa Nicolau V, de distribuir aos pobres as coletas dos cristãos de Roma. Lourenço foi um dos sete primeiros diáconos da Igreja romana, ordenado pelo Papa Sisto II, era o arcediácono da comunidade dos diáconos romanos. Quando da perseguição de Valeriano, o próprio pontífice, preso e conduzido ao martírio, deu ao diácono o encargo de distribuir tudo o que tinha aos pobres. Mais quando o imperador impôs a Lourenço entregar-lhe os tesouros dos quais ouviu falar, ele reuniu diante de Valeriano um grupo de indigentes exclamando. “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”. Indignado, o governador condenou-o a um suplício especialmente cruel. São Lourenço sofreu o martírio a 10 de agosto do ano 258, tendo sido amarrado e colocado sobre um braseiro ardente, foi assado vivo e lentamente, tendo ainda encontrado coragem de fazer uma piada: “Vira-me, dizia ao carrasco, que já estou bem assado deste lado… Agora está bom. Podes comer!… E este heroico testemunho de fé prestado pelo mártir, foi relembrado pelo Papa Dâmaso que admirava as virtudes do mártir glorioso, e edificou-lhe a segunda Igreja, sobre as ruínas do teatro de Pompeu. A cidade de Roma por gratidão ao mártir São Lourenço dedicou-lhe trinta e quatro Igrejas, sendo a primeira no lugar do martírio. São Lourenço, rogai por nós!

JACAREÍ, 12 DE SETEMBRO DE 2010

MENSAGEM DE SÃO LOURENÇO MÁRTIR



            (São Lourenço): "Marcos amadíssimo dos Santos, Eu, Lourenço, servo do Senhor, servo de Maria Santíssima e de José, Arauto e Mensageiro da Paz e da Verdade, te abençoo hoje e a todos os Meus irmãos que estão aqui.

            Eu dei a Minha vida por Cristo, derramei o Meu sangue por Cristo e entreguei o Meu corpo todo às chamas por amor de Cristo, mas não O reneguei, não traí o amor Dele e nem o amor da Minha Rainha e Senhora, a Virgem Maria... chamo-vos, portanto, ao amor verdadeiro e sincero por Deus e por Ela, que vos conduz à perfeita santidade, que vos conduz à perfeição de vida que agrada a Deus e que vos tornam verdadeiros filhos de Deus, que vos tornam concidadãos e merecedores da glória eterna e vos faz sempre mais ser os templos puros e perfeitos do Espírito Santo.

            Amai com todo o vosso coração a Deus, Sua Lei de amor e Seus Mandamentos, procurando sempre mais fazer com que a vossa vida se torne um espelho puríssimo da luz da eterna verdade. Que a vossa vida se torne sempre mais um contínuo fulgor da glória do próprio Deus e que as vossas obras, todas elas repassadas de amor, de santidade e de generosidade possam ser luzeiros brilhantíssimos para as almas que estão no mundo perdidas, sem conhecerem o caminho da salvação e da verdade e assim todas elas, iluminadas por vós, possam vir a conhecer o caminho que leva à salvação.

            Amai com todo o vosso coração o Senhor, Sua Lei de amor, Suas Palavras santas, pois a Palavra de Deus é viva, não é uma palavra morta, ela verdadeiramente age e atua na vida de quem Nela crê, de quem a escuta com amor, porque aquele Deus que a proferiu, que a disse é vivo, não está morto, ressuscitou, está atuante no meio de vós e se Ele encontrar os vossos corações sedentos da Sua Palavra, famintos da Sua Palavra, sequiosos da Sua Palavra, desejosos da Sua Palavra, Ele que é vivo por intermédio de Sua Palavra aceita, vivida, praticada e observada, guardada por vós, transformará as vossas vidas num verdadeiro hino de amor, numa verdadeira cópia e reflexo da vida dos próprios bem aventurados do Paraíso e a vossa vida será cada vez mais conforme o Sagrado Coração de Jesus, conforme o beneplácito do Altíssimo e será uma vibrante música de amor e de verdadeira consagração vossa a Deus, que é Senhor do amor.

            Acreditai com todo o amor e amai com todo o vosso coração ao Senhor, à Virgem Santíssima e as Suas Mensagens que vos são dadas aqui há quase vinte anos, porque nessas Mensagens está a Palavra viva do Senhor, viva, atuante e atual para vós, os homens destes últimos tempos.

            Esta Palavra, se encontrar uma terra boa em vós, essa semente divina cairá e produzirá em vós frutos de santidade, cem por um, mil por um, um milhão por um... Tudo dependerá da vossa resposta, da forma como vós receberdes a semente, a semente da Palavra... Se a receberdes com o coração agradecido, generoso e amoroso esta Palavra, ela se transformará em vós numa árvore frondosa com muitos frutos e os pássaros virão abrigar-se a sua sombra, ou seja, as almas sequiosas do bem, da paz, da verdade, da luz eterna e do amor de Deus verão os frutos de santidade em vós e virão prová-los e se aninhar ao redor de vós.

            Se o vosso coração for uma terra fértil que faz a semente da Palavra crescer e dar fruto, então em vós verdadeiramente todas as promessas de Deus contidas em Sua Palavra e contidas nas Mensagens da Mãe de Deus, a Palavra viva do Senhor atual para vós, todas essas promessas se cumprirão na vossa vida e vós vereis que Deus é verdadeiramente fiel, que Ele nunca esqueceu o Seu povo, que Ele nunca esqueceu as promessas que fez àqueles que O amam, que O temem, que O servem, que Ele não mudou, Ele é o mesmo Deus de ontem, de hoje e de sempre. Ele É aquele que É e que sempre será. Ele É Aquele que vem e vem depressa.

            Amai o Senhor com todas as vossas forças e a Virgem Santíssima colocando em prática estas Mensagens que vos são dadas aqui nestas últimas Aparições para a humanidade. Quando estas Aparições terminarem não haverão mais Mensagens para o mundo. A Mãe de Deus, São José, os Anjos e Nós os Santos, viemos aqui com Nosso Senhor e o Espírito Santo para chamar-vos à conversão pela última vez. Se vós lançardes fora esta última chance que o Senhor vos dá, este último chamado que Ele vos faz, se vós calcardes aos pés com irresponsabilidade, loucura, negligência e indiferença este último dom, esta última graça e favor que o Altíssimo vos faz, não haverá mais chance de salvação para vós e estareis perdidos para sempre, porque o fogo que deve vir já está às portas, já podeis vê-lo descendo sobre o alto da colina, ou seja, a Justiça de Deus já contou os vossos dias e já marcou o momento em que ela descerá sobre o mundo todo para fazer justiça aos bons, aos santos e inocentes que foram perseguidos pelos maus, que foram martirizados pelos maus, que tiveram que ser calcados pelos pés dos maus e dos ímpios que não amam a Deus e são inimigos da Sua Lei de amor. Este fogo se aproxima e virá para consumir todas as obras dos pecadores e dos maus.

            Não há muito tempo! Por isso vos chamo a uma verdadeira conversão, a ouvirdes ainda uma vez as vozes do Céu que aqui neste Lugar vos chamam à verdadeira conversão, à perfeita conversão, à sincera conversão. Amai e não temais. Não temais o demônio. Não temais o inimigo, ele tem grande poder é verdade, mas não tem mais que Deus e que a Virgem Santíssima e os seus ataques contra vós tem um limite. É verdade que nesse tempo de tribulação foi lhe dado mais poder, mas este poder nunca, nunca será um milésimo daquilo que é o poder de Deus e da Virgem Santíssima. Por isso, esperai Neles! Confiai Neles! Rezai o Rosário, pois o Rosário é a ferramenta, é a arma da vitória que a própria Mãe de Deus pôs nas mãos dos Seus filhos, para que mesmo sendo frágeis, pequeninos e débeis, com esta corrente de pedrinhas que é o santo Rosário, os Seus pequeninos filhos possam derrubar todo tipo de Golias, todo tipo de dragão infernal que vos persegue e que quer destruir-vos e aniquilar-vos.

            Rezai o Rosário. Fazei cercos de Jericó. Fazei as Mil Ave Marias. Fazei os Cenáculos que a Mãe de Deus vos mandou de casa em casa, rezando a Hora da Paz e o Rosário meditado Dela, porque essas orações podem ainda salvar muitas almas que tem possibilidade de salvação. Ainda não está tudo perdido, há alguns pés de trigo no meio do grande mar de joio que se tornou este mundo e esses pequenos pés de trigo devem ser salvos e devem ser salvos por vós que sois o trigo da Virgem Santíssima e que deveis levar a eles a graça da verdade, da salvação, das Mensagens da Mãe de Deus que tocam o coração, que salvam, para que eles também se juntem a vós e se tornem um grande trigal para a maior glória da Santíssima Trindade e da Mãe de Deus, a Senhora da Paz.

            Eu estou convosco, mesmo que não Me vejais, mesmo quando estais muitas vezes abatidos e cansados e não conseguis sentir o Meu amor por vós Eu estou convosco. Eu vos amo. Eu vos cubro com o Meu manto. Eu vos guardo. Eu cuido de vós... Confiai a Mim todas as vossas aflições e vereis que vossa alma recuperará a paz. Eu estarei convosco para carregar sempre convosco a cruz de cada dia e para não vos deixar desfalecer no meio do caminho, para que vós possais chegar àquela graça da vitória, àquela ressurreição gloriosa e eterna no reino do Céu. Eu, que dei a Minha vida por Cristo, que fui queimado vivo por amor de Cristo vos digo: A vida na Terra é um sopro e aqui nesta vida, nada, nada é mais importante do que aspirar, desejar o Céu.

            Vivei por ele, fazei tudo para ganhá-lo e alcançá-lo, lutai para lá chegardes, pois vos digo, se conseguirdes um dia chegar ao Céu tereis ganho tudo, mas se tiverdes perdido as vossas almas por terdes vos apegado às coisas do mundo, ao pecado, por vos terdes amado a vós mesmos mais do que a Deus e amado o mundo e as criaturas mais do que a Deus, Eu vos digo: terá sido inútil o vosso nascimento, a vossa vida e tudo o mais o que tiverdes conseguido conquistar nesta Terra, honra, glórias, riquezas, grande status social, pois na hora da morte tudo isso não vale mais nada, de nada mais vale, de nada serve para a eternidade.

            Fazei com que a vossa vida seja sempre um contínuo buscar do Céu e da salvação e mesmo cuidando das vossas obrigações de estado, das vossas obrigações de cada dia, que tudo seja feito por vós com o máximo de amor, para que tudo se transforme em méritos superabundante de glória para vós na vida eterna.

            Eu, neste momento vos abençoo generosamente, com a Mãe de Deus e com Santa Joana de Chantal que estão ao Meu lado.”

Outros Santos do mesmo dia: Santa Filomena, Santo Besso, Santo Primo, Beato Eduardo Grymala, Beato Francisco Drzewiecki, Beato Francisco François, Beatos João Martorell Sora, Pedro Mesonero e Beato Rodrigues.

SANTA FILOMENA


08 de julho de 2007

*MENSAGEM DE SANTA FILOMENA*

Comunicada nas Aparições de Jacareí-SP



“-Marcos... Eu sou FILOMENA... serva de Deus... de Maria Santíssima... tua irmã... irmã, protetora e defensora de todos os que estão aqui. Eu protejo todos aqueles que verdadeiramente se consagram a Maria Santíssima. Sou a protetora de todos que se consagram a Ela que A amam... que A servem... que A obedecem... que entregam toda a sua vida à Ela.



Não há maior dádiva do que oferecer toda a sua vida por amor a Deus e a Maria Santíssima, consagrando-se totalmente a Eles. O maior sacrifício que Deus quer receber de vós, além das orações e dos sacrifícios é a consagração TOTAL de vossas vidas: corpo e alma totalmente a serviço de Deus e de Maria Santíssima.



Para quem se consagra assim a Deus e à Ela, não há solidão, não há tristeza, não há sofrimento, não há dor que possa separar a alma de Deus e da Mãe de Deus. 

Para a alma que se consagra, que se entrega totalmente a Deus, nada é impossível, nada é difícil de fazer porque o amor vence tudo... o amor tudo suporta.. o amor sempre vencerá!

Eu sou vossa modelo. Sou uma luz que Deus vos dá para vos guiar no caminho da santidade.



O PRIMEIRO PASSO PARA A SANTIDADE, é renunciar aos vossos prazeres e apegos terrenos. Sem isso, Deus não vos aceita, nem Maria Santíssima. EM SEGUNDO LUGAR, rezar o SANTO ROSÁRIO e as ORAÇÕES QUE A MÃE DE DEUS VOS DEU AQUI TODOS OS DIAS, porque sem essas orações ninguém consegue manter a sua renúncia das coisas terrenas por muito tempo.TERCEIRO, meditar as Mensagens, a palavra de Deus dia e noite, porque se os vossos corações não são alimentados com a Palavra celeste em breve eles ficarão fracos e cairão no pecado.QUARTO, manter-se firmemente unidos a Maria Santíssima renovando o ato de consagração total a Ela todos os dias e encomendando-se à proteção e ao amor da Santíssima Virgem.QUINTO, fazer violência a si mesmo, ou seja, não dar à própria natureza humana nada do que ela quer... nada do que ela pede... Se ela pede descanso(ócio), não dar a ela... se ela pede alguma coisa material(consumismo), não lhe dar. Se ela solicita algum prazer físico, não lhe conceder. Se ela solicita alguma glória, algum louvor humano, não lhe conceder. Fugir das glórias! Fugir dos louvores humanos! Fugir das adulações! Fugir das badalações! Fugir de tudo o que excita a vaidade. Se o corpo pede cuidados vaidosos para aumentar a beleza, para aumentar a própria formosura, não lhe dar este gosto. Até mesmo nas coisas espirituais se a natureza humana lhe solicita fazer alguma coisa, alguma oração, exercício de piedade, obra diferente daquelas que a Santíssima Virgem lhe mandou, não satisfazer a vontade! Obedecer... mortificar a própria vontade... reprimir os desejos contrários da natureza humana.Depois os outros passos serão fáceis de dar. O amor ao sacrifício, o amor à humilhação, o amor nas tribulações da vida, a paciência, a conformidade com a santa vontade de Deus ... tudo isso será fácil para a pessoa que conseguir cumprir estes primeiros passos.



Se tudo isso for feito, vossas almas avançarão céleres no caminho da santidade. Se fizerdes isso, vossas almas voarão velozes como passarinhos no céu da santidade. Se fizerdes isso vossas almas correrão mais velozes que as lebres na estrada da perfeição. E sereis agradáveis a Deus, sereis queridos por Deus, sereis FORMOSOS aos olhos de Deus. 

Eu estarei convosco para vos ajudar... Eu estarei convosco para vos acompanhar... Eu estarei convosco para vos abençoar sempre, Eu estarei convosco para vos erguer sempre que tropeçardes, Eu estarei convosco sempre que Me chamardes.
A Paz... A Paz a ti Marcos. Amo-te! Defendo-te! Cuido de ti, deste Santuário, de todos os peregrinos que vêm aqui. Chamai-Me nos vossos trabalhos diários... Chamai-Me nas vossas dificuldades diárias... e Eu vos ajudarei com a Minha potente intercessão. A Paz a ti!”



Grande Taumaturga do Século XIX
Padroeira do Rosário Vivo
Padroeira dos Filhos de Maria
festa: 10 de agosto



SANTA FILOMENA - PADROEIRA DO ROSÁRIO PERMANENTE

Santa Filomena era filha de pais nobres e foi pretendida pelo Imperador Romano Dioclesiano, quando ainda muito jovem, para ser sua esposa; por causa de sua beleza. Como recusasse sua mão, porque havia eleito o próprio Senhor, o tirano ordenou, primeiramente, que a colocassem num cárcere e a flagelassem sangrentamente. Tendo sarado miraculosamente deste suplício, foi ordenado que ela fosse lançada ao rio Tibre com uma âncora amarrada ao pescoço.

E como a correnteza a levasse até a margem do rio, mandou Dioclesiano que a ferissem com flechadas. Com o corpo todo ferido pelas flechas, a jovem foi lançada novamente no cárcere. Entretanto, no dia seguinte, Filomena foi encontrada com o corpo sadio e sem qualquer marca de ferimento. O cruel tirano ordenou, então, que a ferissem com flechas em chamas. Estas, porém, voltaram-se contra os arqueiros, matando a muitos. Por fim, foi a heróica jovem decapitada, por ordem do Imperador.

No dia 25 de maio de 1802, os ossos de uma mulher entre treze e quinze anos foi descoberto no cemitério de Santa Priscila, nas escavações das catacumbas em Roma. Uma inscrição próxima ao túmulo dizia “A paz seja contigo, Filomena”, junto com inscrições de uma âncora, três flechas e uma palma. Próximo aos ossos foi descoberto um vaso de vidro com um depósito de sangue ressequido. Por ser costume dos primeiros mártires deixar símbolos e sinais como estes, foi facilmente determinado que Santa Filomena havia sido uma virgem mártir.

No reinado do Papa Pio VII, quando foram encontradas essas relíquias, o padre Francisco de Lúcia, da cidade de Mugnano dele Cardinale (Itália), desejou levar as relíquias de um santo para sua paróquia e foi à Santa Sé em Roma para solicitá-las.

Quando estava na Capela do Tesouro (onde ficavam as sagradas relíquias), dentre tantas apenas três possuíam nomes: um adulto, uma criança e Santa Filomena. Quando ajoelhou-se diante das relíquias de Santa Filomena, sentiu-se possuído de uma alegria espiritual jamais experimentada. Sentiu também um incontrolável desejo de levar aquelas Sagradas Relíquias para sua igreja em Mugnano.

Terminada essa visita, dirigiu-se ao Sr. Bispo de Potenza e ficou sabendo então que precisaria de uma graça muito especial, ou talvez um milagre. Não havia precedentes de a Santa Sé haver confiado tão preciosos tesouros à guarda de um simples sacerdote. E nesse caso seria praticamente impossível, por se tratar das relíquias de uma virgem mártir cujo nome era conhecido.

Tendo caído gravemente enfermo, padre Francisco recoreu ao auxílio de Santa Filomena, prometendo tomá-la como especial Padroeira e levar suas relíquias para Mugnano, caso obtivesse autorização para tanto. Curado milagrosamente, retornou então à Santa Sé narrando a graça alcançada e obteve o pedido, levando triunfalmente as relíquias para sua paróquia. Assim que lá chegou começaram a acontecer tantos milagres que ia gente de toda a Itália e Europa a pedir e agradecer graças alcançadas.

Sua popularidade logo se espalhou, sendo seus mais memoráveis devotos São João Vianney, Santa Madalena Sofia Barat, São Pedro Eymard, e São Pedro Chanel.

Em 1802 foram encontrados nas catacumbas os seus restos mortais, que em 1805 foram levados para Mugnano onde Deus, por maravilhosos sinais, providenciou que fossem honrados de tal modo que, desde então, Santa Filomena fosse venerada pelo povo fiel.

 

Santa Filomena rejeita o Imperador Diocleciano


Oração diária
Virgem fiel e iustre Mártir Santa Filomena, rejubilo-me com a vossa glória, e exulto de alegria ao ver quanto Deus vos glorificou, principalmente com os milagres em favor dos pobrezinhos e das almas simples. Rogo à divina Majestade que se digne fazer conhecer sempre mais o vosso nome, manifestar o vosso poder, e multiplicar os vossos servos.

Ó boa e cara Santa Filomena, eis-me a vossos pés, cheio de misérias, mas cheio também de confiança; volto-me para a vossa caridade: abençoai-me, assisti-me em todas as necessidades, não me abandoneis jamais.

Oh! grande e amável Santa, protegei-me contra os inimigos da minha salvação, e rogai sempre ao Senhor Jesus, a fim de que Ele me conceda a graça de servi-lo neste mundo e possuí-lo depois na eternidade. Assim seja.

Pai Nosso… Ave Maria…
Santa Filomena, rogai por nós! (3 vezes)

Saudação a Santa Filomena

Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a Deus pelos justos, para que se conservem em sua justiça e cresçam diariamente de virtude em virtude.
Creio em Deus Pai…

Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a Deus pelos pecadores, para que se convertam e vivam a vida da graça.
Creio em Deus Pai…

Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a Deus pelos heréticos e infiéis, para que venham à verdadeira Igreja e sirvam ao Senhor em espírito e verdade.
Creio em Deus Pai…

Glória ao Pai… (3 vezes, à Santíssima Trindade, em ação de graças pelos favores concedidos a tão ilustre Virgem Mártir heroína do Evangelho)

Uma Salve Rainha (à Virgem das Dores, para agradecer-lhe a suprema fortaleza que lhe alcançou nos seus múltiplos e cruéis martírios).
 





O Cordão de Santa Filomena
São João Batista Maria Vianney, o Cura d’Ars, foi o maior difusor do uso do Cordão de Santa Filomena. O Papa Leão XIII aprovou o uso do Cordão em 1893 e concedeu indulgências a todos os que o usarem e rezarem esta oração:

Ó Santa Filomena, Virgem e Mártir, rogai por nós para que, por meio de vossa poderosa intercessão, possamos obter a pureza de alma e de coração, que conduz ao perfeito amor de Deus.

Para lucrar as indulgências plenárias com o Cordão é preciso confessar-se, comungar, e visitar alguma igreja ou um doente, rezando pelas intenções do Papa.

Qualquer pessoa pode fazer o Cordão de Santa Filomena, que deve ser feito (crochê) com fios de linho ou lã ou de algodão (linha Clea, Anne). Em suas extremidades, de um lado, o Cordão tem dois nós, e na outra 3 nós, simbolizando a Santíssima Trindade e as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os fios devem ter quantidades mais ou menos iguais em cores branco e vermelho. O branco simboliza a virgindade de Santa Filomena, e o vermelho seu martírio.

A faculdade para benzer os cordões de Santa Filomena foi dada aos Padres de São Vicente de Paulo, mas atualmente qualquer padre pode benzê-lo validamente. A oração oficial da bênção do Cordão é:

S- “Senhor Jesus, concedei que todos os que usem este cordão mereçam ser preservados de qualquer perigo e recebam a saúde da alma e do corpo.”

O cordão deve ser usado na cintura, sob a roupa, e se possível não ser retirado. Se não for possível usá-lo na cintura, pode-se usá-lo no braço ou na perna.

O Óleo de Santa Filomena
Esse óleo milagroso é retirado de qualquer lamparina que esteja iluminando uma imagem ou estampa de Santa Filomena, para passar no local da enfermidade.

LADAINHA DE SANTA FILOMENA
(composta pelo Cura d’Ars, São João Batista Maria Vianney)

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho de Deus, Redentor do Mundo, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha das Virgens, rogai por nós.

Santa Filomena, cheia de abundantes graças desde o berço, rogai por nós.
Santa Filomena, fiel imitadora de Maria, rogai por nós.
Santa Filomena, modelo das Virgens, rogai por nós.
Santa Filomena, templo da perfeita humildade, rogai por nós.
Santa Filomena, abrasada no zelo da glória de Deus, rogai por nós.
Santa Filomena, vítima do amor de Jesus, rogai por nós.
Santa Filomena, exemplo de força e de perseverança, rogai por nós.
Santa Filomena, espelho das mais heróicas virtudes, rogai por nós.
Santa Filomena, firme e intrépida em face dos tormentos, rogai por nós.
Santa Filomena, flagelada como o vosso Divino Esposo, rogai por nós.
Santa Filomena, que preferistes as humilhações da morte aos esplendores do trono, rogai por nós.
Santa Filomena, que convertestes as testemunhas do vosso martírio, rogai por nós.
Santa Filomena, que cansastes o furor dos algozes, rogai por nós.
Santa Filomena, protetora dos inocentes, rogai por nós.
Santa Filomena, padroeira da juventude, rogai por nós.
Santa Filomena, asilo dos desgraçados, rogai por nós.
Santa Filomena, saúde dos doentes e enfermos, rogai por nós.
Santa Filomena, nova luz da Igreja peregrinante, rogai por nós.
Santa Filomena, que confundia a impiedade do século, rogai por nós.
Santa Filomena, cujo nome é glorioso no Céu e formidável para o inferno, rogai por nós.
Santa Filomena, ilustre pelos mais esplêndidos milagres, rogai por nós.
Santa Filomena, poderosa junto de Deus, rogai por nós.
Santa Filomena, que reinais na glória, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, Santa Filomena,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração

Nós Vos suplicamos, Senhor, que nos concedais o perdão dos nossos pecados pela interecessão de Santa Filomena, Virgem Mártir, que foi sempre agradável aos vossos olhos pela sua eminente castidade e exercício de todas as virtudes.

Santa Filomena, rogai por nós. (3 vezes)


COROINHA DE SANTA FILOMENA
A Coroinha de Santa Filomena é um pequeno rosário formado por contas brancas e vermelhas. Reza-se assim:

1 Credo… (na medalha)
3 Pai-Nossos (nas contas brancas) em honra da Santíssima Trindade, por cuja glória Santa Filomena deu a vida.
13 Ave-Marias (nas contas vermelhas) em louvor dos 13 anos em que viveu na terra a Virgem Mártir.
A cada Ave-Maria acrescenta-se a jaculatória:
Santa Filomena, pelo sangue que derramastes por amor a Jesus Cristo, alcançai-me a graça que vos peço.
ou:
Santa Filomena, pelo Vosso amor por Jesus e Maria, rogai por nós.

Termina-se a coroinha na medalha triangular, com uma oração a Santa Filomena:

Ó gloriosa Princesa da Corte Celestial, Santa Filomena, prostrado diante de vós, rememorando as vossas virtudes e prodígios, minha alma engrandece ao Senhor que operou em vós tamanha maravilha de santidade.
Querida Protetora, vinde em meu auxílio para conduzir-me pelos caminhos da virtude, para ser minha fortaleza em face do inimigo infernal, para me trazer do Coração de Jesus a riqueza dos auxílios divinos que são pra este devoto a saúde, a paz do coração, a solução de minhas dificuldades, o bem-estar de minha família e o consolo em toda tribulação.
Milagrosa Santa Filomena, em Vós confio! Amém.

(também se reza a

Ladainha e uma Salve Rainha)
06.02.2017




13.08.2016

FILME SEDE SANTOS 9 - VIDA DE SANTA FILOMENA (TRECHO)



08.07.2007






FILME SEDE SANTOS 9 - VIDA DE SANTA FILOMENA (TRECHO)