segunda-feira, 31 de julho de 2017

SANTA SOFIA, FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE 1 DE AGOSTO

SANTA SOFIA, FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE



Santa tradicional, não incluída no Martirológio Romano atual. Martirológio Romano (1956): Em Roma, Santa Sofia, Viúva, mãe das santas virgens e mártires Pistis (Fé), Elpis (Esperança) e Agape (Caridade). (c. século II).
Santa Sofia, cujo nome significa “Sabedoria Divina” teve por filhas as três virgens: Fé, Esperança e Caridade, nomes escolhidos por ela no batismo, pelo amor que dedicava a essas virtudes cristãs.
Santa Sofia buscou sempre a perfeição evangélica, sendo agraciada por Deus com o dom de contemplar as grandezas celestiais, educando suas filhas num reto amor pelas virtudes, numa época de intensas perseguições ao Cristianismo - por volta do século 130 d.C.

     Sofia e suas filhas viveram na época da perseguição do imperador romano Adriano e seu prefeito Antíoco. Sendo discípulas incondicionais de N. S. Jesus Cristo, foram presas e martirizadas, porque pregavam por toda cidade de Roma e arredores a mensagem do Crucificado. As filhas foram martirizadas na presença da mãe. Santa Sofia, cuja fé e fortaleza eram inabaláveis, animava suas filhas a perseverarem na virtude mesmo durante os bárbaros tormentos que lhe foram infligidos pelo imperador que fazendo sofrer as filhas pretendia fazer a mãe renegar sua fé cristã. Santa Fé foi a primeira a ser martirizada, sendo despida, atada de mãos e pés, cruelmente chicoteada tendo seus cotovelos e tornozelos esmagados à marteladas, em meio aos risos e injúrias do imperador; sua irmã, Santa Esperança, também despida, foi lançada lentamente numa caldeira de betume derretido; por fim, Santa Caridade, de apenas nove anos de idade, foi decapitada, seu corpo retalhado e lançado ao fogo.
A santa mãe, ajudada por alguns dos presentes, enterrou os corpos de suas santas filhas, e prostrada diante do túmulo comum, rezava. Algum tempo depois Sofia morreu na paz do Senhor. Seu corpo foi enterrado pelos cristãos na mesma sepultura de suas filhas. Ela também foi mártir porque padeceu em sua alma cada um dos tormentos que suas filhas padeceram. Adriano morreu roído de podridão e de remorsos, reconhecendo que se comportara iniquamente com aquelas santas, e fora cruel com os seguidores de Cristo. Esta história se encontra recompilada na Legenda Áurea. Santa Sofia faleceu no dia 30 de setembro do ano 130, tornando-se uma das santas mais populares na Igreja do Oriente. Seu Santuário na Itália localiza-se na cidade de Poderia, Salerno, e no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Cosmos, a igreja foi construída pelo então comendador Serafim Sofia, grande devoto desta santa.


SANTOS DE CADA DIA - 1 DE AGOSTO




 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO






No dia 1º de agosto se comemora a festa de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja. Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, é o tratadista por excelência da moral católica, e se destacou por sua profunda devoção a Nossa Senhora, em louvor da qual escreveu uma de suas mais belas obras, as Glórias de Maria. Dele temos essa síntese biográfica, escrita por Dom Guéranger:
Afonso Maria de Ligório nasceu de pais nobres, em Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Sua juventude foi piedosa, estudiosa e caritativa. Aos 17 anos ele era doutor em direito civil e canônico. E começava pouco depois uma brilhante carreira de advogado. Mas nem seu sucesso, nem as instâncias de seu pai, que o queria casado, o impediram de deixar o mundo. Diante do altar de Nossa Senhora, fez o voto de se tornar sacerdote. Ordenado padre em 1726, consagrou-se à pregação. Em 1729, uma epidemia permitiu-lhe que se dedicasse aos doentes em Nápoles. Pouco depois retirou-se, com companheiros, a Santa Maria dos Montes, e com eles se preparou para a evangelização dos campos.
Em 1732, estabeleceu a Congregação do Santíssimo Redentor, que lhe deveria acarretar numerosas dificuldades e perseguições. Mas enfim os postulantes afluíram e o instituto se expandiu rapidamente. Em 1762 foi nomeado Bispo de Santa Ágata dos Godos, perto de Nápoles. Empreendeu ato contínuo a visita à sua diocese, pregando em todas as paróquias e reformando o clero. Ele continuava a dirigir seu Instituto e o das religiosas que tinha fundado para servir de apoio, por sua oração contemplativa, a seus filhos missionários.
Em 1765, demitiu-se do ministério episcopal e voltou a viver entre seus filhos. Dentro em pouco uma cisão se produziu no Instituto dos Redentoristas, e Santo Afonso se viu expulso de sua própria família religiosa. A provação foi muito grande, mas ele não perdeu a coragem e predisse mesmo que a unidade se restabeleceria depois de sua morte. Às suas doenças se acrescentaram sofrimentos morais que lhe causaram longas crises de escrúpulos e diversas tentações. Porém, seu amor a Deus não fez senão crescer.
Enfim, no dia 1º de agosto de 1787, entregou sua alma ao Senhor, na hora em que os sinos tocavam o Ângelus. Gregório XVI o inscreveu no catálogo dos Santos em 1839, e Pio IX o declarou Doutor da Igreja.
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SANTOS DE CADA DIA 31 DE JULHO


  Santo Inácio de Loyola




Santo Inácio de Loyola (1491-1556) foi um padre jesuíta espanhol, um dos fundadores da Companhia da Jesus, ordem religiosa criada para combater a expansão do protestantismo na Europa, por meio do ensino e expansão da fé católica. Foi ordenado padre pelo Papa Paulo III. Foi canonizado pelo Papa Gregório XV.
Santo Inácio de Loyola (1491-1556) nasceu em Loyola, hoje Azpeitia, na Espanha, no dia 23 de outubro de 1491. Filho de família nobre era o mais novo de treze irmãos. Dedicou-se à carreira militar e em 1521 lutando como soldado foi ferido no combate para defesa da fortaleza de Pamplona, sitiado por Francisco I da França. Durante o período de recuperação Loyola dedicou-se a leitura da Vida de Jesus a da Legenda Áurea, sobre a vida dos santos.
Em 1522, Loyola decide renunciar a tudo, deixa casa e roupas finas, dorme em albergues, veste um saco de penitência, faz sete horas de oração por dia, faz jejum e vigília. Passa um ano retirado no mosteiro de Manresa na Catalunha. Das anotações feitas dessa experiência escreve o livro "Exercícios Espirituais", onde que condensa a sua espiritualidade e a entrega da alma a Deus.
A partir de 1523 começa suas peregrinações e retiros. Vai para Barcelona e em seguida para Roma, com o objetivo de obter o passaporte pontifício, para seguir viagem para Jerusalém. Chegando ao destino, foi recebido pelos Franciscanos e visitou os locais sagrados da Terra Santa. Em 1524 volta para Barcelona, onde se dedica ao estudo da gramática latina.
Em seguida foi para Alcalá, ingressou na universidade onde cursou Teologia. Começou com as pregações e a ensinar seu Exercício Espiritual. Preso pela Inquisição, foi solto pelo arcebispo de Toledo e aconselhado a estudar em Salamanca. Ficou proibido de fazer pregações até concluir o curso de Teologia. Foi para Paris em 1528, onde conseguiu o título de Professor de Filosofia. Em 1533 já conseguia reunir os primeiros seguidores, Pedro Favro, Francisco Xavier, Laínez, Salmerón, Simão Rodrigues e Bobadilha. No dia 15 de agosto de 1534, reunidos na Capela de Saint-Denis, na Igreja de Santa Maria, em Montmartre, fizeram o primeiro juramento de compromisso, inaugurando a "Companhia de Jesus".
A Ordem Religiosa pretendia fazer caridade, ensinar e expandir a fé católica. Pretendiam dedicar-se às missões entre os muçulmanos da Palestina. Reunido em Veneza, decidem oferecer seus serviços ao papa. Ignácio, Favro e Laínez, foram ao papa Paulo III, fizeram voto de pobreza, castidade e obediência absoluta, e declararam-se prontos para ir para toda parte onde o Papa quisesse enviá-los.
O Santo Padre aprovou a "Companhia de Jesus". Logo foram ordenados padres e começaram a desenvolver os trabalhos missionários. A ordem foi estabelecida oficialmente em 1540. Ignácio passa a governar estes "Soldados de Cristo", os Jesuítas. A severa formação de seus membros, a centralização e a disciplina da ordem, o sucesso de seus métodos de ensino, ampliaram rapidamente seus seguidores e afastaram muitos cristãos das ideias protestantes, principalmente na Bélgica, Holanda, Espanha, Itália, Polônia e Portugal.
Santo Inácio de Loyola faleceu em Roma, Itália, no dia 31 de julho de 1556. Foi canonizado em 12 de março de 1622 pelo Papa Gregório XV.

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SANTOS DE CADA DIA - 30 DE JULHO-Santo Leopoldo Mandic

30/07 – Santo Leopoldo Mandic

São Leopoldo Mandic nasceu na Dalmácia, atual Croácia, em 12 de maio de 1866. Os pais, católicos fervorosos, o batizaram com o nome de Bogdan, que significa “dado por Deus”. Desde pequeno apresentou como características a constituição física débil e o caráter forte e determinado. O mais novo de uma família numerosa, completou seus estudos primários na aldeia natal. Nessa época, a região da Dalmácia vivia um ambiente social e religioso, marcados por profundas divisões entre católicos e ortodoxos. Essa situação incomodava o espírito católico do pequeno Bogdan, que decidiu dedicar sua vida à reconciliação dos cristãos Orientais com Roma. Aos dezesseis anos ingressou na Ordem de São Francisco de Assis, em Údine, Itália, adotando o nome de Leopoldo. Foi ordenado sacerdote em Veneza, onde concluiu todos os estudos, em 1890. Sua determinação era ser um missionário no Oriente e promover a unificação dos cristãos. Viajou duas vezes para lá, mas, não em missão definitiva. Leopoldo foi destinado aos serviços pastorais nos conventos capuchinhos, por causa da saúde precária. Ele era franzino, tinha apenas um metro e quarenta de altura e uma doença nos ossos. Com grande espírito de fé se submeteu à obediência de seus superiores. Iniciou assim, o ministério do confessionário, que exerceu até a sua morte. No início, em diversos conventos do norte da Itália e, depois, em Pádua, onde se tornou “o gigante do confessionário”. A cidade de Pádua é famosa por ser um centro de numerosas peregrinações. É em sua Basílica que repousam os restos mortais de Santo Antonio. Leopoldo dedicava quase doze horas por dia ao ministério da confissão. Para os penitentes suas palavras eram uma fonte de perdão, luz e conforto, que os mantinham na fidelidade e amor a Cristo. Sua fama correu, e todos o solicitavam como confessor. Foi quando ele percebeu que o seu Oriente era em Pádua. E fez todo o seu apostolado ali, fechado num cubículo de madeira, durante trinta e três anos seguidos, sem tirar um só dia de férias ou de descanso. Pequenino e frágil, com artrite nas mãos e joelhos, e com câncer no esôfago, ofereceu toda sua agonia alegremente a Deus. Frei Leopoldo Mandic morreu no dia 30 de julho de 1942, em Pádua. O seu funeral provocou um forte apelo popular e a fama de sua santidade se espalhou, sendo beatificado em 1976. O Papa João Paulo II o incluiu no catálogo dos santos, em 1983, declarando-o herói do confessionário e “apóstolo da união dos cristãos”, um modelo para os que se dedicam ao ministério da reconciliação.

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S. Pedro Crisólogo, bispo, Doutor da Igreja, +450

 

Pedro Crisólogo nasceu por volta do ano 380 em Ímola, Bolonha e faleceu provavelmente a 30 ou 31 de julho de 450, em visita à sua cidade natal.
Foi considerado um dos maiores pregadores da história da Igreja. Conhecido como “Pedro das palavras de ouro”, e merecedor do título de Doutor da Igreja pelo Papa Bento XIII em 1729, Pedro Crisólogo foi autor de cerca de duzentas homilias breves e inspiradoras. As suas homilias populares ficariam para a história, com a explicação de forma simples e apelativa dos dogmas e das liturgias, o que valeu inúmeras conversões.









Outros Santos do mesmo dia: Santos Abdão e Sênen, Santa Julita, Beato Manes, Beato Arcanjo de Calatafimi, Bestos Eduardo Powell, Ricardo Fetherson e Tomás Abel, Bestos José Maria Muro Joaquim Prat Baltuena e Zózimo Isquerdo Gil, Santos Leopoldo Mandic, Santa Maria de Jesus Sacramento Venegas de la Torre e Beatos Bráulio Maria Correa e 70 companheiros.

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Terço da Sagrada Face de Nosso Senhor Jesus Cristo

TERÇO DAS LÁGRIMAS DE SANGUE MEDITADO DE NOSSA SENHORA

sábado, 29 de julho de 2017

SANTOS DE CADA DIA - 29 DE JULHO

29/07 – Santa Marta

29 de julho - Dia de Santa Marta


  
 Santa Marta
Irmã de Lázaro
Séc. I 
 
As Escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilômetros de Jerusalém. Lá moravam Marta, Lázaro e Maria, três irmãos provavelmente filhos de Simão, o leproso. Há poucas mas importantíssimas citações de Marta nas Sagradas Escrituras. 
É narrado, por exemplo, o primeiro momento em que Jesus pisou em sua casa. Por isso existe a dúvida de que Simão fosse mesmo o pai deles, pois a casa é citada como se fosse de Marta, a mais velha dos irmãos. Mas ali chegando, Jesus conversava com eles e Maria estava aos pés do Senhor, ouvindo sua pregação. Marta, trabalhadora e responsável, reclamou da posição da irmã, que nada fazia, apenas ouvindo o Mestre. Jesus aproveita, então, para ensinar que os valores espirituais são mais importantes do que os materiais, apoiando Maria em sua ocupação de ouvir e aprender. 
 
Fala-se dela também quando da ressurreição de Lázaro. É ela quem mais fala com Jesus nesse acontecimento. Marta disse a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas mesmo agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus dará". 
 
Trata-se de mais uma passagem importante da Bíblia, pois do evento tira-se um momento em que Jesus chora: "O pranto de Maria provoca o choro de Jesus". E o milagre de reviver Lázaro, já morto e sepultado, solicitado com tamanha simplicidade por Marta, que exemplifica a plena fé na onipotência do Senhor. 
 
Outra passagem é a ceia de Betânia, com a presença de Lázaro ressuscitado, uma prévia da última ceia, pois ali Marta serve a mesa e Maria lava os pés de Jesus, gesto que ele imitaria em seu último encontro coletivo com os doze apóstolos. 
Os primeiros a dedicarem uma festa litúrgica a santa Marta foram os frades franciscanos, em 1262, e o dia escolhido foi 29 de julho. Ela se difundiu e o povo cristão passou a celebrar santa Marta como a Padroeira dos Anfitriões, dos Hospedeiros, dos Cozinheiros, dos Nutricionistas e Dietistas.




SANTA MARTA NA BÍBLIA ( Jo 11,5-6. 17-30. 38-45)






5 Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro.


6 No entanto, quando ouviu falar que Lázaro estava doente, ficou mais dois dias onde estava.





Ao chegar, Jesus verificou que Lázaro já estava no sepulcro havia quatro dias.
18 Betânia distava cerca de três quilômetros[57] de Jerusalém, 
[57] Grego: 15 estádios. Um estádio equivalia a 185 metros.
19 e muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para confortá-las pela perda do irmão.
20 Quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi encontrá-lo, mas Maria ficou em casa.
 
21 Disse Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido.
22 Mas sei que, mesmo agora, Deus te dará tudo o que pedires.
23 Disse-lhe Jesus: “O seu irmão vai ressuscitar”.
24 Marta respondeu: “Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia”.
25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá;
26 e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?
 
27 Ela lhe respondeu: “Sim, Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo”.
28 E depois de dizer isso, foi para casa e, chamando à parte Maria, disse-lhe: “O Mestre está aqui e está chamando você”.
29 Ao ouvir isso, Maria levantou-se depressa e foi ao encontro dele.
30 Jesus ainda não tinha entrado no povoado, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.
Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada à entrada.
39 “Tirem a pedra”, disse ele. Disse Marta, irmã do morto: “Senhor, ele já cheira mal, pois já faz quatro dias”.
40 Disse-lhe Jesus: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?”
41 Então tiraram a pedra. Jesus olhou para cima e disse: Pai, eu te agradeço porque me ouviste.
42 Eu sei que sempre me ouves, mas disse isso por causa do povo que está aqui, para que creia que tu me enviaste.
43 Depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: “Lázaro, venha para fora!” 
 
44 O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: “Tirem as faixas dele e deixem-no ir”.
45 Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus fizera, creram nele.
SANTA MARTA DE BETÂNIA
HOSPEDEIRA DO SENHOR,
HOJE O POVO DA ALIANÇA
CANTA UM HINO EM TEU LOUVOR
TUA CASA FOI ABRIGO
ONDE O MESTRE REPOUSOU
NO CALOR DE UM LAR AMIGO 
ELE AS FORÇAS RENOVOU
PÃO E VINHO LHE SERVISTES
QUANDO TUA IRMÃ MARIA
VIDA ETERNA EM ALIMENTO
DOS SEUS LÁBIOS RECEBIA
RECLAMASTE A SUA AUSÊNCIA
JUNTO A LÁZARO DOENTE
PROCLAMANDO ASSIM A FÉ
NO SEU VERBO ONIPOTENTE
DELE ESCUTAS A PROMESSA
TEU IRMÃO RESSURGIRÁ
E PROCLAMAS: TU ÉS O CRISTO
DEUS CONOSCO EM TI ESTÁ
NO MILAGRE TESTEMUNHAS
SEU PODER E SEU AMOR
TEU IRMÃO RETORNA À VIDA
À PALAVRA DO SENHOR
QUE POSSAMOS CAMINHAR
COM JESUS NA FÉ ARDENTE
E CONTIGO CONTEMPLAR
SUA FACE ETERNAMENTE.

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 MARTA E MARIA (por Santo Aelredo de Rievaul)
(1110-1167), monge cisterciense
Sermão para a Assunção

Marta e Maria
«Uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria». Se o nosso coração é o lugar onde Cristo habita, é preciso que nele habitem estas duas mulheres: uma que se senta aos pés de Jesus para O escutar, outra que trata de O alimentar. Enquanto Cristo for, neste mundo, pobre, sujeito à fome, à sede, à tentação, será preciso que estas duas mulheres habitem a mesma casa, que no mesmo coração coexistam estas duas atividades. […]
Assim, durante esta vida de labor e de misérias, é preciso que Marta habite em vossa casa. […] Enquanto precisarmos de comer e de beber, teremos também de dominar a nossa carne ou o nosso corpo pela vigília, pelo jejum e pelo trabalho.; é essa a parte que compete a Marta. Mas é preciso que em nós esteja também presente Maria, a ação espiritual. Porque não temos de nos dedicar constantemente aos exercícios corporais; temos também de repousar e saborear como é suave o Senhor, sentando-nos para isso aos pés de Jesus e escutar a sua Palavra.
Amigos, não negligencieis Maria por Marta, nem Marta por Maria! Se negligenciais Marta, quem servirá Jesus? Se negligenciais Maria, de que vos servirá a visita de Jesus, uma vez que não Lhe saboreais a doçura?

São Simplício




  O Papa Simplício exerceu a direção da Igreja num período muito difícil de sua história, a queda do Império Romano. Ao contrário do que se poderia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, foi papa de 468 a 483.



Nessa época Roma, depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo Rei Odoacro, que depôs o Imperador Rômulo Augusto. A partir daí, invasores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram o império que era o centro do mundo. Roma, a capital daquele mundo, sobreviveu. Afinal, a única autoridade moral restante, aquela que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do papa São Simplício.



Simplício fazia parte do clero romano quando sucedeu o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e a vantagem de ter convivido com o Papa Leão Magno, que deteve a invasão de Átila, o rei dos Hunos. Coragem não lhe faltava, muito menos fé e energia.



Além de manter vivamente ativas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo e São Lourenço Fora dos Muros, que acolhiam os católicos em peregrinação aos túmulos dos apóstolos, construiu e fundou muitas igrejas novas, expandindo dioceses e reafirmando o respeito à fé e à ortodoxia.



Os escritos antigos registram suas várias cartas a bispos, orientando sobre a forma de enfrentar as heresias que se espalhavam, ficando ao lado do povo, ensinando, pregando, dando exemplo de como evangelizar mesmo com todas as dificuldades.



Morreu amado pelo povo e respeitado até pelos reis pagãos.



E assim Roma, graças à atuação do Papa São Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas.

Santa Fina ou Serafina 

 


CASA DE SANTA SERAFINA

Santa Fina é uma heroina do norte da Itália, da pequena cidade de Giminiano. Ao contrário de outros santos, lembrados por tudo que fizeram em vida, ela é lembrada por aquilo que deixou de fazer, por ter pacientemente suportado uma doença degenerativa que a paralisou pouco a pouco, até a sua morte. 

O principal relato sobre sua vida foi escrito por João Di Coppo e fala mais dos milagres que ocorreram após a morte da santa. Os pais, Cambio e Imperiera, eram trabalhadores, mas com uma situação econômica estável. Foi sua mãe lhe ministrou os ensinamentos da fé. 

Desde criança Serafina foi reclusa, talvez porque seus pais já percebiam sua fragilidade. Na adolescência tornou-se uma bela jovem, com uma feição adorável, boa estatura e bem proporcionada. Mas foi então que a doença, talvez alguma forma de tuberculose ou osteomielite, começou a afetá-la. Di Coppo assim relata:

São Paulo nos ensina que o sofrimento fortalece o espírito. Por este motivo, Fina era a mais bela e formosa criatura aos olhos de Jesus Cristo, seu mestre, que lhe permitiu tantos sofrimentos. Ela ficou paralítica de seu pescoço para baixo, todo corpo paralisado. Ao final, já não podia mover-se, nem sequer um braço ou mão.

Enquanto Deus permitia esta aflição, ela decidiu não repousar em uma cama confortável. Ao contrário, escolheu uma tábua de madeira para deitar-se. E como um lado de seu corpo ficou paralisado, afligido pela doença, ela decidiu deitar-se sobre o lado saudável. Por cinco anos esteve nesta posição. Não permitia a ninguém trocá-la de posição. Permaneceu por tantos anos assim que sua carne era uma grande ferida. E, no entanto, nunca gemeu ou reclamou; manteve-se dando graças a Deus até o final. 

Era um exemplo para todos moradores da cidadezinha, que vinha visitá-la em busca de conselhos. Saíam maravilhados de ouvir palavras de encorajamento de uma jovem tão desesperadamente enferma. Falava muito dos sofrimentos de Jesus na Cruz, muito maiores que os dela, que nos valeram a vida eterna. Pedia a todos que fossem devotos de Nossa Senhora, um exemplo para todas mulheres. 
Sua mãe tratava-a da melhor maneira possível, mas ainda assim, muitas vezes tinha que deixá-la sozinha. Até que certo, a mãe foi assaltada e morta em frente de casa, aumentando os sofrimentos da Santa. Fina passou a depender dos vizinhos, mas muitos tinham repulsas de suas feridas. 

Fina era devota de São Gregório Magno, que perseverou até o final, enquanto uma severa gastrite o enfraquecia. Com frequencia, Fina pedia ao santo que intercedesse por ela. Em 4 de março de 1253, o Santo apareceu-lhe numa visão, anunciando que seu sofrimento estava próximo ao final e ela morreria no dia do aniversário de São Gregório Magno. 

Assim ocorreu em 12 de Março: Santa Fina faleceu enquanto anjos tocavam os sinos da Igreja. Quando foi retirada da mesa, perceberam que ela deitava-se sobre violentas brancas. Conta-se que doentes tocaram seu corpo e foram imediatamente curados. Santa Serafina, através de seus sofrimentos e milagres, tornou-se uma heroína popular. 

Com doações deixadas sobre seu túmulo, um hospital foi construído com a missão de acolher os pobres  e doentes. Bem administrado, logo tornou-se um dos mais importantes da região e permaneceu em uso por mais de 800 anos. Na capela do hospital estava a tábua na qual a Santa repousava.
 Outros Santos do mesmo dia:  Faustino e Beatriz, Santo Felix, Santo Lopo de Troyes, São Olavo da Noruega, Beato Urbano II, Santo Guilherme Pinchon, Santos Eugênio Flora, Lucila e companheiros, Beatos Lucio Martinez Mancebo e 7 companheiros.