segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Jacareí, 18.11.2017 - Palestra do Vidente Marcos Tadeu Teixeira

Jacareí, 12.11.2017 - Palestra do Vidente Marcos Tadeu Teixeira

Jacareí, 19.11.2017 - Palestra do Vidente Marcos Tadeu Teixeira

Jacareí, 19.11.2017 - Mensagem de Nossa Senhora - Aparições de Jacareí

SANTOS DE CADA DIA, 20 DE NOVEMBRO - Beata Maria Fortunata Viti E S. FELIX DE VALOIS


 Beata Maria Fortunata Viti 
 


“Humildade: esta é a virtude que Maria Fortunata personifica. Esta insignificância é a sua grandeza. Somos lembrados do Magnificat , e isso por si só fala o grau de Maria Fortunata de autenticidade cristã e a profundidade de sua perfeição espiritual. A humildade é a sua mensagem”, afirmava o Papa Paulo VI na beatificação de Maria Fortunata, nascida em Veroli na Itália no dia 10 de fevereiro de 1827. Batizada com o nome de Anna Felicia Veti foi a terceira de nove filhos do casal Luigi Viti e Anna. Sua infância esteve cheia de desafios, pois seu pai era entregue aos vícios e sua mãe faleceu quando tinha somente 14 anos. Essas circunstâncias forçaram-na a trabalhar como doméstica para sustentar a família. Com muita dedicação conduziu a família na fé e no sustento financeiro.
Decidida a entregar sua vida à Deus, no dia 21 de março de 1851, ingressou no mosteiro beneditino de Santa Maria de Franconi. Adotou o nome de Irmã Maria Fortunata e lá serviu durante 70 anos nos trabalhos de fiação e costura e lavagem e conserto das roupas. Dedicava-se profundamente à oração e piedade. A via da humildade e do serviço foi o caminho escolhido por Deus e abraçado por Maria Fortunata que permaneceu analfabeta por toda a vida, mas vigorosamente formada na disciplina da fé e do serviço aos irmãos. Sua missão silenciosa e piedosa desgastou-a e consumiu sua saúde, ficando reclusa ao seu leito sem poder andar, ouvir e falar.
Faleceu no dia 22 de novembro de 1922 e após sua morte muitos casos de milagres por sua intercessão foram relatados. Em 1935 seus restos mortais foram transladados para a Igreja da abadia. Foi declarada venerável em 1964 pelo Papa Paulo VI que também a beatificou no dia 08 de outubro de 1967. Dela falava o Papa: “Seu nome é humilde sacrifício e amor flamejante; e todos parecem refletir o sorriso, a pureza, a coragem, a obediência, o trabalho, a devoção a Maria Fortunata.”
 S. FELIX DE VALOIS
Co-fundador da Ordem da Santíssima Trindade e dos Cativos





Nasceu em Amiens, França, em 1127 e morreu em 1212, sendo o seu culto aprovado pelo Papa Alexandre VII em 1666. Foi co-fundador da Ordem da Santíssima Trindade (os Frades Trinitários) para o Resgate dos Cativos.

No começo do século XII, o distrito de Somme e Aisle na França era governado pelo Conde Raul de Vermandois e de Valois, príncipe da Casa dos Capet  e Carlosmagno. Sua esposa Alienor de Champagne era também da casa de Carlosmagno. Em 19 de abril de 1127 ela deu à luz  um filho que foi batizado com o nome de Hugo, em homenagem ao seu avô, o filho de Henry I, Rei da França.

O jovem Hugo foi enviado para a Abadia de Clairvaux para ser educado. Com 20 anos ele saiu numa cruzada, mais foi incógnito para não ser tratado de modo diferente. Três anos mais tarde ele retornou, viajou pela Itália e foi ser um eremita no norte da Itália ou perto de Clermont d’Oise. Para evitar ser reconhecido ele mudou o nome para Félix e se tornou um sacerdote.

Em 1193 ele estava vivendo em extrema solidão perto de Montigny quando recebeu a visita de São João de Matha que, tendo-se diplomado na Universidade de Paris, tornou-se sacerdote, celebrando sua primeira missa em 28 de janeiro de 1193. Eles se tornaram amigos, formando uma pequena comunidade junto com outros discípulos.

Um dia em 1197, uma corça branca, que vinha com freqüência beber água numa fonte onde os eremitas tiravam sua água, apareceu com uma cruz vermelha e azul entre os chifres. João lembrou da visão que havia tido durante a sua primeira missa, quando ele viu um anjo vestido de branco com uma cruz vermelha e azul em seu peito. Ele e Félix sabiam que a corça era um sinal de Deus e que eles deveriam seguir em frente com os planos que haviam discutido. Este plano era fundar uma Ordem Religiosa dedicada a resgatar os cativos cristãos que eram capturados pelos Mouros durante as cruzadas.

Juntos, eles apresentaram seu plano, em Roma, ao Papa Inocêncio III, o qual não só deu sua aprovação, mas deu aos fundadores o hábito da Ordem: branco com uma cruz vermelha e azul. João e Félix retornaram a França e a sua comunidade foi renomeada de Cerfroid em homenagem à corça. Em 17 de dezembro de 1198, o Papa aprova a Regra Própria da nova Ordem.

João deixou Cerfroid para começar o trabalho de resgatar os cativos; Félix ficou como Supervisor Geral em Cerfroid, mas mais tarde foi a Paris para estabelecer o hospital da Ordem em Saint Mathurin o qual havia sido doado a eles. Como resultado, membros da Ordem eram popularmente chamados de Mathurinos; os frades trinitários eram também conhecidos como “frades dos asnos” sendo que sempre usavam esse meio de transporte (o asno) como testemunho de pobreza.

Na noite de 8 de setembro de 1212, embora o frade sacristão de Cerfroid tinha esquecido de bater o sino da manhã (geralmente às 3 da madrugada), Félix desceu à Igreja para cantar o matutino com a comunidade, como de costume, e encontrou a Virgem Maria e anjos, todos eles usando o hábito da Ordem. 

Alguns dias mais tarde João de Matha retornou a Cerfroid para ver seu velho amigo, mas ficou apenas alguns dias. Em 4 de Novembro de 1212 Félix morreu com a idade de 85 anos.

Ele teria sido enterrado em Cerfroid. A grande reputação de sua santidade e de milagres reportados em sua tumba fez com que o Papa Urbano IV o canonizasse em 1 de maio de 1262.

Em 1631 os trinitários tentaram receber a permissão para celebrar as festas dos santos Félix e João liturgicamente na França e na Espanha, como seus confrades na Inglaterra haviam conseguido desde 1308; mas como o Concílio de Trento havia estabelecido controles restritivos dessas celebrações, eles não receberam permissão. A Bula papal de canonização de Félix do Papa Urbano IV também havia se perdido, assim os trinitários começaram a colher novos dados.

Eles encontraram os “canons”  de Meaux invocando São Félix desde 1219; em 1291 o Capítulo Geral fixou o dia de sua festa e em 1308 o provincial da Inglaterra recebeu os ofícios da missa do Papa João XXII. Havia bastante documentos para convencer ao Papa Alexandre VII a confirmar o culto em 21 de outubro de 1666. Mas 5 anos mais tarde o Sagrado Colégio dos Ritos ainda não havia adicionado Félix e João no Martirológio Romano, e apenas com a intercessão do Rei Luís XIV de França e Filipe V da Espanha a favor de Félix de Valois, fez com que o Papa Inocêncio XII estendesse as festas de São Félix e São João de Matha a toda Igreja católica em 1694.

São Félix é mostrado na arte litúrgica da Igreja como: 1) um velho com o hábito trinitário e correntes ou cativos ao seu lado, ou 2) perto de uma fonte onde uma corça bebe água ou 3) junto a uma corça com uma cruz nos chifres. Ele é venerado em Meaux e Valois (França).


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SANTOS DE CADA DIA 19 DE NOVEMBRO- SANTA INÊS DE ASSIS

Santa Inês de Assis, irmã de Santa Clara de Assis

Virgem da Segunda Ordem (1198-1253). Bento XIV, no dia 15 de abril de 1762, concedeu ofício e Missa em sua honra. 

A vida de Santa Inês de Assis, irmã de Santa Clara nos é quase desconhecida... Ela, no entanto, teve um papel relevante na história clariana, aderiu de coração e alma ao carisma de pobreza e sororidade, sendo a primeira vocacionada à vida da Ordem das Clarissas, depois da fundadora, Clara de Assis. Pode, com certeza, ser considerada como cofundadora, por sua dedicada colaboração. Foi quem mais partilhou com Clara o ideal evangélico; é um protótipo autêntico e acabado da Irmã Pobre, um modelo e um exemplo de vida para a clarissa hoje. A Igreja venera-a como santa e sua festa é celebrada no dia 19 de novembro. Talvez algumas notícias históricas, fruto de sérias pesquisas, nos ajudem a conhecê-la melhor. Nasceu em Assis em 1196-1197. Segunda filha de Favarone de Ofreduccio e da Bem-aventurada Ortolana, ambos da nobreza da Úmbria, teve mais uma irmã, chamada Beatriz, também clarissa beatificada, que morreu a 25 de janeiro de 1260 e que teria nascido por volta de 1199. Seu nome de batismo era Catarina (Catherina), como resultado da influência de uma viagem de Ortolana à Terra Santa, passando pelo famoso mosteiro de Santa Catarina de Alexandria, no Monte Sinai, cujos ossos guardados na igreja atraíam peregrinos que desembarcavam no porto egípcio de Damieta e prosseguiam viagem, passando pelo Sinai e posteriormente por Gaza, rumo à terra de Jesus Cristo. Esta mesma devoção inspirou também o nome de muitos mosteiros do início da Ordem de Santa Clara, e era, além disso, um nome muito comum entre as mulheres da época medieval. A infância e adolescência de Catarina foram vividas no palácio da família na praça da catedral de São Rufino, em Assis, com breves estadias de veraneio no castelo de Coresano, no caminho de Gúbio, que pertencia aos cavaleiros nobres de Ofreduccio. Residiu com a família em Perusa como refugiados, num certo período de anos, durante a guerra que se desenrolava em Assis entre o povo em revolta contra o domínio do Imperador e contra os Feudatários. Juntamente com Clara e Beatriz, foi educada santamente pela mãe Ortolana, partilhando dos sentimentos de Clara e desejando, como ela consagrar-se somente a Deus. Clara mesma rezou por sua irmã, suplicando para ela o dom da mesma vocação. Sua personalidade foi se delineando entre as aspirações ao poder e prestígio da nobre família, que se enfileira na guerra a favor dos perusinos contra a cidade natal, e os exemplos de devoção e de virtudes que vê em sua mãezinha e em sua irmã mais velha, Clara. “Com ela vive em concórdia e afinidade de alma” e há entre elas um maravilhoso afeto mútuo que tornará dolorosa a separação, quando Clara deixa a família para seguir o ideal evangélico de Francisco no caminha da altíssima pobreza.
Das Fontes clariana e franciscanas conhecemos como Clara, entre as primícias que oferecia a Deus, com todo os sentimentos do coração, pedia com maior intensidade que aquela concórdia e afinidade de alma que tivera no mundo com a irmã se tornasse agora união de vontade entre elas no serviço de Deus. Reza com insistência ao Pai das misericórdias, e sua oração é atendida. Eis que uma luz inunda o coração de Inês, mostrando-lhe a belíssima realidade de um amor divino livre e soberano que domina em sua jovem vida e torna-se tudo.
Santa Inês de Assis foi a segunda depois de Clara na Ordem das Clarissas, iniciando sua vida consagrada a Deus com apenas catorze anos. Sua fuga de casa ocorreu dezesseis dias depois de Clara ter abandonado a família, e foi encontrá-la na igreja de Santo Ângelo de Panço, nas encostas do Monte Subásio, perto de Assis, onde vivia um pequeno grupo de mulheres numa vida de penitência evangélica, mas sem seguir nenhuma regra. Eram provavelmente chamadas Beguinas. Neste mesmo lugar, os parentes tentaram fazê-la retornar, mas ela resistiu firmemente, com a ajuda da oração de Clara. Este local, na verdade, não tinha a segurança do direito de asilo. Se tiivesse, como o mosteiro de São Paulo das Abadessas, na confluência dos rios Tescio e Chiascio, mais distante de Assis, Abadia de monjas beneditinas, em que Clara estivera anteriormente, e de onde seus parentes desistiram de tirá-la depois que tocou as toalhas do altar, apelando para o direito de asilo, que poderia resultar em excomunhão para quem o violasse, Inês estaria protegida. As duas irmãs seguiam os passos de Cristo na Igreja de Santo Angelo quando se desencadeia o ataque dos parentes que, com violência tentam levar Catarina, enquanto Clara, pondo-se a rezar com lágrimas, implora que seja dada à irmã firmeza de propósito. Repentinamente os cavaleiros, com todos os seus esforços, não conseguem mais levantá-la do solo. O tio Monaldo mesmo, que oprimido pela raiva queria atingi-la com um golpe mortal, tomado de uma dor atroz na mão erguida para golpeá-la, foi constrangido a desistir de uma tal luta e a afastar-se com seus soldados, com amargura pelo insucesso. A Legenda de Santa Clara narra com vivacidade este fato, exaltando a sua convicção firme e a confiança na oração de sua irmã. Depois desta luta, São Francisco cortou pessoalmente os seus cabelos e mudou seu nome Catarina para Inês, recordando a firmeza de opção que lembrava a virgem e mártir romana, Santa Inês, depois que ela, pelo “inocente Cordeiro Jesus Cristo, imolado por nossa salvação, fortemente resistiu e virilmente combateu”. São Francisco mesmo a orientou no caminho do Senhor. Conduziu-as, então, na companhia de Frei Bernardo e Frei Felipe, para o pequeno e pobre mosteiro que reconstruíra alguns anos antes, São Damião, onde logo chegaram outras companheiras, das quais um número significativo seria de bem-aventuradas, tornando São Damião um lugar perfumado de santidade. Aqui, Inês aprende de Clara a afastar da mente todo rumor, para poder aderir unicamente às profundidades do mistério de Deus. Não teme abraçar as penas, as fadigas, as privações da pobreza e acolhe tudo com alegria, na entrega ao Esposo. Seguindo o mesmo caminho da irmã, ama contemplar Cristo Pobre e Crucificado. Recebeu graças grandiosas na contemplação e, numa certa ocasião, Santa Clara a teria visto ser coroada três vezes por um anjo, enquanto permanecia suspensa no ar. Confessando a sua irmã o que se passara, narrou que pensava devotamente na bondade e paciência de Deus, como e quando todos os dias se deixa ofender pelos pecadores. Meditava, condoendo-se e compadecendo-se. Refletia sobre o inefável amor que Jesus tem pelos pecadores e como, por sua salvação, sofreu a Paixão e a Morte. Além disso, meditava sobre as almas do purgatório, que não podem por si mesmas alcançar alívio.
A Crônica dos primeiros vinte e quatro Gerais da Ordem dos Frades Menores conservou uma pequena narrativa biográfica de Santa Inês, descrevendo sua fidelidade e assiduidade à oração. Pela tradição temos presente que possuía uma terna e afetuosa devoção ao Menino Jesus e ao Crucificado. A tradição narra que ficou marcada com um sinal no rosto, devido a um beijo do Menino Jesus. Fazia penitências ásperas, mortificações penosas e jejuns rigorosos. Era de um temperamento dócil, delicado, tranqüilo. Caridosa e terna, era cheia de solicitude pelas irmãs que sofriam. Era prudente e madura, testemunho de constância e fidelidade ao compromisso assumido no albor de sua juventude, no desabrochar de seus verdes anos oferecidos ao Senhor. Em 1221, dez anos depois dos inícios de São Damião, Inês foi enviada a Florença, juntamente com Irmã Giácoma, que também havia ingressado em São Damião. Não se conhece com precisão a data de sua chegada a Monticeli e diversas são as afirmações. Sabemos com certeza que ainda estava em São Damião em 1220, pela exata datação de uma carta do Cardeal Hugolino que, escrevendo a Clara, saúda a irmã, que evidentemente estava ali presente. Irmã Chiara Lúcia Garzônio, clarissa do mosteiro de Santa Inês de Florença, grande estudiosa , é propensa a datar a partida de Inês em torno de 1221, como resulta da Crônica do mesmo mosteiro de Monticeli, redigida em 1649, mas que se baseava em documentos precedentes, posteriormente perdidos, e onde se diz que passando por Florença “Francisco mesmo prometeu enviar Inês de Assis às irmãs florentinas”. Também a Crônica dos XXIV Gerais refere o fato de que Inês “foi mandada pelo bem-aventurado Francisco como abadessa em Florença, onde... com o exemplo da santidade de sua vida e com a sua palavra doce e persuasiva, plena de amor de Deus, fervente no desprezo do mundo, plantou naquele mosteiro, como desejava Santa Clara, a observância da pobreza evangélica”. A confirmação mais segura desta data nos vem dos documentos da fundação do mosteiro de Santa Maria de Santo Apolinário, em Milão, que ocorreu em 1222, para a qual é enviada Irmã Giácoma, explicitamente chamada “companheira de Inês, irmã de Clara”. Esta separação de Clara e das irmãs foi para ela na verdade uma prova muito dura. Assim o expressa numa carta escrita logo depois da chegada a Florença. É a única que se conserva, infelizmente, pois se presume que a correspondência tenha continuado posteriormente. Nesta carta, expõe toda a dor pela qual passa, por estar separada das irmãs que tanto ama e com quem pensou que viveria por toda a sua vida. Entretanto, fala também da alegria que experimentou pelo acolhimento carinhoso das novas irmãs e de como se surpreendeu pelo espírito de obediência e docilidade que demonstram para consigo. Acena brevemente ao fato do Papa ter acedido aos seus pedidos e pede que as irmãs roguem ao Frei Elias que as visite com freqüência para consolá-las no Senhor. Inês e Giácoma chegaram poucos meses antes do Natal de 1221, sendo recebidas pelos Frades Menores, já presentes numa comunidade nas proximidades de Florença, na igreja de Santa Maria em São Galo. Este mosteiro de Monticeli, à margem esquerda do rio Arno, sobre as colinas de Florença, tinha como abadessa, desde 1219 por bula de Honório III, uma jovem irmã clarissa de família nobre, chamada Advegnente de Albizzo de Amadei, e não distava muito da comunidade de Frades Menores. Advegnente, com algumas companheiras (Boaventura, Giovanela, Lucia, Cristina), iniciara uma vida pobre no estilo de São Damião a 25 de março de1218, quando o próprio Francisco de Assis, passando por Florença, consagrou-as na Igreja de Santa Maria, na localidade de São Galo e, em seguida, foram acompanhadas a Monticeli pelo benfeitor dos Frades, Guido de Volto del’Arco e sua esposa Bernardesca, onde deram início oficial à vida clariana. Em Monticeli, a igreja e o mosteiro haviam sido construídos com a aprovação do Cardeal Hugolino e a generosa doação do casal Teresa (Sassa) e Forese Merguilese Belicuzi, que inclusive mandaram fundir um sino, onde deixaram gravada a data e o nome do casal, para perpetuar a memória da doação. A 19 de março de 1217, na presença do Bispo de Florença, Monsenhor Giovani Veletri e do delegado oficial do Cardeal Hugolino, Belinguiero Gerolami, foi ratificado o documento de doação do terreno. Estavam presentes Advegnente e suas companheiras, que já residiam na igreja de Santa Maria do Santo Sepulcro, em Florença, à espera das luzes de Deus e da possibilidade de iniciar a vida pobre e penitente das clarissas, tendo por modelo o mosteiro de São Damião de Assis. A 27 de março de 1219 a fundação fora aprovada oficialmente pelo Papa Honório III, que concedeu também o Privilégio da Pobreza à comunidade nascente. Procuravam aproximar-se em tudo, o mais possível, do ideal evangélico vivido em São Damião de Assis, e tinham na pessoa de Clara uma referência contínua. Através dos Frades Menores eram instruídas e introduzidas no caminho do seguimento de Jesus Cristo em pobreza e humildade. Solicitaram então, a conselho do próprio Francisco e dos Frades, a presença de irmãs do próprio mosteiro de São Damião, que ao menos temporariamente as orientassem no espírito da Ordem. E foi assim que Inês e Giácoma foram enviadas por Clara e Francisco a Florença. Logo ao chegar, em 1221, Inês assumiu os cuidados da comunidade, como abadessa, sendo uma presença discreta e acolhedora, materna, sensível, cultivando em sua irmãs o autêntico espírito da vivência das Irmãs Pobres. Todas lhe prestaram obediência com cortesia e reverência, sendo-lhe dóceis e dedicadas e disso Inês ficou sumamente admirada e edificada.
Em 1222, na primavera (entre março e junho), o Cardeal Hugolino visitou pessoalmente as irmãs e os frades de Florença. Queria que Inês fosse a Milão para realizar outra fundação, mas como estivesse há tão pouco tempo na direção e cuidado das Irmãs, a escolha recaiu sobre Giácoma, que viera com ela de Assis e que tinha bem presente o espírito das Irmãs Pobres. Giácoma partiu para Milão com Fiora e mais duas irmãs de Florença, sendo que o mosteiro ficou concluído em novembro de 1224, junto à igreja de Santa Maria de Santo Apolinário, perto de um canal de águas, lugar de neblinas constantes. Giácoma permaneceu oficialmente como abadessa em Milão até 1228, entretanto seu nome consta no elenco de irmãs até 1236, sendo abadessa nesta época Irmã Belvésia.
Em 1235, na primavera, após a Páscoa, passou por Florença Irmã Iluminata de Assis. Chamava-se Grazia, filha de messer Giovani Renaro de Assis, do mosteiro de São Damião, que havia ingressado depois da partida de Inês. Dirigia-se a Mântua, para auxiliar numa nova fundação, juntamente com Irmã Ana, também de Assis. Frei Leão Perego, ministro provincial da Lombardia, pedira a presença das damianitas em Mântua, numa comunidade de mulheres reunidas em Tieto, numa localidade chamada Miliarino, para seguir a Forma de Vida das Irmãs Pobres. Com a aprovação do Cardeal Hugolino, agora Papa Gregório IX, Clara decidira, então, enviar também Inês a Mântua, com algumas irmãs de São Damião e de Florença. Ainda no ano de 1235 chegaram a Mântua Inês, Iluminata, Ana, Andrea e Madalena. O mosteiro fora adaptado numa antiga construção, com o apoio dos Frades Menores e do benfeitor Zambonino de Rufino, que doou o terreno e, posteriormente, a 17 de março de 1242, após a morte da esposa, renovou sua doação à abadessa do mosteiro já ereto canonicamente, Irmã Iluminata. Irmã Ana de Assis recebeu mais uma missão: partiu de Mântua para Veneza, para dar auxílio a uma comunidade de Clarissas, não se tem certeza se em 1237 ou depois de 1242. E Santa Inês retornou a Florença justamente num período entre estas datas, pelo que resulta das pesquisas. Neste tempo era abadessa em Monticeli novamente Advegnente, que morreria nesta fundação de Florença no ano de 1259, deixando um belíssimo exemplo de santidade e testemunho de vida evangélica e amor à Ordem. As fundações de Veneza, Pádua, Milão e várias outras cidades teriam reclamado a presença de Inês para orientá-las, e houve mesmo quem a tivesse colocado aí, em narrativas bem posteriores. Mas historicamente, até onde podemos hoje chegar através de investigações e pesquisas rigorosamente comprovadas, apenas Florença e Mântua tiveram esse privilégio de ter a orientação da santa irmã de Clara.
Em Monticeli de Florença, Inês conheceu uma jovem chamada Humiliana de Cerdi, que desejou muito ingressar no mosteiro das Clarissas, mas por vontade dos parentes teve de se casar aos 15 anos. Nas enormes dificuldades e sofrimentos, encontrava força nos diálogos com Santa Inês, que se tornou sua orientadora espiritual. Por conselho de Frei Miguel, Humiliana ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Levou uma vida santa, teve duas filhas e ficou viúva com menos de vinte anos. Morreu em 1246 e foi a primeira Santa de Florença, da Ordem Franciscana. Somente em 1253, perto da morte de Santa Clara, Inês retorna a Assis. Ali, continua profundamente unida a Advegnente e à comunidade de Florença. Numa situação oportuna, solicita do Papa Inocêncio IV a confirmação do Privilégio da Pobreza para o mosteiro de Florença. Em data de 26 de maio de 1253, de Assis, endereçada ao Cardeal Reinaldo, o Papa confia em proteção solícita a ele mesmo e a seus sucessores o mosteiro de Monticeli, até que a abadessa e as irmãs mantivessem o propósito de nada possuir além de Deus. Através da Crônica dos XXIV Gerais, de 1300, sabemos que Inês morreu em São Damião, a 27 de agosto de 1253, dezesseis dias após a morte de Clara. Tinha cerca de cinqüenta e seis anos de idade. Da legenda de Santa Clara sabemos da promessa que Clara, ao morrer, fez a irmã que lhe estava bem próxima: “Agrada a Deus, irmã caríssima, que eu parta; mas tu, deixa de chorar, porque logo virás ao Senhor atrás de mim e, antes que eu me separe de ti, será concedida pelo Senhor uma grande consolação”. Realmente, poucos dias depois, Inês, chamada às núpcias do Cordeiro, seguiu a irmã Clara na alegria celeste. Na ocasião da morte de Inês, a multidão da cidade de Assis acorreu ao mosteiro, aclamando-a como santa. Ao subirem pela ponte levadiça do mosteiro, houve um acidente, devido ao excesso de peso, em que muitas pessoas ficaram feridas na queda. Entretanto, como primeiro sinal de suas virtudes sobrenaturais e de sua santidade, ao ser invocada, curou milagrosamente seus ferimentos. Assim, confirmou-se para a população a certeza de sua santidade, depois ratificada pela Igreja. Inês foi solenemente canonizada a 15 de abril de 1752, pelo Papa Benedito XIV. Foi sepultada inicialmente na cripta ao lado da capela, no mosteiro de São Damião. Em 1260 seu corpo foi inumado e transportado para junto do túmulo de Santa Clara, na Basílica, dentro dos muros de Assis, quando as Clarissas se transferiram para o novo mosteiro, sob a direção da Bem-aventurada Benedita de Assis, abadessa das Irmãs Pobres. Ali repousa, juntamente com Ortolana e outras irmãs que haviam morrido antes da transferência das primeiras Clarissas para o Protomosteiro de Assis e que foram com ela transportadas para dentro dos muros de Assis. São dezesseis as Clarissas Bem-aventuradas, dentre as primeiras damianitas, além de Santa Clara e de Santa Inês, incluídas Ortolona e Beatriz, como riquíssimo fruto da árvore fecunda que brotou no campo da Igreja, a Ordem das Clarissas. Depois do Oitavo Centenário do nascimento de Santa Clara, olhamos agora para o “primeiro rebento” da Plantinha de Francisco, para aprender dela aquela concórdia e afinidade de alma que tornou-se união de vontade no serviço de Deus, e com ela gozarmos da Cruz de Cristo, colocando-nos também nós na escola de Clara, discípula e pedagoga, candelabro de santidade que refulge diante do tabernáculo de Senhor.


Carta de Santa Inês à Santa Clara de Assis



Carta de Inês de Assis à Santa Clara


A sua venerável mãe e senhora em Cristo, distinta e querida senhora dona Clara, e a toda a sua comunidade. Inês, humilde e mínima serva de Cristo, prostrada a seus pés com toda submissão e devoção, deseja-lhes o que de mais doce e precioso se possa desejar no sumo Rei altíssimo.
Como a condição de todos foi feita de tal forma que nunca dá para ficar na mesma situação, quando alguém acha que está na prosperidade, então é que mergulha na adversidade. Por isso deve saber, mãe, que estou na maior tribulação e numa imensa tristeza corporal e espiritual. Estou sofrendo um peso e uma dor fora do comum e quase não consigo falar, por estar separada de você e das outras minhas irmãs, com quem pensei que, neste mundo, ia viver e morrer.
Essa tribulação já começou, mas não sei quando vai acabar. Nunca diminui, só cresce. Surgiu há pouco, mas não vai de jeito nenhum para o ocaso. Está sempre junto de mim, não quer se afastar. Eu achava que a vida e a morte deviam unir na terra as que convivem juntas no céu, que a mesma sepultura ia conter as que são da mesma natureza. Mas, pelo que estou vendo, enganei-me, estou angustiada, estou abandonada, estou atribulada por todos os lados.
Ó minhas ótimas irmãs, tenham pena de mim, por favor, chorem comigo, para não virem a sofrer algo parecido, e vejam que não há dor como a minha. Esta dor me machuca sempre, esta tristeza me tortura, este ardor não pára de queimar, por isso estou cheia de angústias por todo lado e não sei o que fazer. Ajudem-me, por favor, com suas piedosas orações, para que essa tribulação me seja tolerável e leve. Ó dulcíssima mãe e senhora, que posso dizer se já não espero rever corporalmente a vocês, minhas irmãs?
Ah! Se pudesse expressar meus pensamentos como desejo! Ah, se pudesse mostrar para vocês nesta folha a longa dor que espero e está sempre diante de mim! Minha cabeça queima por dentro, crucia-se pelo fogo inextinguível das tribulações. O coração geme lá dentro e os olhos não param de derramar rios de lágrimas. Estou toda cheia de tristeza, já quase toda consumida no espírito. Não acho consolação, por mais que busque. Concebo uma dor atrás da outra quando remôo no coração que já não tenho nenhuma esperança de ver você nem minhas irmãs.
Desta parte não há quem me console de todos os meus queridos, mas por outro lado estou muito consolada e vocês podem se congratular comigo. Pois encontrei a maior concórdia, nenhuma divisão, melhor do que poderia esperar. E todas me receberam com a maior cordialidade e alegria, e me prometeram obediência devotamente, com reverência.
Todas elas se recomendam a Deus, a vocês e à sua comunidade, e eu também lhes recomendo a mim mesma e a elas em tudo e por tudo, para que tenham solícito cuidado de mim e delas como irmãs e filhas suas. Saibam que eu e elas queremos observar todo o tempo de nossa vida inviolavelmente os seus conselhos e preceitos. Além do mais, podem saber que o senhor Papa acedeu em tudo e por tudo ao que eu disse e pedi, de acordo com a sua intenção e a minha, na questão da propriedade.
Peço que roguem ao Frei Elias que se sinta obrigado a me visitar com frequência para me consolar no Senhor.


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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SANTOS DE CADA DIA , 18 DE NOVEMBRO-SANTA ROSA FILIPA E Beata Carolina Közka Virgem e mártir

Santa Rosa Filipina Duchesne, Fundadora - 18 de novembro 

 

Rosa Filipina Duchesne é o primeiro nome que aparece na lista dos pioneiros do Memorial Jefferson de São Luís, Missouri. Ela chegou aos Estados Unidos na idade de 49 anos e durante 34 anos se dedicou à educação dos colonos e dos índios, falecendo na idade de 83 anos.

Filha de Pierre-François Duchesne, um eminente jurista, sua mãe, Rosa Eufrásia Perier, foi ancestral de Jean Casimir Perier, Presidente da França em 1894. Nasceu em Grenoble, França, em 29 de agosto de 1769. Foi batizada na igreja de São Luís, e lhe deram o nome de São Felipe Apóstolo e o de Santa Rosa de Lima, primeira santa do novo continente.
Ainda criança, sua mãe a levava nas visitas aos pobres e doentes, e dava para as crianças alguns de seus brinquedos. Também ajudava os pobres com o dinheiro que seus pais lhe davam para gastar.
Estudou com as Visitandinas, no colégio de Santa Maria d’en Haut. Como aos 12 anos manifestou a seus pais o desejo de fazer-se religiosa, retiraram-na do colégio e colocaram um tutor que lhe ensinava matemática, latim, idiomas, música e dança.
Aos 18 anos pediu ao pai permissão para ingressar no convento, mas ele se opôs. Entretanto, em companhia de uma tia foi visitar o convento e ficou com as religiosas; finalmente obteve com sua constância o consentimento do pai.
Quando a Revolução Francesa confiscou o convento e expulsou as religiosas, Rosa Filipina teve que retornar para a casa dos pais, onde viveu como religiosa. Nos onze anos seguintes desenvolveu uma intensa obra apostólica assistindo prisioneiros, pobres e doentes.
Finda a revolução em 1801, com a ajuda financeira de seus primos, Rosa Filipina alugou o antigo convento de Santa Maria d’en-Haut, em Grenoble, e se instalou ali com algumas crianças que estavam sob seus cuidados e convidou as religiosas visitandinas para regressarem. Este projeto fracassou.
Foi quando ouviu falar de Madre Madalena Sofia Barat (canonizada), que havia fundado a Sociedade das Religiosas do Sagrado Coração, em Amiens, e a procurou. A Madre Barat aceitou sua proposição e, em 13 de dezembro de 1804, ela chegou com 3 religiosas. Em 1805, aos 26 anos de idade, depois de um breve período de noviciado, Rosa Filipina Duchesne pronunciou seus votos religiosos.
Como a Congregação se dedicava ao ensino, a casa de Santa Maria se transformou em um pensionato. O início foi difícil. Mas, as alunas chegaram, até mesmo a sobrinha da Madre Duchesne (em 1814).
Entretanto, ser missionária era um sonho seu desde a infância. A Madre Barat desejando verificar a solidez de sua vocação, inicialmente a enviou para fundar uma comunidade em Paris.
Em 1817, Mons. Guilherme Valentim Dubourg, Bispo de Luisiana, Estados Unidos, em visita a França, pediu religiosas para educar as meninas e os índios de sua diocese, e a Madre Rosa Filipa foi eleita, com quatro companheiras, para realizar esta missão.
Luisiana era um território amplo, explorado pelos franceses durante um século, e que fora vendido pelo governo de Napoleão Bonaparte aos Estados Unidos por oitenta milhões de francos.
Em São Carlos, próximo de São Luís, Madre Duchesne fundou a primeira casa da Sociedade fora da França, em uma cabana de troncos. Ali viveu todas as austeridades da vida de fronteira: frio extremo, trabalho duro, falta de dinheiro. Já no ano seguinte várias escolas haviam sido fundadas por ela em todo o vale do Rio Mississipi, e em 1820 abriu um noviciado, tendo ingressado na Congregação a primeira religiosa norte-americana.
Madre Rosa Filipina nunca chegou a aprender bem o inglês. As comunicações eram muito lentas; às vezes não lhe chegavam noticias de sua querida França… Lutou para manter-se estreitamente unida à Sociedade do Sagrado Coração da França.
Em meio a numerosas dores físicas, e a critica e incompreensão de muitas pessoas, Madre Rosa Filipina realizou durante quase 30 anos um apostolado infatigável a favor da educação da juventude e do serviço aos indígenas.
Ao ser eleita para o cargo de superiora, quando tinha 72 anos, levou a cabo um desejo de muitos anos: chegar a um acampamento de índios Potawatomi em Sugar Creek, Kansas, e entregar-se de cheio a sua evangelização.
Como fosse muito difícil para ela aprender o idioma dos índios, dedicou grande parte de seu tempo à oração, o que fez com que os indígenas a chamassem “a mulher que reza sempre”. Sua saúde, entretanto, não pode resistir ao regime de vida do povoado.
Depois de um ano, em julho de 1842, voltou à cidade de São Carlos, onde permaneceu até sua morte ocorrida em 18 de novembro de 1852. Porém seu coração valente nunca perdeu o desejo das missões: “Sinto o mesmo desejo pelas Montanhas Rochosas que sentia na França quando pedi para vir para a América...”.
Foi beatificada pelo papa Pio XII em 1940 e canonizada pelo papa João Paulo II em 1988.

 

Beata Carolina Közka Virgem e mártir 


Beata Carolina Közka Virgem e mártir - 18 de novembro

  

     Carolina nasceu na aldeia de Wal-Ruda, próximo de Tárnow, Polônia, no dia 2 de agosto de 1898. Era uma dos onze filhos de Jan e Maria Borzecka Közka. De 1904 a 1912 Carolina frequentou a escola local, tendo feito apenas o curso elementar, pois seus pais eram muito pobres.
     A piedade e a devoção ela recebeu em casa, onde o Rosário era rezado diariamente e a Missa dominical era a forma da família agradecer a Deus os dons que dEle recebia. Com frequência Carolina reunia vizinhos e parentes, especialmente as crianças, e liam as Sagradas Escrituras sob uma pereira próximo de sua casa. Ela gostava de rezar o Rosário usando o terço que sua mãe lhe dera. Devido às suas orações, ela geralmente dormia menos do que precisava. “Durante o dia ela sempre sussurrava as palavras ‘Ave Maria’, pois, como ela mesma dizia, estas palavras faziam-na ‘sentir uma grande alegria no coração’”.
     Ela rezava o Rosário constantemente e mesmo no seu trajeto para ir a igreja assistir à Missa; além da Missa dominical, ela a assistia também durante a semana. O tio de Carolina, Franciszek Borzecki, era uma inspiração para sua fé. Ela o auxiliava na biblioteca e na organização de outras coisas na paróquia; também ensinava catecismo para seus irmãozinhos e para as crianças da vizinhança. Desde a adolescência ela era dirigida pelo Padre Ladislao Mendrala, que a acompanhava na sua ativa vida no núcleo paroquial da aldeia.
     Com o início da 1ª. Guerra Mundial (1914-1918) a Polônia foi invadida pelo exército soviético. A situação em Tárnow era cada dia mais difícil devido aos abusos e a brutalidade dos soldados. Em novembro de 1914 eles controlaram Wal-Ruda. Seis meses antes, no mês de maio de 1914, Carolina recebera o sacramento da Crisma.
     Na noite de 18 de novembro de 1914, um soldado bêbado irrompeu na casa da família Közka exigindo alimento. Como não ficou satisfeito, obrigou o pai e Carolina a acompanhá-lo para reportar a conduta da família às autoridades.
     Nas proximidades da floresta, o soldado obrigou o pai, sob as ameaças de matá-lo e à sua família, a voltar para casa, ficando em poder de Carolina. Dois rapazes que voltavam para casa foram testemunhas do que aconteceu em seguida. O soldado tentou violentá-la, mas ela defendeu-se lutando com ele. Enfurecido, o homem feriu-a várias vezes com sua baioneta. Carolina correu em direção ao pântano, que a salvou de mais ataques, pois a caça ali era difícil para o soldado. Mas era tarde demais para Carolina: as feridas que ele fizera causaram muita perda de sangue. Ela morreu no pântano, mas com sua pureza intacta. Ela tinha somente 16 anos.
     Dezesseis dias depois, no dia 4 de dezembro, o seu corpo foi encontrado. Ele estava mutilado apresentando feridas de baioneta na cabeça, pernas, costas e peito. Suas mãos ensanguentadas demonstravam a resistência que opôs.
     Toda a aldeia compareceu ao seu enterro; Carolina foi sepultada no cemitério da paróquia. Ela passou a ser conhecida como “a Estrela de Tárnow”. Após o seu sepultamento, os habitantes da região vinham rezar no seu túmulo e no local de sua morte. Seu martírio causara muita comoção nos habitantes da região e, no dia 18 de junho de 1916, um monumento em sua memória foi construído próximo à igreja de Zabawa, e no local do delito foi erguida uma cruz.
     Em fevereiro de 1965, o Bispo Jerzy Ablewicz submeteu à apreciação a causa de sua beatificação e canonização (também de seu martírio). Em 10 de junho de 1987, ela foi beatificada em Tárnow. Ao beatificá-la, João Paulo II disse: “A morte de Carolina nos diz que o corpo humano tem um valor e uma dignidade imensa que não se pode baratear. Carolina Közka tinha consciência desta dignidade. Consciente desta vocação, ela entregou sua jovem vida, quando foi necessário entregá-la, para defender sua dignidade de mulher”.
     Após sua beatificação, suas relíquias foram colocadas no altar mor e veneradas pelos paroquianos e peregrinos. Sua casa foi transformada em um museu onde os visitantes podem conhecer mais sobre esta corajosa jovem.
     Carolina ainda não foi canonizada, mas milagres têm sido alcançados por sua intercessão. No 10º dia de cada mês há uma cerimônia junto às suas relíquias pedindo que ela seja canonizada.
     Conhecida como a “Maria Goretti da Polônia”, a Beata Carolina é vista como um grande exemplo de pureza para os jovens do 3º milênio, devido à sua humildade, coragem e fé em Deus. Ela é patrona da juventude e dos agricultores.
Fontes: en.wikipedia.org;wiki; santiebeati.it


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