quinta-feira, 3 de agosto de 2017

SANTOS DE CADA DIA 3 DE AGOSTO- SANTA LIDIA, LICÍNIA, LEÔNCIA...

03/08 – Santa Lídia


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JACAREÍ, 19 DE DEZEMBRO DE 2010

MARCOS: “Para sempre sejam louvados! (pausa) Quem é a Senhora, bela Princesa do Céu? "(pausa)
MENSAGEM DE SANTA LÍDIA
“Amados irmãos! Eu, LÍDIA, serva do Senhor e da Mãe de Deus, vos abençôo hoje agora e vos dou a Minha paz.
Vós sois chamados a serdes os trabalhadores do Senhor, a preparar a Sua Vinha para o Seu regresso e deveis portanto, esforçar-vos para cumprir esta digníssima missão, a fim de que o Senhor encontre muitos frutos de santidade quando Ele enfim regressar.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor, perseverando todos os dias: no amor de Deus, na prática das virtudes, no exercício de todas as boas obras, na observância dos Mandamentos do Senhor, e sobretudo, vivendo como se hoje fosse o último dia de vossas vidas, como se cada dia fosse o último dia de vossas vidas, e não tivésseis mais o amanhã para realizardes boas obras por Deus e pela a salvação das almas. Para que assim, a vossa alma, o vosso coração, sempre zeloso de cumprir aquilo que Deus deseja de vós, possa verdadeiramente, crescer cada dia mais: em amor, em sabedoria e em fruto de toda a boa obra.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor, vivendo como Nós os Santos vivemos, reputando por nada as glórias, alegrias e amores passageiros deste mundo e tendo sempre como único bem, como único objeto do amor das vossas almas: o Sumo bem, Deus mesmo e Sua vontade. Para que assim, vivendo sempre mais para Ele, as vossas vidas sejam perfeitos cânticos de amor e de louvor ao Senhor.
Sejam verdadeiras vidas imersas na transcedência do amor divino, e as vossas almas sejam sempre mais, imagem viva e perfeita do amor do Senhor!
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor, procurando sempre mais estirpar das vossas almas: os defeitos, as vossas fraquezas, fortalecendo-vos sempre mais com o bom e forte alimento da oração contínua, assídua, fervorosa, íntima, profunda, recolhida e sempre mais feita com o coração. Com o bom alimento da meditação da vida dos Santos, de Suas meditações tão ricas e preciosas, tão profundas e verdadeiras. De forma que as vossas almas cheias da sabedoria divina, possam preferir mais a sabedoria do Céu, que a sabedoria dos homens. E as vossa almas possam assim vencer as vãs sabedorias do vosso tempo, deste mundo, que sempre é uma sabedoria vã sem Deus e tantas vezes contrárias à sabedoria de Deus. Para que assim, as vossas almas crescendo sempre mais no conhecimento de Deus, de Seu amor, de Sua vontade, de Sua lei se tornem sábias aos olhos Dele, desprezando tudo o que o demônio, que o mundo e a carne vos oferecem como verdadeiro bem e buscando sempre mais as coisas verdadeiramente preciosas que são as coisas celestes.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor, levando sempre mais a Palavra Dele, a Palavra de Maria Santíssima, a Nossa Palavra a todas as almas que ainda não Nos conhecem. Para que assim, conhecendo o Nosso Amor, conhecendo o quanto queremos salvá-los, o quanto queremos que eles sejam felizes ao Nosso lado para sempre no Céu, as almas presas de amor pelo Senhor, por Maria Santíssima, pelo Céu, se entreguem a Nós, se deem a Nós, se deixem guiar por Nós, formar por Nós, conduzir por Nós sempre mais na direção do perfeito cumprimento e da vontade do Senhor. Assim, vossas almas plantando a semente da Palavra do Senhor em tantos corações, farão com que germinem sementes de santidade, de bondade, de amor e de vida divina em muitos corações. E o Senhor verá enfim a Sua Vinha crescer dia após dia até tornar-se a verdejante Vinha, um verdejante Vinhedo para a Sua maior alegria, glória e satisfação.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor, dando sempre mais o exemplo de cumprimento das Mensagens, um exemplo de obediência às Mensagens do Senhor, o exemplo de obediência e amor às Mensagens da Mãe de Deus, para que assim, as vossas almas possam verdadeiramente ser espelhos claríssimos que dão ao Senhor a alegria de ver que o Seu reflexo luminoso espargir-se sobre as almas, sobre o mundo e as nações, banindo todas as trevas e fazendo sempre mais com que o Seu amor triunfe sobre o mal do inferno, a luz sobre as trevas, o bem sobre o mal.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor, perseverando em toda a boa obra, renunciando a todo o tipo de mal, fugindo das ocasiões de pecado e lutando bravamente para vencerdes o vosso próprio ‘eu’ corrompido, para que assim, sejais verdadeiros campeões do Senhor dignos da medalha de honra e da coroa que Ele vos entregará quando vier para dar a cada trabalhador segundo o quanto tiver produzido, como tiver produzido e onde tiver produzido.
Sede os bons trabalhadores da Vinha do Senhor, sendo como Eu mesma fui, operosa, nunca ociosa, na busca da vontade do Senhor, no cumprimento de Sua vontade e na realização de Seu divino beneplácito.
O Senhor virá em breve, para dar a cada trabalhador segundo as suas obras. Enchei vossas mãos de bons e santos frutos, santificando o vosso tempo na Terra, sendo os bons trabalhadores da Vinha do Senhor.
A todos neste momento, abençôo e cubro com as mais preciosas e generosas bençãos do Céu.
A paz. A paz Marcos, amado Meu, amigo dileto Meu.”
Santa Lídia






Lídia, primícia do cristianismo da Europa, natural de Tiatira, cidade da Ásia, era pagã mas “temente a Deus”, isto é, uma prosélita da religião hebraica em Filipos na Macedônia, onde o apóstolo Paulo, em companhia de Silas, Timóteo e Lucas, chegou na segunda viagem missionária, entre os anos 50 e 53. Os missionários de Cristo, após terem pisado o solo europeu, aguardaram o sábado para encontrar os correligionários hebreus em um lugar, na margem do rio, onde presumiam que eles pudessem se reunir (na falta de uma sinagoga) para a oração em comum e a leitura de alguma página da Escritura. “No sábado – narra São Lucas nos Atos dos Apóstolos – saímos porta afora, às margens do rio, onde supúnhamos que se fizesse oração. Sentados, dirigimos a palavra às mulheres que se haviam reunido. Uma delas, chamada Lídia, negociante de púrpura, da cidade de Tiatira, adoradora de Deus nos escutava. O Senhor lhe abriu o coração, de sorte que ela aderiu às palavras de Paulo.”  Supõe-se que Lídia fosse abastada e tivesse muito autoridade na família, uma vez que o tecido com que trabalhava era precioso e seu testemunho foi suficiente para que seus familiares pedissem o batismo, aceitando os missionários em casa com hóspedes bem-vindos. Os missionários de Cristo conseguiram assim sua primeira conquista em terra européia: uma mulher, Lídia, protótipo e símbolo de todas as mulheres que trariam entre as paredes de seu lar a chama da fé em Jesus Cristo. A rica comerciante, dócil à graça, havia anteposto os interesses do espírito aos econômicos, abandonando o comércio para recolher-se com outras mulheres na proseuca (lugar de oração), junto às margens do rio Gangas. Lídia, pela alegria trazida à sua alma pela palavras do Apóstolo e pela graça batismal, pediu com doce insistência, ou melhor, obrigou os missionários a aceitarem a sua hospitalidade. Dessa maneira a casa de Lídia tornou-se o primeiro centro comunitário, a primeira igreja na Europa. Para a Igreja de Filipos, talvez também por mérito de Lídia, são Paulo teve palavras de comovente ternura, chamando estes irmãos em Cristo de “caríssimos e desejadíssimos, alegria e coroa”. Embora nos falte informação a respeito do culto de santa Lídia, os sinais da sua santidade são evidentes na sua pronta resposta à graça.
 Santos do mesmo dia: Santo Germano de Auxerre, Santo Valteno, Beato Agostinho de Lucera, Beato Agostinho de Kazotic, Beato Afonso Lopes e Miguel Remon Salvador, São Aspreno de Nápoles, Beato Francisco Bandrés Sanches, Santo Martinho e Santas Licinia, Lêoncia, Ampelia e Flavia.


Stas. Licínia, Leôncia, Ampélia e Flávia, Virgens - 3 de agosto

    

Santo de Vercelli, Santo Eusébio


     As santas irmãs Licínia, Leôncia, Ampélia e Flávia constituíram um digno círculo em torno da figura e da obra do grande Santo de Vercelli, Santo Eusébio († 1° agosto 371), que com o seu célebre cenóbio formou e produziu tantas figuras santas, sobretudo de bispos, que honraram quase todas as dioceses da Itália setentrional com seus luminosos episcopados a partir da antiga diocese de Vercelli.
     Santo Eusébio fundou também um mosteiro feminino em Vercelli, colocando-o sob a direção de sua irmã, Santa Eusébia (comemorada em 15 de outubro), que foi a primeira superiora. Desde o início neste mosteiro floresceram santas figuras de monjas, entre as quais as quatro virgens de que falamos. A existência das virgens consagradas no tempo de Eusébio está documentada por alguns escritos do próprio Eusébio em sua segunda carta escrita em Scitópoli, às “Santas Irmãs” de Vercelli e às “Santas Virgens”.
     O mosteiro ficava próximo da catedral em que era bispo Santo Eusébio, notável pela sua austeridade e doutrina espiritual, e que com a irmã deu a este cenóbio as normas de vida ascética.
     As monjas deviam praticar jejuns, viver em austera pobreza, recolherem-se várias vezes ao dia e também à noite, cantar em coro os louvores ao Senhor, observar escrupulosamente a clausura, ocupar as horas livres no trabalho para atendimento das necessidades do mosteiro e cuidar também dos paramentos da catedral. No interior da catedral havia, nas naves laterais e no vestíbulo, um local onde as monjas podiam assistir aos ritos sagrados, associando-se às orações do povo.
     Além do nome da primeira superiora, Santa Eusébia, são conhecidos oito ou nove nomes de monjas conservados nas antigas inscrições que ornavam seus túmulos. É o caso das monjas Zenobia, Constança e das quatro irmãs que celebramos hoje. Elas foram objeto de culto na antiga liturgia eusebiana e eram invocadas com os santos daquela Igreja nas ladainhas.
     Uma inscrição métrica e acróstica ornava o sepulcro das quatro virgens e exaltava as suas virtudes com expressões cheias de admiração. Recentemente o mármore foi perdido, mas felizmente os trinta versos tinham sido transcritos e são atualmente a única fonte que temos sobre as santas.
     Daquela inscrição, no último verso tomamos conhecimento de que a sobrinha das santas virgens, Taurina, monja ela também e superiora, desejou colocar sobre o túmulo que guardava as tias todas juntas, o poema que foi composto provavelmente pelo bispo São Flaviano, já então aluno do cenóbio eusebiano e poeta que celebrava os méritos dos personagens mais dignos florescidos na Igreja de Vercelli.
     Característica singular deste poema é que as quatro irmãs não são nomeadas, mas no final do elogio o poeta adverte os leitores para o fato de que seus versos são acrósticos, isto é, as iniciais de cada verso lidas na ordem formam os nomes das pessoas a quem o poema é dedicado; assim, os nomes das santas irmãs são revelados lendo-se em seguida as primeiras letras dos 30 versos.
     No que se refere à época em que elas viveram, calculando a idade de sua sobrinha Taurina, que viveu uma geração depois e foi contemporânea de São Flaviano († 542), se pode calcular que elas viveram na segunda metade do século anterior, isto é, no século V, portanto cem anos depois da fundação do mosteiro. Por outro lado, seus nomes singularmente romanos indicam que elas viveram no período anterior às invasões bárbaras.
     Os versos do poema elogiam a piedade e a fé dos seus pais, que dedicaram ao Rei celeste tantas filhas no mosteiro eusebiano. O autor dedica especialmente sua inspiração poética à mãe das quatro irmãs, Maria, que as dera à luz e repousa na paz eterna iluminada pela luz dos quatro astros esplêndidos consagrados a Deus. O poema continua elogiando as virtudes das irmãs, que no mosteiro se assemelhavam às virgens da parábola, rezando e esperando a vinda do Esposo Divino.
     Sob o véu imposto sobre suas cabeças pelo bispo celebrante, as suas vidas transcorreram inocentes e ricas de boas obras. E os seus corpos, livres de todo sofrimento, jazem num único túmulo: tal foi o amor que as manteve unidas em vida que um só sepulcro as guarda e as conserva para veneração dos fieis.
     São Jerônimo, escrevendo a Inocêncio no ano de 370, conta de uma mulher condenada à morte pelo governador de Vercelli. Dada como morta, durante a sepultura reviveu e foi confiada aos cuidados de algumas virgens que a acolheram e cuidaram dela em sua casa até sua completa recuperação. Este é um testemunho precioso que documenta a obra de caridade das virgens eusebianas.
     Desde a metade do século VI desaparecem as notícias desta instituição e este silêncio deve-se às invasões dos Longobardos na Itália.
     O historiador M. A. Cusano, no Calendário Eusebiano por ele publicado, coloca as quatro santas no dia 3 de agosto. Suas relíquias estão na catedral de Vercelli e uma parte também na igreja da Casa Mãe da Congregação das Irmãs Filhas de Santo Eusébio, fundada em Vercelli no dia 29 de março de 1899 por Mons. Dario Bognetti e pela Irmã Eusébia Arrigoni, sob a inspiração da espiritualidade do milenar mosteiro eusebiano.
Etimologia: Licínia, do latim Licinius, do grego Likínnios. Talvez o mesmo que Licinus: “o que tem o cabelo levantado na testa”...
Leôncia: do grego Leóntios, do latim Leontius: “leonino(a)”.
Ampélia: do latim Ampelius, do grego Ámpelos: “vinhedo”.
Flávia: do latim Flavius: “louro(a), áureo(a), o(a) de cabelos louros”.
 Fonte: www.santiebeati/it


 

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