quarta-feira, 30 de agosto de 2017

JACAREÍ,27.08.2017-MENSAGEM DE NOSSA SENHORA-AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA-NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ-O DOM DO AMOR E A ORAÇÃO

JACAREÍ,27.08.2017-MENSAGEM DE NOSSA SENHORA-AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA-NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ-O DOM DO AMOR E A ORAÇÃO

VÍDEO DA APARIÇÃO:
VÍDEO MEDITAÇÃO DAS ANÁLISES DE SINAIS:

JACAREÍ, 27 DE AGOSTO DE 2017
657ª AULA DA ESCOLA DE SANTIDADE E AMOR
MENSAGEM DENOSSA SENHORA
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA
NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ


                                          








(Maria Santíssima): “Queridos filhos, hoje, chamo todos vocês novamente ao Amor. Vocês não poderão sentir a Deus, vocês não poderão se unir com Deus enquanto não tiverem em seus corações o verdadeiro Amor, o Amor Sobrenatural, o Amor Ágape.
Para que vocês possam ter esse Amor lancem fora de seus corações todo o amor às coisas mundanas, todo o amor desordenado de vocês mesmos e sua vontade, para que possam ter finalmente espaço e lugar nos corações para o Amor Sobrenatural.
Não se esqueçam filhinhos que sem a oração vocês nunca poderão sentir nem ter o verdadeiro Amor que é Dom de Deus e ao mesmo tempo uma Virtude. Somente com a oração vocês poderão receber o Dom do Amor, da Caridade, do Amor Sobrenatural.  E somente com a oração vocês poderão ter forças para praticar o Amor como Virtude, Virtude da Caridade.
Por isso Meus filhos, rezem, rezem, rezem até que o Amor nasça nos corações de vocês e vocês sejam Amor, vivam o Amor e espalhem o Amor para toda a criatura.
Continuem rezando o Meu Rosário todos os dias, porque por meio dele sempre mais farei crescer este verdadeiro Amor nos seus corações.
Rezem o Rosário para que vocês possam se converter verdadeiramente, porque estão na última meia hora do dia de Deus. E em breve o Meu filho virá para julgar os vivos e os mortos e para dar a cada um segundo as suas obras.
E ai daqueles que não tiverem obras boas em suas mãos para dar em retorno ao Senhor por tantas Graças que Ele deu a vocês.
Por isso, rezem o Rosário, rezem muito de forma que vocês possam produzir frutos de Amor Sobrenatural para dar ao Meu filho e assim conseguir Dele a possibilidade de entrarem no Seu Reino Eterno de Glória e de Amor.
Como Eu desejo que os Meus filhos conheçam as Minhas Aparições em Knock, em Gênova e em Vicenza. Quantos filhos Meus não conhecem essas Minhas Aparições que o Meu obedientíssimo filho Marcos revelou a vocês, deu a conhecer a vocês através do Filme Vozes do Céu 9.
Desejo por isso, que vocês deem 10 filmes desses para 10 filhos Meus que não conhecem essas Minhas Aparições. Para que assim, os Meus filhos vejam o quanto amei o mundo, o quanto amei os Meus filhos ao longo dos séculos.
Quanto fiz por eles, quantas Aparições Eu realizei na Terra, quantas graças Eu trouxe. A quantos castigos Eu barrei, quantas epidemias, quantas pestes Eu aniquilei com as Minhas Aparições salvando milhões de filhos Meus e impedindo que a raça humana fosse extinta da face da Terra.
Sim, sempre mostrei o Meu Amor aos Meus filhos, sobretudo, quando precisavam mais de Mim, quando sofriam ali estava Eu, aparecendo na Terra para lhes dizer: Não tenham medo de nada Meus filhos, porque Eu estarei convosco, com vocês todos os dias e os protegerei.
Quero que os Meus filhos conheçam o Meu Amor e assim venham até Mim para receberem de Mim a Minha Chama de Amor e assim Eu transforme o mundo inteiro no Meu Reino Materno de graça, beleza, paz e Amor.
A todos Eu abençoo com Amor, especialmente a você Marcos, o mais obediente e dedicado dos Meus filhos e também o teu Pai Espiritual Carlos Tadeu, Meu filho obedientíssimo que tem feito tudo por Mim, tudo para Me tornar conhecida e amada e ao qual Eu amo com todas as forças do Meu Imaculado Coração.
A todos abençoo com Amor de Knock, de Gênova e de Jacareí.”


(Maria Santíssima): “Conforme já disse aonde quer que esses Terços, Escapulários e objetos chegarem ali estarei Eu viva, levando com grande amor as maiores graças e bênçãos do Senhor.
A todos deixo a Minha Paz.
Boa noite. Fiquem na Paz do Senhor.”


(Marcos): “Até breve Mãezinha”

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JACAREÍ,19.08.2017-MENSAGEM DE NOSSA SENHORA

JACAREÍ,19.08.2017-MENSAGEM DE NOSSA SENHORA-AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA-NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ SP BRASIL


VÍDEO DA APARIÇÃO:









JACAREÍ, 19 DE AGOSTO DE 2017
655ª AULA DA ESCOLA DE SANTIDADE E AMOR
MENSAGEM DENOSSA SENHORA
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA
NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ
                                          
 (Marcos): “Para sempre sejam louvados! Sim. Sim, farei sim.
Sim, farei sim. Gravarei sim. Farei.”



(Maria Santíssima): “Queridos filhos, hoje, quando vocês se alegram pelo resultado da análise da Minha Sagrada Face, feita pela Minha queridíssima filha Rafaela Bompianni, digo a vocês: A Minha Face é Amor e todo aquele que olhar para Ela receberá pouco a pouco a Minha Chama de Amor. Contemplem-Na, rezem diante Dela e o Meu Olhar de Amor encherá pouco a pouco os seus corações de Amor.
Em verdade Eu digo: Aquele que contemplar a Minha Sagrada Face e que entronizá-La nas suas casas não será atingido pelos raios da Justiça de Deus. Mas antes, receberá em abundância a misericórdia divina.
Que esta Face seja conhecida pelo mundo inteiro por todos os Meus filhos e que todos eles venham diante da Minha Sagrada Face pedir Graças e as receberão em abundância, sobretudo, a Paz.
Continuem rezando o Meu Rosário todos os dias, com ele sempre mais abrasarei vocês com a Minha Chama de Amor. Dilatem os seus corações todos os dias com o Rosário, com obras de amor, com a Minha Chama de Amor para que ela cresça sempre mais nos seus corações.
Continuem rezando todos os Terços que lhes pedi aqui, por meio deles sempre mais darei a vocês graças de amor e ao mundo a misericórdia do Senhor.
Agradeço aos Meus filhos amadíssimos de Salesópolis que vieram caminhando até aqui hoje, fazendo oração e penitência.
Obrigada queridos filhos, obrigada por esse sacrifício, vocês salvaram 289 mil almas com esse sacrifício. Obrigada, que vocês sejam agora abençoados com a abundância das graças do Meu Coração Imaculado.

E sobre todos os Meus filhos amados que aqui estão também, derramo copiosamente a Minha benção de Lourdes, de Fátima e de Jacareí.” 


(Marcos): “Sim, até breve. Até breve Mãezinha.”

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TOTUS, TUOS Ó MARIA

MAGNÍFICO E EXTRAORDINÁRIO RESULTADO DO VULTO DE NOSSA SENHORA SOBRE O V...

Santos de cada dia 31 de Agosto São Raimundo Nonato

São Raimundo Nonato

Padroeiro dos nascituros (bebês que estão para nascer), das gestantes na hora do parto, das Parteiras e dos Obstetras.

Origens


Raimundo nasceu na cidade de Portell, na região da Catalunha, Espanha, no ano 1200. Sua família era nobre, mas não possuía grande fortuna. O nascimento de Raimundo aconteceu de maneira trágica e dolorosa: sua mãe faleceu durante o trabalho de parto, antes que Raimundo nascesse. Por esta razão Raimundo foi chamado de “Nonato”, cujo significado é “não-nascido de mãe viva”, isto é, ele foi retirado do corpo já sem vida de sua mãe.

Infância e juventude


Raimundo tinha inteligência privilegiada. Por isso, cumpriu seus estudos primários com facilidade. Já na adolescência, apresentou vocação para a vida religiosa. Quando seu pai percebeu isso, enviou para cuidar de um pedaço de terra que pertencia à família. A intenção do pai era fazer com que o filho desistisse da ideia de ser religioso. Porém, a atitude do pai levou a história para onde ele menos queria.

Vocação fortificada


Viver na fazenda, no silêncio, na solidão e em contato com a natureza, só fez fortificar ainda mais a vocação de Raimundo. Ele cuidava da fazenda. Porém, nas horas livres, dedicava-se à oração e à contemplação. Nisso, clareou-se em seu coração o chamado para dedicar-se totalmente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Esta Ordem tinha sido fundada pelo futuro santo chamado Pedro Nolasco. Este, era amigo de Raimundo. A Ordem religiosa tinha uma missão muito especial no tempo de São Raimundo Nonato: libertar os cristãos que tinham sido presos e escravizados pelos muçulmanos (mouros).


Padre e libertador de escravos cristãos


Com muita dificuldade, Raimundo Nonato conseguiu que seu pai autorizasse seu ingresso na vida religiosa. Isto só aconteceu em 1224. Neste ano, ele ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês e recebeu o hábito religioso do fundador e futuro santo Pedro Nolasco. Algum tempo depois veio sua ordenação sacerdotal. Então, sua vocação missionária desabrochou e ele se dedicou a ela com todas as suas forças. Por causa disso ele foi enviado numa missão às térreas da Argélia, extremo norte da África. Lá, ele conseguiu a façanha de libertar cento e cinquenta cristãos que tinham sido feito escravos dos muçulmanos. E ele não só os libertou como conseguiu que eles fossem devolvidos às suas famílias.

Refém dos muçulmanos


Com o objetivo de libertar outros tantos cristãos da escravidão, o Pare Raimundo Nonato se ofereceu para ficar como refém entre os muçulmanos. Passou mais de ano preso sofrendo humilhações e torturas. Mesmo assim, continuou firme no seu trabalho missionário, levando a consolação do Evangelho e o conforto aos cristãos presos que vacilavam na fé e estavam perto de renunciar ao Senhor Jesus. Por causa disso, muitos cristãos permaneceram firmes e até mesmo muçulmanos se converteram ao cristianismo percebendo a força do testemunho de São Raimundo Nonato e dos cristãos que ele conseguia atingir. Por causa disso, porém, as autoridades muçulmanas mandaram que a boca de São Raimundo Nonato fosse perfurada e fechada com cadeados, a fim de que ele não falasse mais de Jesus Cristo. Porém, nem isso deu certo porque, mesmo no silêncio, o testemunho de fé, de confiança, de oração e de paz no sofrimento converteram a outros tantos.

Libertação


São Raimundo Nonato sofreu todas essas torturas por oito meses. Depois foi libertado. Porém, estava com sua saúde abalada. Voltou para a Catalunha em 1239. Por causa de sua fama de santidade e dos feitos realizados entre os muçulmanos, o papa Gregório IX nomeou-o cardeal e o chamou para que se tornasse seu conselheiro em Roma. São Raimundo Nonato tentou se preparar e se preparar e recuperar sua saúde com o intuito de mudar-se para Roma e servir ao Papa. No ano seguinte e ele partiu em viagem. Porém, não conseguiu termina-la por causa da saúde fragilizada. Estando perto de Barcelona, numa cidade chamada Cardona, São Raimundo Nonato começou a sofrer uma febre muito forte e veio a falecer. Era o dia 31 de agosto de 1240. Ele tinha, então, somente quarenta anos de idade.

Culto


São Raimundo Nonato foi velado e sepultado em Cardona. Seu túmulo foi transformado num lugar de peregrinação para os cristãos de toda a região, que reconheciam nele a santidade, a coragem e o amor cristão. No local onde ficava seu túmulo foi construída uma igreja que guarda seus restos mortais até hoje. O culto a São Raimundo Nonato espalhou-se pela Espanha inteira e pela Europa. Em 1681 ele foi canonizado. Por causa da extrema dificuldade vivida em seu nascimento, São Raimundo Nonato passou a ser venerado pelos fiéis como Padroeiro dos nascituros, isto é, dos bebês que estão para nascer, das gestantes na hora do parto, das Parteiras e dos Obstetras.

Oração a São Raimundo Nonato


Glorioso São Raimundo, eu vos tomo por meu especial advogado perante Deus, eu vos rogo vossa proteção a fim de que me alcanceis de Deus todas as graças de que necessito, auxílio nas tentações e misericórdia na fragilidade; principalmente a graça de uma boa morte, para convosco ir gozar e louvar a Deus por todos os séculos dos séculos. Suplico-vos também que alcanceis esta graça (diz-se a graça). E se o que peço não for para a maior alegria de Deus e para o meu bem, alcançai-me o que for mais conforme a uma coisa e outra. Amém.”
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Santos de cada dia- 30 de Agosto - Santa Joana Jugan


Joana Jugan, fundadora das Irmãzinhas dos pobres, canonizada em Roma
 


Bento XVI canonizou no domingo 11 de Outubro, no Vaticano, cinco novos Santos da Igreja Católica, salientando que são um exemplo para os fiéis de todo o mundo.
Entre os novos Santos está o padre Damião de Veuster, conhecido como apóstolo dos leprosos e a religiosa francesa Joana Jugan (Maria da Cruz), fundadora da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres.
Os outros fiéis canonizados foram Francisco Coll e Guitart (Espanha), sacerdote
dominicano, fundador da Congregação das Dominicanas da Anunciação da Bem-aventurada Virgem Maria; Zygmunt Szczesny Felinski (Polónia), Arcebispo, fundador da Congregação das Religiosas Franciscanas da Família de Maria; e Rafael Arnáiz Baron (Espanha), monge da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Trapista), que faleceu aos 27 anos, vítima de um coma diabético. É considerado um dos grandes místicos do século XX.

Tendo apresentado no número anterior uma breve biografia de Damião de Veuster, apresentamos hoje uma referência à Fundadora da Congregação das Irmãzinhas do Pobres, que possuem uma casa na cidade do Porto.

Uma vida de simplicidade e dedicação
Santa Joana Jugan nasceu em 25 de Outubro de 1792 e morreu em Agosto de 1879. Conhecida também como Irmã Maria da Cruz, nasceu na localidade de Concale, na Bretanha francesa. Era a sexta filha de uma família de oito crianças, tendo o pai morrido quando ela era muito jovem e a mãe teve que criar sozinha toda a família. Desempenhou funções de empregada doméstica numa família nobre local e depois no hospital da cidade, onde se distinguiu pelo seu cuidado pelos doentes. Em 1837, Joana e uma senhora de 72 anos a quem cuidava, juntamente com uma jovem de 17 anos fundaram uma comunidade de oração, de ensino do catecismo e de cuidado dos pobres. Dois anos mais tarde trouxe para casa uma mulher cega e orientou a sua acção para acolher, com anuência das suas amigas, mulheres abandonadas ou sós. Assim foi crescendo a comunidade “As Irmãs dos pobres”. Joana escreveu uma regra simples para essa pequena comunidade, e as irmãs pediam porta a porta alimentos, roupas e dinheiro para o seu sustento. Tornou-se este o trabalho da sua vida ao longo de mais de quatro décadas.
Em 1847, aceitando um pedido de Leo Dupont (conhecido como o santo homem de Tours), estabeleceu nesta cidade uma casa. Com o crescimento da instituição aumentaram os problemas, recorrendo ao auxílio de autoridades religiosas e civis para obter ajuda para os pobres.
Por volta de 1879 a comunidade por ela fundada já tinha mais de 2000 irmãs e passara da Europa para a América do Norte. Nesse ano, o papa Leão XIII aprovou a constituição das “Irmãzinhas dos Pobres”. Em Setembro de 1885 a congregação estabeleceu-se em Valparaiso, no Chile e expandiu-se para outros locais da América latina.
Joana morreu em 1879, sendo sepultada na casa mãe de Saint-Pern na Bretanha, e foi beatificada em Roma pelo Papa João Paulo II, em 3 de Outubro de 1982, foi também canonizada em 11 de Outubro, em Roma, por Bento XVI.
Actualmente são lugares de peregrinação a casa onde nasceu (em Cancale), a Casa da Cruz em Saint-Servan e a Casa mãe onde viveu os últimos 23 anos da sua vida em Saint-Pern.
Sobre ela afirmou Bento XVI: “Sentiu a preocupação pela dignidade dos seus irmãos e irmãs em humanidade que a idade torna vulneráveis, reconhecendo neles a própria pessoa de Jesus”, considerando este um carisma que continua bem actual, fazendo votos de que Santa Joana Jugan “seja para as pessoas idosas fonte viva de esperança, e para os que se colocam generosamente ao seu serviço um poderoso estímulo”.

A comunidade das Irmãzinhas dos Pobres da Rua do Pinheiro Manso, no Porto, promove uma celebração de acção de graças na Igreja de Ramalde, no sábado dia 24 de Outubro, às 15h30.


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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

SANTOS DE CADA DIA 11 DE AGOSTO - SANTA SUSANA

SANTA SUSANA


Santa Susana de Roma

De acordo com os Acta sobre a sua vida, Susana e sua família eram parentes do futuro imperador Diocleciano. Ela, o pai, Gabino e seu tio, Caio, eram cristãos e os homens eram sacerdotes e a casa onde moravam era utilizada como uma igreja clandestina. Já os outros dois tios de Suzana, Máximo e Cláudio, eram pagãos. Em 283, Caio foi eleito bispo de Roma e passou a ser conhecido como papa Caio[1][3].
Quando ascendeu ao trono em 284, Diocleciano estabeleceu a tetrarquia e passou a reinar no oriente enquanto que Maximiano reinava no ocidente. Ambos nomearam césares como sucessores e co-imperadores juniores: Maximiano indicou Constâncio Cloro (o pai de Constantino, o Grande) e Diocleciano, Galério. Em 293, para garantir sua sucessão, Diocleciano desejava casar seu jovem sucessor rapidamente (ou, segundo outra fonte, seria com Maximiano[3]), mas sua filha, Valéria, já estava casada e a única jovem solteira da família seria Susana, sua prima. O anúncio do casamento traria a desgraça para ela e a família[1].
Segundo um relato do século VI, Susana recusou-se a casar, encorajada pelo pai e pelo tio a manter seu voto de virgindade. Cláudio e Máximo tentaram convencê-la, mas acabaram convertidos ao cristianismo. O próprio Magêncio (ou Maximiano[3]) também não conseguiu dissuadi-la, o que levantou suspeitas de que todos da família seriam cristãos. Depois de ter sido defendida pela esposa de Diocleciano, a imperatriz Prisca, que seria secretamente cristã[3] (vide Alexandra de Roma).
Em seguida, o cônsul Macedônio ordenasse que Susana realizasse um sacrifício ao deus romano Júpiter para provar sua fé. Quando ela se recusou, ficou evidente que ela era de fato cristã, mas neste ponto os relatos divergem. Segundo uma fonte, o próprio Macedônio ordenou que ela fosse morta[3]. Já em outra, Susana teria sido libertada por ser da família do imperador Diocleciano[1].

Morte e devoção

Quando o imperador, que estava na fronteira oriental, soube da recusa e do motivo, ficou furioso e ordenou a execução de Susana. Ela foi decapitada e seu pai, Gabino, foi morto de fome na prisão. Máximo, Cláudio, a esposa deste, Prepedigna, e os filhos do casal, Alexandre e Cúzia, foram todos mortos[3][1].
O único sobrevivente foi o papa Caio, que se escondeu nas catacumbas[1]. De acordo com seu Acta, ela teria sido decapitada em 295[2], enquanto que no relato do século VI, a data seria 293[1].
No ano de 330, uma basílica foi construída sobre a casa de Susana e dedicada primeiro a São Caio, em homenagem ao papa tio dela. No século VI, o papa Gregório, o Grande, rededicou-a em sua homenagem e ela é conhecida desde então como Sancta Susanna ad duas domos[2].
Sua entrada no Martirológio Romano (dia 11 de agosto) a retrata da seguinte forma:
Em Roma, comemoração de Santa Susana, em cujo nome, que foi mencionado entre os mártires nas listas antigas, a basílica da igreja titular de Caio nas Termas de Diocleciano foi dedicada a Deus no século VI.
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SANTOS DE CADA DIA 11 DE AGOSTO - Santa Clara de Assis

Santa Clara de Assis
A vida de Santa Clara de Assis
A vida de Santa Clara de Assis Infância e Juventude Século XII, Assis, na Itália. Nasce Clara Favorone, filha de Hortolona e Favarone, uma família considerada nobre na sociedade local. Acredita-se que a data mais precisa de seu nascimento é 1194 (embora há historiadores que apontem o ano de 1193), em plena Idade Média, marcada pelo desmoronamento do sistema feudal e o crescimento do comércio. Como filha primogênita, natural que sua mãe Hortolona temesse pela gravidez e, principalmente, pelo parto. Extremamente religiosa, ela sempre pedia um bom parto em suas orações, quando, um dia, ouviu uma voz que lhe dizia: “Não temas, mulher, porque terás um parto normal e a luz daquela que vai nascer resplandecerá com mais claridade que um dia de sol”. Por esse motivo, no Batismo, deu o nome de Clara. A menina Clara cresceu num ambiente de nobreza e fartura, pois segundo o biógrafo Tomás de Celano, o pai era militar e a família, dos dois lados, de cavaleiros. Seu pai, Favarone, filho de Ofredúcio e neto de Bernardino, morava com os irmãos em uma bela e grandiosa casa, que a família possuía junto à Catedral de Assis havia mais de cinqüenta anos, embora eles também eram proprietários rurais, com castelos nas redondezas. Mas Clara também teve o suporte da fé. Sua mãe não se descuidou de educá-la para ações mais nobres ainda, principalmente fazendo piedade e caridade com o mais necessitados. É Celano quem fala: “Estendia a mão com prazer para os pobres e, da abundância de sua casa, supria a indigência de muitos”. Nesse período da Idade Média, o dinheiro foi se tornando um novo rei. Os pobres e os doentes, aqueles que não podiam subir na escala social, eram marginalizados. Celano lembra bem que, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, Clara compreendia que as aparências e os adornos mundanos podiam ser enganosos. “Foi compreendendo que as coisas da terra, por mais belas que fossem, não podiam prender seu coração”. É bom lembrar que a cultura cavalheiresca foi a primeira da Idade Média a ser elaborada por leigos e não por clérigos e tinha uma proposta de como deviam ser educadas as mulheres para serem agradáveis, discretas, piedosas, vindo a ser gentis esposas e mães de família. Tinham, enfim, que cuidar da boa fama e, as nobres, tinham uma vida bastante reclusa, enquanto as outras participavam dos negócios dos maridos, da luta diária para manter a família e para construir a civilização da cidade. Já no final deste capítulo, uma pergunta se faz pertinente: onde estará Francisco nesta época? Ele e Clara são contemporâneos e vão se encontrar no próximo capítulo deste livro: O primeiro amor de Clara O Primeiro

O Primeiro Amor


 A menina Clara, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, aos poucos foi cultivando a vida piedosa e simples, uma característica que mais tarde ficaria evidente como mulher consagrada a Deus. Quando estava próxima de completar 18 anos, os pais já começaram a pensar no seu casamento. Clara não concordava com a idéia de se casar tão jovem e estava sempre adiando a decisão. Na realidade, ela começava a se interessar pelo projeto de vida de um jovem de Assis: Francisco. Tomás de Celano explica assim: “Quando ouviu falar do então famoso Francisco que, como homem novo, renovava com novas virtudes o caminho da perfeição, tão apagado no mundo, quis logo vê-lo e ouvi-lo, movida pelo Pai dos espíritos, de quem, embora de modo diferente, tinham recebido os primeiros impulsos”. Clara sempre esteve bem informada sobre os passos de Francisco em Assis, isso porque Frei Rufino e Frei Silvestre eram seus parentes. Não poucas vezes ela escutou as pregações de Francisco, que costumava falar na Igreja de São Rufino ou na Catedral de São Jorge. 
A pregação de Francisco impressionava porque era diferente dos “sermões”. Em suas palavras e em seu modo de ser havia alguma coisa nova. Era certamente a força do Evangelho que transparecia. Francisco se apresentava vestido com muita simplicidade, sem aparato nem ostentação. Suas palavras são inflamadas de amor a Deus. Clara fica sabendo que a vida dos irmãos é extremamente pobre. Segundo Celano, Francisco a visitou, e ela o fez mais vezes ainda, moderando a freqüência dos encontros para evitar que aquela busca divina fosse notada pelas pessoas e mal interpretada por boatos. “A moça saía de casa levando uma só companheira e freqüentava os encontros secretos com o homem de Deus. Suas palavras pareciam flamejantes e considerava suas ações sobre-humanas”. A companheira de Clara nos encontros com Francisco foi Bona de Guelfúcio, testemunha em seu Processo e irmã de Pacífica de Guelfúcio, uma das primeiras religiosas de São Damião. Já com 18 anos, Clara tinha consciência de que não seria compreendida por seus pais quando desse passo decisivo. Havia confiado a Francisco como desejava realizar sua vocação e ele a guiaria para cumprir os desígnios de Deus. “Então se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”, completa o seu biógrafo.

A Decisão e a Fuga


Exultante de alegria, Clara fixou seus olhos nos olhos de Francisco e, sem hesitar, disse: “É minha firme intenção viver só para Cristo, pobre como Ele. Por isso, decidi fugir de casa, para não retornar jamais!” Francisco olhou-a ternamente e disse-lhe com simplicidade: “Irmã, se assim te inspira o Senhor, no momento em que fugires, eu estarei a te esperar com meus irmãos em Santa Maria dos Anjos!” Depois, antes de se despedirem, ambos combinaram a data: a noite de Domingo de Ramos para segunda-feira santa. No dia 18 de março de 1212, Clara levantou-se
bem cedo, vestiu o mais belo vestido e, com algumas amigas, dirigiu-se à catedral para a cerimônia religiosa. A liturgia do Domingo de Ramos era muito longa: dDevia-se proceder à bênção e distribuição dos ramos; seguia a procissão, a celebração da missa com as leituras, as orações e a “Paixão”. Clara estava sentada e acompanhava em silêncio. Pensava na fuga daquela noite, que a levaria para longe de casa, para não mais retornar. Quando o Bispo Guido começou a distribuição das palmas, ela não se moveu; permaneceu sentada, com a cabeça inclinada. O Bispo notou a sua ausência; olhou-a e, como que inspirado, levantou-se, desceu os degraus da cátedra e, acompanhado dos clérigos, encaminhou-se para ela; entregou-lhe a palma e a abençoou. Clara beijou o anel do Bispo, tomou a palma e, comovida, estreitou-a ao seio. Depois inclinou ainda a cabeça e recitou uma oração. Agora, não lhe restava senão andar…

A fuga na noite


Quando a noite já estava avançada, colocou um manto negro sobre o vestido de festa, cobriu a cabeça com um véu e, na ponta dos pés, dirigiu-se para a “porta dos mortos”. Queria sair escondida e, saindo por aquela porta, estava certa de que não encontraria ninguém. Com suas mãos delicadas, removeu a lenha e os utensílios que estavam colocados contra a saída, fez força sobre os ferrolhos e sobre as trancas e, pouco depois, se encontrou na estrada. A espreita, numa esquina, uma amiga muito querida a esperava: Pacífica de Guelfuccio. Com passo ligeiro, juntas, encaminharam-se para Santa Maria dos Anjos. Narram os “Fioretti” que aquela noite era mais “clara” do que de costume, e que as estrelas olhavam do alto para proteger o seu caminho. Aguardando-as no limite do bosque, estavam dois frades com archotes acesos. Com eles, embrenharam-se entre as folhagens, em direção a uma luz que brilhava pouco além: era a Porciúncula.

 A Consagração


Em pouco tempo, Clara chegou à Porciúncula. Francisco a acolheu e lhe deu as boas-vindas. Comovida, ela entrou na igreja, ajoelhou-se diante do altar e, por
alguns instantes, deteve-se em oração. Depois, levantou-se com decisão; tirou o calçado, despiu-se do vestido de brocado e o trocou por uma túnica grosseira, retirou seu rico cinto e o substituiu por uma corda áspera. Em seguida, ajoelhou-se ainda; soltou de uma vez os cabelos que deslizaram sobre os ombros; depois, permaneceu com a cabeça inclinada, à espera do último sacrifício. Francisco recolheu com delicadeza a loura cabeleira e, bem devagarzinho, a cortou. A cerimônia estava acabada. 

A reação dos parentes 



Como era de se prever, a reação dos parentes de Clara não se fez esperar. Pela manhã, apenas descobriram sua fuga, puseram-se em pé de guerra e rapidamente chegaram ao mosteiro de São Paulo para reconduzi-la à casa. Ameaçaram arrombar a porta. Querem Clara, viva ou morta. Com o aparato exterior e as ameaças, esperam assustá-la, mas iludem-se! Clara é irremovível. Visto que era vã toda a ameaça, recorrem às boas maneiras, às lisonjas e às promessas; fazem apelo aos sentimentos, à dor da mãe, das irmãs, de toda a família, mas Clara é inflexível; sabe que está mais em segurança entre aquelas paredes do que se estivesse num castelo. Agarra-se ao altar – Quando se dá conta de que estão a ponto de perder o controle e recorrer à violência, Clara, com um gesto, fez desmoronar todas as ilusões deles: foge para a igreja e corre para junto ao altar; com uma das mãos segura a toalha e com a outra retira o véu da cabeça, fazendo-a aparecer sem os cabelos que haviam sido cortados. Demonstrava, assim, ser agora consagrada a Deus e que ninguém podia tocá-la. Diante de tanta firmeza, aos familiares outra coisa não restou senão abandonarem a igreja e o mosteiro e partirem confusos. Transferida para o mosteiro de Santo Ângelo – Em São Paulo, Clara pôde permanecer só poucos dias. Foram talvez as próprias monjas a solicitar o afastamento dela depois da confusão provocada por sua presença. Francisco interessou-se pela transferência dela. Mais uma vez, dirigiu-se aos Padres Beneditinos e obteve a transferência de Clara para o mosteiro de Santo Ângelo de Panzo. Finalmente um pouco de paz! – Na quietude e no silencio do mosteiro de Santo Ângelo, Clara pôde revigorar o seu ideal de vida. Apegava-se cuidadosamente às prescrições da Regra de São Bento, que possui como fundamento: “Ora et Labora”! Com isso, Clara não pretendia, certamente, abraçar a Regra de São Bento. Não teria tido sentido sua fuga para a Porciúncula, durante a noite, seu total abandono a Deus para além de qualquer estrutura, a exemplo de Francisco. No mosteiro de Santo Ângelo, Clara viveu por algumas semanas. Foram para ela dias de serenidade e de alegria indescritíveis. A alegria de Clara estava toda no sentir-se amada e protegida pelo Senhor, como mesmo amor com que uma mãe protege sua filhinha. A fuga de casa lhe havia fechado o mundo às costas para abrir-lhe um umbral do mistério de Deus. Sua vida, agora, havia se transformado em um arco-íris de oração e contemplação: em um agradecimento alegre e infantil.

Encontra-se com sua irmã Inês 


Clara sentia a necessidade de externar sua ardente experiência mística. Quase todos os dias, sua irmã Inês ia visitá-la: era uma jovem belíssima, de somente quinze anos, de grande sensibilidade para com o sobrenatural. Depois da fuga de Clara, os familiares haviam depositado nela sua esperança. “Cara Inês — confiava-lhe a irmã — lembra-te: é preferível viver um só dia na casa do Senhor, que mil dias fora dela. A juventude é vento que passa. A beleza se desvanece como a fumaça. A vida termina e aqui não fica nada. “Oh! minha irmã, se tu pudesses provar a doçura do amor do Senhor! E um amor sempre jovem, que ninguém nos pode arrebatar!”

O Primeiro Lar: São Damião

Clara e Inês, que se julgavam portadoras de nova Ordem, não podiam certamente permanecer em Santo Angelo de Panzo. Francisco obteve para elas o pequeno convento anexo a São Damião, juntamente com a igrejinha na qual haviam ido rezar tantas vezes. São Damião se tomará, assim, cenáculo de mulheres apaixonadas pelo Senhor, uma semente destinada a germinar uma fileira de almas belas, sequazes intransigentes dos ensinamentos do Poverello. Afinal, Francisco o havia predito, como conta Clara, em seu testamento.”Tendo subido no muro da dita igreja, assim gritava então, com voz elevada e em língua francesa: ‘Venham e ajudem-me nesta obra do mosteiro de São Damião, porque, dentro em breve, virão habitá-lo mulheres e, por sua fama e pela santidade de sua vida, dar-se-á glória ao Pai nosso celeste, em toda a sua Santa Igreja”. Clara e Inês não ficaram por muito tempo sozinhas, porque muitas jovens de Assis foram atraídas por seu exemplo.
 Destas primeiras companheiras, ficam-nos, além do nome, também documentação que testemunha a santidade de sua vida e sua fidelidade, sem compromisso algum, em seguir o exemplo de Clara. Pouco depois da entrada em São Damião, pediu para unir-se às irmãs Offreducci uma amiga de infância de Clara, Pacífica; e de Perúgia, chegou Benvenuta, conhecida nos anos da fuga de Assis, juntamente com toda a sua família . Depois, juntou-se Balvina de Martino; no ano seguinte, Filipa, filha de Leonardo de Gisleno. Todas prometeram obediência a São Francisco, que não deixará de seguir a pequena comunidade, com extrema diligencia e com o amor que merecia a mais bela flor do jardim espiritual. Para as irmãs, que começaram a ser chamadas “Damianitas”, depois de terem provado sua coragem, a própria Clara prescreveu, com evangélica simplicidade, uma regra a ser observada. Em 1215, ela havia impetrado à Sé Apostólica a aprovação do Privilégio da Pobreza, documento singular, único, com o qual a Santa queria, aprovada pelo Papa, a escolha, para ela e suas sequazes, de não aceitar nenhuma posse. E, na Regra Selada, aprovada pela forma de vida da nova comunidade, está escrito: “O bem aventurado pai, considerando que não temíamos nenhuma pobreza, fadiga, tribulação, humilhação e nenhum desprezo do mundo, que, antes, os tínhamos em conta de grande delícia, movido de paterno afeto, escreveu para nós a forma de vida deste modo: ‘Como, por divina inspiração, vos fizestes filhas e servas do altíssimo Sumo Rei, o Pai celeste, e desposastes o Espírito Santo, escolhendo viver segundo a perfeição do Santo Evangelho, quero e prometo, de minha parte e por meus frades, ter sempre de vós e deles atento cuidado e especial solicitude’. O que ele, com toda a fidelidade, cumpriu enquanto viveu e quis que fosse sempre cumprido pelos frades”. Depois de três anos de vida monástica, Francisco julgou oportuno dar à comunidade de São Damião um esboço de organização: pensou em nomear uma abadessa. Esta não podia ser senão Clara, a primogênita da Ordem. Mas Clara refutou: “Não, não eu, Francisco! Fugi de todas as honras e da vaidade do mundo, não posso me colocar no comando das minhas irmãs. Quero só servir e obedecer!” “Bem!” – disse-lhe Francisco em resposta – “se tu queres obedecer, então eu te peço que o faças por obediência!”. Desejosa da palavra de Deus Clara, apenas eleita abadessa, sentia necessidade de uma ajuda segura: temia, sobretudo, não ir pelo caminho da perfeita pobreza. Por isso, teria desejado encontrar-se mais vezes com Francisco Mas o “Poverello” estava muitas vezes longe de Assis e evitava dirigir-se freqüentemente a São Damião para não suscitar “admiração e suspeita” entre as pessoas. Havia recomendado aos seus frades para não terem muita “familiaridade” com as monjas e não entrarem nos seus mosteiros. E nisto, ele queria ser o exemplo. Em São Damião, Clara se encontrou, finalmente, à vontade. Transpondo aquelas paredes em ruínas, compreendeu ter chegado para onde Deus, havia tanto tempo, a conduzia.
 Isso lhe diziam a nudez das paredes, a desolação dos locais, os muros sem reboco, as rústicas tábuas nem mesmo esquadradas do assim chamado “pequeno coro”, a escada íngreme e desconexa que levava ao dormitório, um grande quarto nu e frio. Sem dúvida, era o convento mais pobre jamais visto: a verdadeira cidadela da Santa Pobreza.

Os Milagres do Pão e do Azeite 



Com a pobreza de espírito, que é a verdadeira humildade, harmonizava a pobreza de todas as coisas. Clara de Assis recebia muito alegremente as esmolas em fragmentos e os pedacinhos de pão levados pelos esmoleres. Parecia ficar triste ao ver pães inteiros e pulava de alegria diante dos restos. Dentro deste espírito, Tomás de Celano narra os seus primeiros milagres. A multiplicação do pão Havia no mosteiro um só pão e já apertavam a fome e a hora de comer. A santa chamou a dispenseira e mandou cortar o pão, enviando uma parte para os frades e deixando a outra em casa para as Irmãs. Dessa metade mandou tirar cinquenta fatias, de acordo com o número das senhoras, para servi-las na mesa da pobreza. A devota filha respondeu que iam ser necessários os antigos milagres de Cristo para que tão pouco pão desse cinquenta fatias, mas a mãe a contestou dizendo: “Filha, faça com confiança o que falei”. Apressou-se a filha a cumprir o mandato da mãe, que foi dirigir a seu Cristo piedosos suspiros em favor das filhas. O pedaço pequeno cresceu por graça de Deus nas mãos de quem o cortava e cada uma da comunidade pôde receber uma bela porção. O azeite dado por Deus Certo dia, acabou tão completamente o azeite das servas de Cristo, que não havia nem para o tempero das doentes. Dona Clara pegou uma vasilha e, mestra da humildade, lavou-a com as próprias mãos. Colocou-a lá fora, vazia, para que o irmão esmoler a recolhesse, e chamou o frade para ir conseguir o azeite.
O devoto irmão quis socorrer depressa tanta indigência e correu a buscar a vasilha. Mas essas coisas não dependem de querer e correr, e sim da piedade de Deus. De fato, só por Deus, a vasilha ficou cheia de óleo, pois a oração de Santa Clara foi à frente da ajuda do frade, para alívio das pobres filhas. O frade, crendo que o haviam chamado à-toa, comentou num murmúrio: “Essas mulheres me chamaram por brincadeira, pois, olhe, a vasilha está cheia!”

A Força da Oração: Sarracenos em Fuga



Clara não podia compreender uma vida consagrada com a segurança dos grandes mosteiros e das grandes propriedades. A Santa se empenhava valentemente para que ela e suas irmãs pudessem viver em alegre e austera pobreza. Houve uma época em que os sarracenos estavam nos vales das cercanias de Assis. Eles eram soldados mulçulmanos contratados por Frederico II, que já tinha sido ex-comungado pela segund vez, para tomar Assis, uma comuna filo-papal. Todos os conventos dessa época já tinha sido saqueados e faltava apenas São Damião. A iminência de um ataque deixava os damianitas em pavor. Segundo Celano, tremendo para falar, levaram seus prantos à madre. Corajosa, ela mandou que a levassem, doente, para a porta, diante dos inimigos, colocando à sua frente uma caixinha de prata revestida de marfim, onde guardavam com suma devoção o Santíssimo. Prostrada no chão, assim rezou: “Meu Senhor, quereis entregar estas vossas servas frágeis, que criei em vosso amor, nas mãos dos pagãos? Guardai, eu vos suplico, Senhor, estas vossas servas que no momento não posso defender com minhas forças”. Ouviu-se, então, uma voz dizendo: “Eu vos defenderei sempre!”. “Meu Senhor, acrescentou ela, protegei também, se assim for de vosso agrado, esta cidade que nos sustenta por amor de Vós”. “Assis sofrerá sérios transtornos, mas será defendida por minha fortaleza”. Levantando o rosto banhado em lágrimas, confortou as irmãs que choravam: “Minhas filhas, asseguro que ninguém sofrerá nata; basta confiar em Cristo”. No mesmo instante, os invasores se puseram em fuga, descendo pelos muros que haviam escalado, tal a força daquela que orava e a graça concedida pelo Senhor.

Padroeira da Televisão

O que transformava o Mosteiro de São Damião num lugar privilegiado de oração era, em particular, a celebração da Liturgia das Horas, oração oficial da Igreja, à qual Clara e toda a comunidade consagravam maior parte do dia e da noite. Numa noite de Natal, Clara encontrava-se acamada, doente, e não pôde ir à capela rezar as Matinas. Ficou sozinha em São Damião e começou a meditar sobre o pequenino Jesus e, sofrendo muito por não assistir seus louvores, suspirou: “Senhor Deus, deixaram-me aqui sozinha para Vós”. Segundo Celano, nas Fontes Históricas, eis que de repente começou a ressoar em seus ouvidos o maravilhoso concerto que se desenrolava na Igreja de São Francisco. Escutava o júbilo dos irmãos salmodiando, ouvia a harmonia dos cantores, percebia até o som dos instrumentos. O lugar não era tão próximo que pudesse chegar a isso humanamente: ou a solenidade tinha sido amplificada até ela pelo poder divino, ou seu ouvido tinha sido reforçado de modo sobre-humano. Mas o que superou todo esse prodígio foi que mereceu ver o próprio presépio do Senhor. Quando as filhas vieram, de manhã, disse a bem-aventurada Clara: “Bendito seja o Senhor Jesus Cristo, que não me deixou quando vocês me abandonaram. Escutei, por graça de Cristo, toda a solenidade celebrada esta noite na Igreja de São Francisco”. Devido a esse fato, o Papa Pio XII declarou Santa Clara padroeira da Televisão por decreto de 14 de fevereiro de 1958.

Ardente Amor ao Crucificado


Confiando na presença do Senhor e no sacrário e no ostensório, Clara conseguiu expulsar os sarracenos de seu convento. Normal que uma filha de São Francisco tivesse especial carinho para com a Eucaristia.
Segundo Tomás de Celano, em a Legenda de Santa Clara, Clara “ensinava as noviças a chorar o crucificado dando junto o exemplo do que dizia. Muitas vezes, ao exortá-las a isso em particular, vinham-lhe as lágrimas antes de acabarem as palavras”. Muitas horas, ela passava diante do Santíssimo. Eram confidências feitas ao esposo tão próximo sob as aparências do pão imaculado. Francisco insistia sempre que houvesse muito cuidado para com as coisas do altar. Queria que tudo fosse impecável quando destinava a tocar o corpo e o sangue do Senhor Jesus. Celano conta melhor: “Quão grande foi o devoto amor de Clara pelo Sacramento do Altar demonstram-nos os fatos. Durante a grave doença que a prendeu à cama, fazia-se erguer e sustentar colocando apoios. Assim, sentada, fiava panos finíssimos, com os quais fez mais de cinqüenta jogos de corporais que, colocados dentro de bolsas de seda ou de púrpura, destinava a diversas igrejas do vale e das montanhas de Assis”. As contemplativas, como é o caso das Irmãs de Santa Clara, têm como centro de sua vida religiosa a Capela do Santíssimo.

A Visita e o Trânsito do Pai Francisco


Depois de receber as chagas de Nosso Senhor, Francisco precisava partilhar o fato com uma pessoa: Clara. Então, determinou que o levassem até São Damião. Fora lá que o Crucificado lhe tinha falado pela primeira vez. Lá estavam as irmãs pobres de Clara. Sabia Francisco que se tratava de um viveiro de almas escolhidas e abençoadas por Deus. Para abriga-lo foi construída uma cabana perto do conventinho. Ali, Francisco haveria de se proteger do sol porque seus olhos não suportavam mais a claridade forte. Contam as lendas que os morcegos não abandonavam sua cabana. Clara se dispôs a preparar ataduras, fios, emplastros, feitos com ervas medicinais, chinelos de tecido para os pés chagados do Pai. Podemos bem imaginar a alegria e a tristeza vividas pelas irmãs. Não cessavam de rezar pelo Pai tão doente e tão repleto de graças do amor do Senhor. Foi nesse quadro de exultação e dor que Francisco teria composto o Cântico das Criaturas. Todo abrasado de fervor o cantor das criaturas, já quase cego, vivendo mais no céu do que na terra, perto de suas irmãs estimadas, apresentou a Deus um dos mais belos louvores que já subiram da terra até o céu. No final de setembro de 1226, o Santo manifestou o desejo de terminar seus dias na Porciúncula. Lá tudo havia começado e lá a Irmã Morte o visitou. A Páscoa de Francisco se deu a 3 de outubro de 1226. As clarissas de São Damião tiveram a alegria de receber o corpo de Francisco por alguns instantes. Antes de entrar na cidade, o cortejo tomou um atalho que conduzia até São Damião. Entre sentimentos de alegria e de tristeza, as irmãs beijavam suas mãos abençoadas e enfeitadas com as chagas do Senhor. Com a morte e o sepultamento de Francisco, encerrava-se a convivência de Clara com o exemplo vivo do Evangelho.

Como o Sumo Pontífice Visitou Clara


Segundo Tomás de Celano, Clara estava muito doente depois de quarenta anos vivendo em extrema pobreza. “O vigor de corpo, castigado nos primeiros anos pela austeridade da penitência, foi vencido no final por dura enfermidade, para enriquecê-la, doente, com o mérito das obras. A virtude aperfeiçoa-se na enfermidade”, diz o biógrafo. Quando a enfermidade começa a se agravar, Clara recebe a visita do Cardeal de Óstia, padroeiro e protetor da família franciscana. Tratava-se do Cardeal Reinaldo de Segni, que mais tarde seria o Papa Alexandre IV. Foi ele que obteve do Papa a confirmação do Privilégio da Pobreza. Sabendo do estado de Clara, o Papa Inocêncio IV,que residira com a Cúria em Perúsia no período de 1251 a 1253, foi logo visitar a serva de Cristo com os cardeais, como conta a Legenda: “Entrou no mosteiro, foi ao leito, chegou a mão à boca da doente para que a beijasse. Ela a tomou agradecida e pediu com maior reverência para beijar o pé do Apostólico. Depois pediu com rosto angelical ao Sumo Pontífice a remissão de todos os pecados. Ele exclamou: “Oxalá precisasse eu de tão pouco perdão!” A irmã Inês veio de Monticelli, onde era abadessa, para visitar a Irmã Clara. Ao ver o estado dela, chorou muito. E foi consolada pela irmã: “Irmã caríssima, apraz a Deus que eu me vá; tu, porém, deixa de lado o pranto, porque chegarás junto do Senhor logo depois de mim, e Ele te concederá um grande consolo antes que eu me aparte de ti”. Na realidade, Inês morreu logo depois.

 O Trânsito Final


Tomás de Celano relata que no final pareceu debater-se em agonia durante muitos dias, nos quais foi crescendo a fé das pessoas e a devoção do povo. Também foi honrada diariamente como verdadeira santa por visitas freqüentes de cardeais e prelados. O admirável é que, não podendo tomar alimento algum durante
dezessete dias, revigorava-se o Senhor com tanta fortaleza, que ela confortava no serviço de Cristo todos que a visitavam. No leito de Clara, a presença dos frades: Frei Junípero, Frei Ângelo e Frei Leão. O biógrafo diz que, no momento da partida, Clara conversava com sua alma nestes termos: “Vai segura, porque tens um bom companheiro de viagem. Vai, porque aquele que te criou, também te santificou e cuidando de ti, como uma mãe cuida de seu filho, te amou com terno amor. Senhor, sede bendito porque me criaste”. A agonia durou uma noite inteira. Na manhã de 11 de agosto de 1253, Clara entrava na glória e ia encontrar-se com o Amado Esposo de sua alma. Nas portas do paraíso seria recebida pelo Pai Francisco.

Exéquias e Canonização

Segundo a Legenda de Santa Clara, logo após a sua morte, as pessoas “afluíram em tamanha multidão que a cidade parecia deserta”. Até o podestá, ou prefeito, apresentou-se imediatamente “com um cortejo de cavaleiros e uma tropa de homens armados”. E, no dia seguinte, moveu-se a corte pontifícia inteira. Foi, então, que o papa e os cardeais, “achando que não era seguro nem digno que tão precioso corpo ficasse longe dos cidadãos, levaram-no honrosamente para São Jorge, com hinos de louvor, ao som das trombetas e com solene júbilo” (LSC 37). Logo depois, a igreja de São Jorge foi reformada e ampliada, transformando-se na Basílica de Santa Clara, que ainda estava em obras quando, no dia 3 de outubro de 1260, seu corpo foi solenemente transladado. Lá ficou até 1850. O sarcófago foi descoberto no dia 30 de agosto desse ano, e aberto no dia 23 de setembro. A partir daí, cavou-se uma cripta no solo da basílica e se cuidou de apresentar o corpo da Santa, revestido de hábito e deitado sobre um colchão, dentro de um precioso relicário, para que os peregrinos pudessem venerá-la. Tudo isso ficou pronto no dia 30 de outubro de 1872. Clara foi canonizada no ano de 1255, pelo Papa Alexandre IV, já que o Papa Inocêncio IV morreu em dezembro de 1254. O anúncio solene foi feito na antiga cidade de Anagni, conquistada pelos romanos no século IV aC. Não se sabe exatamente a data, mas há uma corrente que coloca como marco o dia 15 de agosto, festa da Assunção. Antes de partir, Clara deixou a sua bênção: Eu vos abençôo, ainda viva, e abençoar-vos-ei depois da morte; quanto posso vos bendigo, E mais do que posso vos abençôo com todas As bênçãos com as quais o Pai das misericórdias Abençoa e abençoará os seus filhos Do céu e da terra.
Fonte: franciscanos.org


Bênção de Santa Clara:

O Senhor vos abençoe e vos proteja!
O Senhor faça resplandecer sobre vós a sua face!
O Senhor vos dê sua misericórdia!
O Senhor volva para vós seu olhar e vos dê a paz!
O Senhor derrame sobre vós as suas bênçãos e no céu vos coloque entre os santos!
O Senhor esteja sempre convosco
 e vós estejais sempre com ele!
 Amém!





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